Serra Gaúcha - Canela

(Foto feita por Lídia Maria de Melo)
Uma das primeiras residências de Canela, município
situado na Serra Gaúcha (Rio Grande do Sul),
o Castelinho fica a 5 Km do Centro, a caminho do
Parque do Caracol, onde está a cascata de
131 metros em queda livre.
A casa foi construída entre 1913 e 1915 pela família
Franzen, que utilizou madeira de pinheiro brasileiro
(araucária), mas não usou pregos, só encaixes
e parafusos. No Século XIX, o Parque do Caracol era
habitado por índios caingangues.
Categoria: Meus poemas, contos e fotos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 15h55
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Sentimentos antagônicos
O Blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br) republicou
no sábado o meu artigo ''Coral de Bem-te-vis'',
postado logo abaixo. Fiquei feliz. 
Ontem, a notícia de que Israel bombardeou a cidade de
Qana, no Líbano, matando 54 pessoas (sendo 37 crianças),
me revoltou. 
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h28
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Coral de bem-te-vis (1ª parte)
Será que posso falar de flores, ou melhor, de pássaros, sem
constrangimentos?
Há tempos, a população paulista anda amedrontada por causa
dos ataques da facção criminosa que domina presídios,
comanda um exército fora das grades, metralha fóruns,
delegacias, mata juízes, policiais, agentes penitenciários,
incendeia ônibus...
Quando começam as ações, parece que estamos em guerra.
No Oriente Médio, o povo não tem dúvida de que vive sob
fogo cruzado. De longe, assistimos às cenas estarrecidos e
compadecidos do sofrimento de nossos tantos vizinhos
de origem libanesa.
Apesar dessa imensa sensação de insegurança
(embora o poder constituído garanta que tudo está sob
controle), acho que tenho direito de falar de... pássaros.
Senão, parece que não consegui sair da Redação do jornal.
Antigamente (ê palavrinha que deixa a gente mais velha
do que é), havia bandos de andorinhas surfando no ar.
Nas cores azul-marinho e branco, pareciam umas tesourinhas
voando. Por causa delas, tornou-se célebre o ditado:
‘‘Uma andorinha só não faz verão’’.
Ele é que deve ter inspirado João de Barro e Lamartine Babo
a compor uma marchinha de Carnaval com esse refrão, na
década de 30, muito antes de minha mãe nascer.
Na contramão do provérbio, Haroldo Lobo e Milton de
Oliveira foram responsáveis por outro sucesso:
‘‘Mulher casada que anda sozinha/ é andorinha, é andorinha’’.
Depois, elas sumiram e tornaram-se raras. Defendo a tese de
que foram espantadas pelos onipresentes pardais, que
inspiraram Rita Lee nos anos 80 a cantar em Baila Comigo:
‘‘Tão banal assim como pardal/meio de contrabando´´.
Nas cores cinza e chocolate, os pardais povoavam nossos
quintais, nossos pátios, rodeavam nossas brincadeiras de roda,
de passa-anel, de pular corda, viva o bando ou passa-três,
amarelinha, bambolê, corre-cotia...
Nesse tempo, quem ouvisse um bem-te-vi ganhava o dia.
Quem conseguisse avistá-lo então...
Minha mãe contava histórias sobre o motivo de o bem-te-vi
ter essa denominação.
Dele, eu só conhecia o som. E achava o máximo uma ave, que
não era papagaio, mas um passarinho, falar.
(continua abaixo)
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h08
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Coral de bem-te-vis (2ª parte)
(continuação) 
A primeira vez que consegui ver um bem-te-vi foi em Parati,
em 1989. Fiquei admirada com o tamanho dele e com a cor.
Passeava por um gramado próximo à igreja principal.
Era grande e amarelo. Não imaginava que tivesse aquela aparência.
Depois, houve uma invasão deles no espaço urbano.
Foi fácil perceber. Primeiro, porque os pardais foram embora,
expulsos por eles. Depois, devido ao barulho que fazem.
Só perdem o páreo para as cigarras.
