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BRASIL, Mulher, Música, Livros, Filmes, Jornalista, Professora, Escritora. E-mail: limarmello@bol.com.br



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     Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, reportagem sobre meu livro (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     A Tortura no Porto de Santos (artigo de Alessandro Atanes, que cita trecho de meu livro Raul Soares)
     Minha reportagem: Thomas Maack, médico e preso do Raul Soares (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós faz parte do acervo da Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte-Americano)
     Meu livro ''Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós'', catálogo da Fundação Biblioteca Nacional
     Meu livro Raul Soares, Um Navio tatuado em Nós (registro na Biblioteca Nacional)
      Raul Soares - pronunciamento na Assembléia Legislativa em 2003
     Reportagem de Laire J Giraud que menciona meu nome e de meu pai
     Artigo sobre o golpe de 1964 (Laire José Giraud)
     Minha reportagem: Zuleika Alambert, a primeira deputada santista (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (A Tribuna)
     Minha reportagem: Atenta ao mundo, cronista Nair Lacerda faz 90 anos (A Tribuna -18.7.1993, reprodução no site de Santo André)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (site da Associação dos Magistrados Brasileiros, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: entrevista sobre Educação e Violência, publicada em 26 de junho de 2006 (A Tribuna)
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    Blog da Lidia Maria de Melo
     


    Associação Brasileira de Imprensa

    http://www.abi.org.br/

    Classificação:

    Site da Associação Brasileira de Imprensa traz entrevistas, artigos, revista on-line, história recente do Brasil, entre outros itens que interessam aos jornalistas e estudantes de jornalismo. Vale abrir o link http://www.abi.org.br/jornaldaabi/Suplemento_Especial_Vlado-2005.pdf  e ler o suplemento em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog (Vlado), em especial o artigo de Ricardo Kotscho intitulado As Duas Mortes de Vlado. É uma contundente reflexão sobre a filosofia atual dos jornalistas.

     



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 23h58
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    Pequena análise do livro-reportagem A Sangue Frio, de Truman Capote

     

    1ª parte

     

       A Sangue Frio, de Truman Capote, é o relato de um múltiplo

    crime ocorrido em 14 de novembro de 1959, na cidade de

    Holcomb, no Kansas (EUA), que teve como conseqüência

    o enforcamento de Perry Smith e Richard Hickock, os

    assassinos, em 1965.

       Trata-se de uma reportagem em que o autor, valendo-se

    de um senso de observação permanentemente apurado, expõe a

    transcendência dos fatos, das pessoas e das coisas  e envolve o

    leitor numa narrativa mesclada de descrições e dissertações.

        No primeiro capítulo, Capote apresenta cada um dos

     membros da família Clutter, com seus hábitos e características:

     “Sempre seguro do que pretendia no mundo, o Sr. Clutter em

    grande parte o conseguira. Na mão esquerda, no que restara de

    um dedo mutilado por máquina, usava uma aliança de ouro, símbolo

    de um quarto de século de casamento com a pessoa com quem

    sonhava casar...” (p. 13). Também prende a atenção do leitor

    pelos sentidos: “Situada ao fim de uma estreita e longa alameda

    de frondosos olmos chineses, a bela casa branca , ao centro de

    um amplo relvado de grama das bermudas, impressionava

    Holcomb./ Era um lugar que o povo gostava de mostrar. Quanto

    ao interior, ostentava manchas de tapetes de um

    castanho-avermelhado  ,  quebrando alternadamente o

    brilho do chão encerado e rangente ; um imenso sofá moderno

    na sala de estar, coberto por um tecido encaracolado e entremeado

    de fios cintilantes de metal prateado; na copa uma banqueta

    forrada de plástico azul e branco”  . ( p.16).

     

    (continua abaixo)

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h18
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    Pequena análise do livro-reportagem A Sangue Frio, de

    Truman Capote

     

    2ª parte

     

        Para criar um clima de expectativa e suspense, próprio

    das narrativas de crimes, o autor alterna cenas do cotidiano

    da família Clutter com os preparativos da dupla para o

    assassinato, como se fossem tomadas cinematográficas.

    E, ao descrever  os lances da viagem dos criminosos, torna

    o leitor um passageiro do carro deles.

         Exs.: “A pequena cidade de Holcomb está situada nas 

    altas planícies de trigo do oeste de Kansas (...) A terra é plana e

    as paisagens assustadoramente vastas. Cavalos, manadas de gado,

    um amontoado branco de silos erguendo-se graciosos como

    templos gregos, são vistos pelo viajante, muito antes de a eles

    chegar” (p.9).

    ...  “Depois de tomar um copo de leite e colocar um boné de lã,

    o Sr. Clutter saiu de maçã em punho para examinar a manhã.

    Era o tempo ideal para comer maçãs”(p. 18).

    ...  “Assim como o Sr. Clutter, o rapaz sentado na lanchonete

    não tomava café. Preferia root beer.(...) Bebericando e fumando,

    estudava um mapa aberto à sua frente, no balcão (um mapa

    Phillips 66 do México), mas era difícil concentrar-se, pois

    esperava um amigo e o amigo estava atrasado” (p. 22).

         O clímax é atingido com a narração, recheada de descrições,

     dos últimos atos dos personagens antes do crime: “O quarto de

    Nancy era o menor de todos, e também o de mais personalidade:

    um quarto de menina, claro e engomado como um saiote de

    bailarina...” (p.72).

         Anotações no diário:  “Jolene K. apareceu e eu mostrei como

    é que se faz torta de cereja. Ensaiei com Roxie. Bobby esteve

    aqui e vimos TV. Foi embora às 11 horas” (p.74).

         Os assassinos: “_ É aqui, é aqui, tem que ser aqui, tá ali a

    escola, a garagem, agora a gente pega o sul” (p.74).

     

    (continua abaixo)

     

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h17
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    Pequena análise do livro-reportagem A Sangue Frio, de Truman Capote

     

    Última parte

     

        Até que o crime se concretize, Capote é um narrador

    onisciente (aquele que conhece todos os acontecimentos,

    até mesmo os pensamentos dos personagens). A partir daí,

    o leitor toma conhecimento das cenas monstruosas protagonizadas

    por Perry Smith e Richard Hickock, por meio das confissões

    dos próprios assassinos, já que o autor lança mão do discurso

    direto, e torna-se testemunha das confissões e do caráter

    controvertido da dupla.

         “_ Tem ele. Ela. O garoto. A garota. Talvez até os outros dois.

    Mas é sábado. Talvez tenham hóspedes. Oito digamos. Talvez até

    doze. A única coisa certa é que todos têm que ‘empacotar’.

          _  Não é como te prometi, queridinho, miolo por tudo

    quanto é parede?

         _ Cem metros de fio: o bastante para doze pessoas”

         “_ Acendi as luzes (...). Vi uma caixa de papelão enorme

    na parede. Uma caixa de colchão. Achei que não devia pedir

    que ele se deitasse no chão frio; então arrastei a caixa achatei-a

    e falei para que se deitasse”.

         Para obter o resultado que esperava, ou seja, a composição

    de um romance-reportagem, o autor utiliza técnicas estruturais

    literárias, conjugando-as com as jornalísticas. Com isso, abre a

    possibilidade de novas abordagens estéticas no jornalismo.

         Com o tema, Capote levanta polêmica sobre a pena de

    morte, as leis em vigor no Kansas e o resultado e a eficácia

    de exames psicológicos requisitados pela Justiça.

     

     

    Lídia Maria de Melo

     

     

     

     

     

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h16
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    Meu livro na Biblioteca do Congresso Norte-Americano

    http://catalog.loc.gov/cgi-bin/Pwebrecon.cgi?v1=3&ti=1,3&Search%5FArg=Raul%20Soares&Search%5FCode=TALL&CNT=25&PID=20551&SEQ=20060416041301&SID=1

    Classificação:

    Meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós está catalogado na Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte-Americano)



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h17
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    Uma dica


     Clique nas entradas à esquerda e depois role a tela.

    É mais prático para escolher os assuntos e ler.




    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h36
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    Porta Curtas (filme curto nacional)

    http://www.portacurtas.com.br/

    Classificação:

    Um site que divulga o filme curto nacional. É patrocinado pela Petrobras. Permite que o usuário faça sua cinemateca, depois de se cadastrar. Destaque especial para o filme Ilha das Flores.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h35
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    Museu da Pessoa

    http://www.museudapessoa.net/

    Classificação:

    Museu virtual de histórias de vida. Qualquer pessoa que queira compartilhar sua história pode participar gratuitamente do museu.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h32
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    Processo de criação                                        

    A criação de um texto está sempre  relacionada a uma história.

    A composição do meu poema Tua casa. Teu perfil não escapou a essa regra.

    Ele nasceu no dia 24 de abril de 1990 e foi publicado na página 2 do Caderno de Reforma Tua casa. Tua cara.

    e Decoração, que saiu encartado, em formato tablóide, no jornal A Tribuna, edição de 26 de maio daquele

    ano, com ilustrações do Seri. Naquela  ocasião, denominei-o

    Mais tarde, mudei o título. Abaixo, transcrevo-o

    em três partes. Só assim ele cabe neste blog.

     

    Lídia Maria de Melo (segue...)



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h53
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                                         Tua casa. Teu perfil

                     (Parte 1)     

     

    Num cochilo do porteiro

    roubo a chave do quadro

    pé ante pé sorrateiro

    galgo ao terceiro andar.

     

    Um giro na fechadura

    um outro, na maçaneta

    correr de olhos ligeiros

    o teu mundo se revela

     

    Na gravura de Ouro Preto

    o mistério de teus gestos

    a elegância de teu porte

    requinte de beija-flor.

     

    A mistura de estilos

    deslizando pelos cantos

    entre versos de Pessoa

    e enredos de Piñon.

     

    Prato inglês de porcelana

    tons de branco e marrom.

    Chapéu de corte exótico

    sombreando teu olhar

                                   (continua...)

                          

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h11
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    Tua casa. Teu perfil

    (Parte 2)

    siamês. E  o sorriso

    bronzeado no retrato.

    Moldura de madrepérola

    no piano. A janela.

     

    Surpreendo a pulseira

    jade e prata displicentes

    sobre a mesa de madeira

    brilhando cera-jasmim.

     

    Os teus modos sacrossantos,

    face e cabelos ciganos

    estampados na escultura

    mulher de pedra-sabão.

     

    O videocassete preto

    guardando Cármen, de Saura.

    Recostado na estante

    o Bolero, de Ravel.

     

    Nunca te vi dançar

    tango,  lambada ou tuíste,

    mas a cozinha me mostra

    teu bailado, teu tempero.

                       (continua...)



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h01
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    Tua casa. Teu perfil

    (Última parte)

    o teu cheiro no banheiro

    xampu, perfume indiano

    a bota de couro cru

    no tapete macramê.

     

    A cortina entreaberta

    o vestido de flanela

    a cadeira de balanço

    almofadas pelo chão.

     

    Um mosaico de segredos

    nos teus passos de gazela

    nos detalhes, nas paredes

    tua cara, teu perfil.

     

    Pelas frestas entram raios

    arco-íris, tons vermelhos

    teus desejos espalhados

    num pedaço de espelho.

     

                              (Lídia Maria de Melo - 24/4/1990)

     

     

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h58
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    Lídia

    (Poema de Ricardo Reis, heterônimo do poeta

     português Fernando Pessoa)

    Buscar na Web "Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa"

    Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros

    Onde que quer que estejamos.

    Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros

    Onde quer que moremos,

    Tudo é alheio

    Nem fala língua nossa.

    Façamos de nós mesmos o retiro

    Onde esconder-nos, tímidos do insulto

    Do tumulto do mundo.

    Que quer o amor mais que não ser dos outros?

    Como um segredo dito nos mistérios,

    Seja sacro por nosso.

    (Lídia era a musa inspiradora de Ricardo Reis.

    Leia outros poemas do autor no Jornal da Poesia,

    no site http://www.revista.agulha.nom.br/reis.html )



    Categoria: Citação
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h00
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    Dica

     Leia o conto Pelo Deleite do Ócio, Por Conta de

    Uma Ousadia, clicando na Categoria - Meus Poemas

    e Contos, à esquerda (depois, role a tela).  

    Se você preferir poesia, já coloquei alguns poemas.

    Com o tempo publicarei mais.

    Quando tiver mais um tempo livre,

    leia também Bala Perdida,  premiado em 1997.

    É só clicar, à esquerda, em Outros Links _

    Meu Conto Bala Perdida.

    Passe também pelos outros links à esquerda e

    veja as reportagens, entre outras informações.

    Fique à vontade.



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h48
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    ENTREGA   

    No dia em que me apaixonei

    pelo violão

    aprendi a tocar.

    A paixão é meu alimento.

    Quando ouvi de você : “eu te amo”,

    permiti que me tocasse.

    Meu corpo é sagrado.                                                                

    O amor é minha religião. 

                     (Lídia Maria de Melo - 1984)

                                 



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h32
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    Museu da Língua Portuguesa

    http://www.museudalinguaportuguesa.org.br

    Classificação:

    Nesse site, você pode conhecer as atrações dos espaços interativos e muito mais sobre o museu que funciona na antiga Estação da Luz, na cidade de São Paulo. É possível acessar também pelo endereço www.estacaodaluz.org.br



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h22
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    Polissemia

    Nunca se deve procurar o sentido de uma palavra fora do contexto.

    Isolado, um vocábulo pode significar tudo ou simplesmente nada.

    Para um carcereiro, por exemplo, ''disciplina'' pode ser uma conduta comportamental.

    Um estudante pode entender, de imediato, que é qualquer uma das matérias que ele aprende na escola (Português, Matemática, História...)

    É bom pensar sobre isso. A polissemia pode ser responsável por muito mal-entendido.

    Até mais. Lídia Maria de Melo (limarmello@bol.com.br)

        

     

     



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h17
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    Pelo deleite do ócio, por conta de uma ousadia - parte 1

                              Lídia Maria de Melo  

         

          Aos 80 anos, para mais nada era cedo.

          Saiu do elevador sorrateiro, ignorando o chamado da nora pelo interfone e sem cumprimentar o zelador. Assim evitaria indagações. Estava cansado dos cuidados e da histeria dela no controle da casa, do filho com os canhotos dos cheques e dos netos pelo computador. Queria comer tranquilo sua feijoada, tradição sabatina de quem não perdera o gosto pela vida e seus temperos. Tinha urgência desses prazeres. Já vivia seu futuro.

          E foi pensando nisso que alcançou o calçadão da praia, antes de escolher o restaurante onde iria almoçar. Com a nova estação, os chapéus-de-sol  já estavam desnudos e a folhagem formava um tapete para o vaivém indiferente de rapazes e moças. No seu tempo, melhor dizendo, na sua juventude, porque seu tempo era agora, só os  pedestrianistas gastavam energia correndo pra lá e pra cá. Agora era uma febre, mas não deixava de ver beleza naquela  coreografia de corpos exuberantes. 

     (continua...)



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h54
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    Pelo deleite do ócio, por conta de uma ousadia - parte 2

    Quando chegou à cidade, 65 anos atrás, pensou que seus canais revestidos fossem córregos domesticados pela artimanha de algum desvairado. Depois descobriu a finalidade sanitária daqueles drenos fincados no solo  encharcado e aplaudiu. Agora andavam querendo cobrir esse íntimo artifício geográfico, para criar bolsões de estacionamento. Coisa de gente sem história e sem preocupação com a saúde pública. Fossem buscar solução para os arranha-céus recalcados na orla da praia. Essa providência traria benefício maior à população e à arquitetura.

         Continuou andando sem rumo, apenas pelo deleite do ócio. O filho, a nora e os meninos deveriam desfrutar dessa preguiça, decerto economizariam o tanto que gastam para combater o estresse. Nisso ouviu um chamado do outro lado da rua. Acenou sem mostrar disposição de parar. Era o amigo psiquiatra, que ganhou notoriedade ajudando almas atormentadas da alta roda, mas não vencia a frustração de jamais ter conseguido libertar o filho e a filha de sua jurisdição, como ele mesmo costumava dizer. A moça, que  já nem merecia ser assim chamada, pois já passava dos 50, ainda pedia permissão para sair à noite. O rapaz, um pouco mais novo, casou, era pai de filhos, mas nunca montou casa própria. Ainda ocupava cômodos da mansão do pai. “Casa de ferreiro, espeto de vara bem fraquinha”.

    (continua...)



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h53
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    Pelo deleite do ócio, por conta de uma ousadia - parte 3

         Pouco antes de entrar no restaurante, vasculhou a memória na intenção de encontrar o nome do amigo psiquiatra. Estava na ponta da língua, mas não desgrudava. Sentou-se, pediu ao garçom uma caipirinha de pinga e a  feijoada. Do início ao fim do almoço, fez novos esforços, mas só se recordou de Nico Fidenco, o porco criado pelo pai nos fundos do quintal de casa e lavado todos os dias para não cheirar mal.

          Foi com Nico que começara a duvidar, aos 10 anos, da teoria de que os bichos eram irracionais. Irracionais eram o filho, a nora, os netos e todos os que desperdiçavam aquela portentosa tarde de sol, confinados em apartamentos diante de um computador. Nico atendia aos seus chamados e respondia às suas falas, grunhindo demoradamente. Sabia que haviam estabelecido um meio de comunicação. Só se sentia frustrado por não ser capaz de decifrar o que o amigo de estimação lhe transmitia.

         Já adulto, um cão ajudou-o a reforçar a convicção de que os bichos também raciocinavam. De dentro de um ônibus parado, acompanhou a primeira tentativa que o animal fez para pular um muro. Como não conseguiu, ele tomou distância, observou, como se calculasse, e arriscou novo salto. Diante de outro fracasso, ele se afastou mais ainda e pulou, aí sim, na altura desejada. Se aquela sequência de ensaios e erros não expressava uma  espécie de raciocínio, não sabia mais o que era pensar. Como somente os cientistas tinham autoridade para ditar conceitos dessa natureza, jamais polemizou sobre o assunto. Mas consigo mesmo preferia seguir a intuição.

    (continua...)



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h51
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    Pelo deleite do ócio, por conta de uma ousadia - parte 4

    Despreocupou-se do nome do amigo. A lembrança não alteraria o curso daquela tarde. Após pagar a conta, resolveu retornar por umas ruas internas que ele conhecia de tantos e tantos anos. Entrou na farmácia da esquina onde costumava se reunir com a garotada, antes de ganharem os bailes, num tempo que nem o calendário devia mais registrar. Perguntou por  Célio. O balconista franziu o cenho, constrangido, e disse não conhecer a pessoa que ele procurava. Não deu o braço a torcer para aquele rapaz ainda imberbe. Decerto era um distraído. Como podia desconhecer que o Célio fora o proprietário daquele estabelecimento por anos e anos e atendera os moradores da Vila Hayden e de outros bairros, quando vinham buscar  ajuda na aflição de uma dor de ouvido, de uma gripe insistente, uma inflamação de garganta? Ainda quis perseverar, mas o rapaz já se ocupava de um freguês. Os jovens eram assim mesmo, sem tempo para escutar.

    (Continua...)

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h50
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    (continuação do post acima)

    Pelo deleite do ócio, por conta de uma ousadia - parte 5

         As ruas também já não possuíam o aconchego da vizinhança, pensou, seguindo em frente, para um instante depois se surpreender com uma moça de olhos fortes, que caminhava no sentido inverso, mirando-o com firmeza e comentando para a companheira, sem se importar se ele podia ouvir: “Que homem bonito! Imagine quando era novo”. Lisonjeado e encabulado pela atitude que antigamente seria considerada atrevida, por pouco não agradeceu a desconhecida. Havia tempos ninguém o chamava de homem. Perdera a referência de quando passou a ser tratado por idoso, senhor, velho e simplesmente ’vô . Agora, por conta da ousadia daquela jovem, voltava a adquirir o vigor e a dignidade viril. Ainda era um homem. A tarde ganhava mais viço, embora estivesse caindo.

         Quando dobrou a esquina de sua rua, nem se incomodou, como era seu costume, com o avanço voraz dos prédios sobre os espaços das casas. A disposição deixava-o mais complacente. E  mais sensível também. A ponto de se extasiar perante a cena extemporânea: um vendedor de milho verde apertava com insistência e ritmo a buzina de seu triciclo, fazendo descer crianças de tudo quanto era andar dos edifícios próximos, como numa convocação. Salvatori Tardelli então sorriu pleno: “Como nos tempos das casas!”

         A tarde se retirava. O aroma das espigas cozidas afagava-lhe as narinas e a boca se enchia de água. E mais crianças chegavam, rodeando o vendedor. Entre elas, um dos netos. O menorzinho. “Como nos tempos das casas!”, repetiu satisfeito. Quando passou pelo porteiro, cumprimentou-o efusivo, com o sorriso aguçado. Agora,  já era noite. E Salvatori Tardelli, um menino.

     

                               

                               * (Escrevi este conto em 1997 e publiquei no jornal A Tribuna, de Santos/SP, no dia  27 julho de 1997)                          

                                ** (Aproveite e leia também o conto Bala Perdida, ganhador do XIX Prêmio Jornalístico de Anistia e Direitos Humanos Vladimir Herzog, categoria Literatura, organizado pela OAB/SP e Sindicato dos Jornalistas. Clique à esquerda no link Meu Conto Bala Perdida, em Outros Links).         

     

                                Lídia Maria de Melo (limarmello@bol.com.br)

     

     

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h49
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                                  MOSAICO

                                      

    Nunca fez um carinho

    com meu nome

    como prometeu.

    Nem fomos juntos à universidade.

    Aquela música da propaganda

    o rádio tocou três vezes.

    O ônibus sacudia

    e eu pensava

    no teu jeito de dizer “comigo”

    como se o “co” tivesse dois “os”

      

    Às vezes fico calada

    e um instante me faz

    lembrar tanta coisa...

      

    Quase deixei os poemas de tua vizinha

    irem ao chão.

    Me pareceu ter sentido teu abraço

    na plataforma da rodoviária

    e o velho cochicho no ouvido:

    _ Saudade d’ocê!

     

     Há sempre espaços

    entre os trilhos do trem:

    é para os corpos poderem crescer.

     

     (Lídia Maria de Melo - 1984) - limarmello@bol.com.br



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h30
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    Navios do Silvares

    http://silvares.fotoblog.uol.com.br

    Classificação:

    No fotoblog do jornalista Silvares você encontra fotos e cartões-postais antigos e raros de navios. E também fica conhecendo um pouco da história e dos destinos das embarcações. Vale a visita. Um excelente trabalho do Silvares.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h19
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    Ana Maria Machado

    http://www.anamariamachado.com.br

    Classificação:

    Site da escritora Ana Maria Machado, que tem a habilidade ímpar de tecer palavras e encantar tanto crianças quanto adultos.

    Quando passou a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, enviei-lhe uma mensagem que está em seu site: "Só por Bisa Bia Bisa Bel, você já merecia ter o nome imortalizado na Literatura Brasileira."

    ''Bisa Bia Bisa Bel'' é uma obra-prima que deve ser lida por pessoas de qualquer idade.

    Só para adultos, recomendo: ''A audácia dessa mulher´´, outra preciosidade!



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 05h03
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    Site sobre lúpus eritematoso

    http://www.lupusonline.com.br

    Classificação:

    Site que orienta sobre lúpus eritematoso sistêmico, doença autoimune tratada pela reumatologia. Além de artigos de médicos e pesquisadores, há um fórum para portadores.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h57
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    2 de fevereiro de 1990. O baterista Pedro Gil, filho do cantor e compositor Gilberto Gil, morre aos 19 anos. No enterro, Gil faz uma declaração poética e emocionada sobre Pedro, que me levou a escrever, com trechos de algumas de suas canções, o seguinte texto, que publiquei no jornal A Tribuna (de Santos), no dia 6 de fevereiro de 1990:

     

    Gil, simplesmente metáfora

     

    Por isso é que Gil é artista.

    O filho _ ''rebento raro como flora na pedra'' _ volta ao pó, seguindo o destino próprio dos vivos. Em nossa cabeça, martelam os versos de sua Lunik-9: ''que cérebro eletrônico nenhum/ me dá socorro/ em meu  caminho/inevitável para a morte´´. 

    Gil, passos lentos, voz tranqüila, dribla a dor e faz um gol na  dificuldade humana de lidar com o fim: ''Nos interstícios da tristeza, vem um sentimento de paz por  essa pessoa que passou breve, mas intensa e magnificamente, pela vida. Este foi Pedro e será sempre Pedro''.

    Gil é místico. ''Minha aura clara/ só quem é clarividente pode ver''.

    Tem fé. ''Que a fé não costuma falhar''.

    Transcende, ''pela lente do amor''.

    Para quem não consegue alcançar o abstrato de seu temperamento, no instante da separação, ele mesmo se justifica em Esotérico: '' Se eu sou algo incompreensível/ meu Deus é mais''.

    Gil encarna a própria filosofia: ''Não desespere/ quando a vida fere, fere/ nenhum mágico interferirá./ Se a vida fere,/ como a sensação do brilho,/ de repente, a gente brilhará´´.

    Breve, deverá sublimar, com leveza, em canto, ''a imensidão do som desse momento''. ''Rebento''. ''Ao poeta, cabe fazer/com que na lata venha caber/ o incabível''.

    A nós, cabe sintonizar ''a mente do poeta'', que flui ''simplesmente metáfora(s)''.

     

    Lídia Maria de Melo



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h15
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    Navio-Prisão Raul Soares

     

       Esta é a capa do meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, que escrevi em 1985 e publiquei em 1995, pela então editora Pioneira (hoje Thomson Pioneira) e Editora da Uniceb (hoje Unisanta). 

    Nesse livro, relato a experiência de minha família com a ditadura militar, após a prisão de meu pai, Iradil Santos Mello, no navio Raul Soares, que serviu de presídio político no Porto de Santos, de abril a outubro de 1964. Nessa época, eu tinha 6 anos de idade e estive no navio, com minha mãe e minhas irmãs (uma de 8 anos e a outra, de poucos meses de vida), para visitar meu pai. A visita ocorreu em um salão, cheio de mesas compridas e muitos policiais armados com metralhadoras.

     

     

     



    Categoria: Ditadura militar
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h43
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    Perfil 

    Jornalista, escritora e professora universitária. 

    É licenciada em Letras e bacharel em Comunicação Social (Jornalismo). Mestre em Ciências da Comunicação, pela Universidade de São Paulo (USP), com a dissertação Neologismos em Pauta _ Os Jornais como Disseminadores e Criadores de Novas Palavras.

    Autora do livro-reportagem Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós. da biografia Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa, do conto Como um Poeta publicado na antologia Contos - Unicamp Ano 40 (Editora da Unicamp) e do poema Ação das Palavras, publicado na antologia Elas Escrevem (2010). Ganhadora do XIX Prêmio Jornalístico de Anistia e Direitos Humanos Vladimir Herzog, na categoria Literatura, com o conto Bala Perdida, em 1997. Em 1978, venceu o Concurso de Contos e Poesia Ruy Ribeiro Couto, nas duas categorias. Foi professora concursada Rede Estadual de Ensino de São Paulo de 1976 a 1994 e em 2000.

    E-mail: limarmello@bol.com.br


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.

     



    Categoria: Quem é Lídia Maria de Melo
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h40
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    Roteiro

    Aparta do porto um navio.

    Apita na vaga da noite

    um telegrama pra Lua.

     ............................................

    Publiquei este poema pela primeira vez no

    Caderno de Turismo do jornal A Tribuna,

    de Santos, SP/Brasil, em 1991.

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h34
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    Tudo na vida exige paixão.

    Esta frase é do escritor argentino Ernesto Sábato.



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h24
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