Ontem, quando fui dormir, começava a amanhecer.
Sou geneticamente notívaga. Só a noite me dá a possibilidade de
ouvir o silêncio e de escrever em paz, sem interferências.
Mas o clarear do dia despertou os bem-te-vis.
E com eles... uma cantoria sem fim. Mas não era um simples
canto. Era um coral acompanhado de orquestra, regida por
um maestro.
Um primeiro cantava linearmente, sem sobressaltos de tons:
_ Bem-te-vi!
O segundo respondia no mesmo timbre e na exata freqüência:
_ Bem-te-vi!
Um terceiro fazia a marcação aguda, crescente e prolongada
da primeira sílaba, seguida de uma pausa: _ Beeemmm...
E depois, complementava num compasso mais curto: _ te-vi!
Dois outros, ao mesmo tempo, finalizavam a sinfonia, repetindo
seu nome sem a primeira sílaba: _ te-vi! te-vi! te-vi!
Por fim, todos cantavam juntos, cada qual seguindo a sua pauta,
para começar tudo de novo e repetir a partitura por inúmeras
e inúmeras vezes.
Tive que me esforçar para pegar no sono.
O ninho deles fica em frente ao meu edifício, no arvoredo que
rodeia os prédios do SUS e do INSS.
Nunca ouvi coisa igual!
A harmonia e a precisão do coral de nosso ‘‘Central Park’’
são de dar inveja ao maestro John Neschling.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h07
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Trilhos de bondes na orla da praia de Santos em 1945

Postal do acervo do colecionador Laire José Giraud,
que é autor dos livros ''Memória da Hotelaria Santista'',
em parceria com Viviane Pereira e Helena Maria Gomes,
''Transatlânticos em Santos - 1901 /2001'',
''Photografias & Fotografias do Porto de Santos'',
junto com José Carlos Rossini, Nelson Antônio Carrera
e Jaime Mesquita Caldas, e ''Santos - Cidade Marítima''.
Texto aspeado abaixo também é de Laire, um
apaixonado por imagens antigas e pela preservação
da memória da região.
''Muitos viram, outros não, os trilhos dos bondes que
acompanhavam a orla da praia. Era um tempo que
as avenidas da praia tinham mão dupla para autos e
a via expressa do bonde como a que vemos no
cartão-postal de 1945.
O local é do Boqueirão em direção ao Canal 3.
Olhem lá no fundo, o edifício onde hoje está o
Chopp Santista, que é o mais antigo prédio de
apartamentos de Santos (Canal 3, com Vicente
de Carvalho)´´.
Laire José Giraud
Despachante Aduaneiro
TRITON Serv. Aduan. SC Ltda
e-mail: lairegiraud@uol.com.br
Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h58
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DEPOIS
Poema do poeta gaúcho Mário Quintana,
publicado 25/6/1978, no Folhetim, p. 2,
então suplemento do jornal Folha de S. Paulo
Só porque vai deixando tudo para depois é que Deus é eterno e o mundo imperfeito. A carta que foi interrompida o poema que ficou inconcluso a palavra que apenas sorriste e não disseste... é a vida! Ah, se o mundo fosse perfeito a gente morria de tédio como numa utopia unicamente povoada de estátuas gregas _ antes estas nossas entidades equestres porque sempre se fica pensando nalguma coisa melhor. Se o céu que me prometiam as minhas velhas tias paroquianas fosse aquele mesmo _ um domingo eterno _ antes o inferno, antes o inferno! A verdade é que não quero sossego também na outra vida. Mas eu estava falando era nesta: desconfio que estou fazendo um poema em espiral! O melhor é ir pingando logo aqui estes três pontinhos... estes três pontinhos... O resto é um eterno depois.
--------------------------------------------------
P.S.:Leia abaixo:''Lídia'', de Ricardo Reis (heterônimo
de Fernando Pessoa);''Ensinamento'', de Adélia Prado;
''Uma dica'' (minha) e ''Tomateiro no Terraço'' (meu).
Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h27
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Lídia
(Poema de Ricardo Reis, heterônimo do
poeta português Fernando Pessoa)
Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros
Onde que quer que estejamos.
Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros
Onde quer que moremos,
Tudo é alheio
Nem fala língua nossa.
Façamos de nós mesmos o retiro
Onde esconder-nos, tímidos do insulto
Do tumulto do mundo.
Que quer o amor mais que não ser dos outros?
Como um segredo dito nos mistérios,
Seja sacro por nosso.
(Lídia era a musa inspiradora de Ricardo Reis.
Leia outros poemas do autor no Jornal da Poesia,
no site http://www.revista.agulha.nom.br/reis.html )
Buscar na Web "Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa"
............................................................................
P.S.: Leia abaixo: ''Ensinamento'', de Adélia Prado;
''Uma dica'' (minha) e ''Tomateiro no Terraço'' (meu).
Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h56
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ENSINAMENTO
(Adélia Prado)
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo: "Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo
[com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
....................................................................
P.S: Leia abaixo: ''Uma dica'' (minha) e
''Tomateiro no Terraço'' (meu).
Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h51
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Dica
Na categoria Meus Poemas e Contos (ao lado),
clique em Ver arquivos anteriores, no final da
página, para ler produções publicadas em outros meses.
.......................................................................
P.S.: Leia abaixo: meu artigo ''Tomateiro no terraço''
Categoria: Meus poemas, contos e fotos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h45
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Tomateiro no terraço
Minha mãe plantou sementes de
pimentão vermelho em uma floreira no terraço do
apartamento. Nasceram dois tomateiros e um
minguado pé de pimentão.
Ela ficou surpresa, mas orgulhosa de seu feito.
Os tomateiros cresceram tanto que se debruçaram
por cima de um viçoso ficus, plantado no
vaso ao lado.
Quando regamos a terra, mesmo antes de surgirem
as flores amarelas e uma porção de tomates verdes,
que depois ficam vermelhinhos, recende um cheirinho
delicioso. É aroma de tomate. Dá até para sentir
saudades do tempo em que morávamos em casa
na infância e tínhamos quintal, muita terra e um
coqueiro, um pé de erva-cidreira, um chapéu-de-sol,
canteiros de couves de folhas enormes...
Os tomatinhos vermelhos pendurados naquele
tomateiro nascido em situação adversa têm outras
companhias no terraço do apartamento. Além das
plantas ornamentais, como o ficus, os antúrios e
uma azaléia, estão lá imponentes um pé de cidreira
e uma laranjeira, que não dá laranja, mas tem espinhos.
Minha mãe já planeja plantar cebolinhas e coentro.
Sou mais uns pés de alface e erva-doce.
Agora é que os beija-flores não vão sair de nosso terraço!
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h00
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Decisão da Fifa

Prevaleceu a coerência.
A Fifa acabou punindo tanto Zidane quanto Materazzi,
por causa daquele triste episódio do último jogo da
Copa do Mundo de Futebol na Alemanha. Como já
defendi em meu artigo Agressão Verbal no Futebol,
publicado mais abaixo e republicado no Blog do Noblat
e no jornal A Tribuna, se a Fifa fosse coerente teria
que punir também o zagueiro italiano, cujo
comportamento fugiu do que é considerado normal
dentro de campo.
Agora, podem dizer o que quiserem, até que mulher
não entende de futebol!
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h46
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O belo conto de Tchekhov

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ln000244.pdf
http://paginas.terra.com.br/arte/ecandido/mestre71.htm
http://www.lumiarte.com/luardeoutono/contosrussos/angustia-tchekhov.html
Os três links acima dão acesso a um dos mais belos contos
do escritor russo Anton Pavlovitch Tchekhov.
No primeiro, a versão é em inglês e tem como título ''Misery''.
No segundo, a tradução deTatiana Belinky, intitulada
''Angústia'', é em português, com uma única ressalva:
o personagem Iona Potapov é apresentado como
Iona Ptápov.
No terceiro link, está a tradução de Boris Schnaiderman,
que emprega o nome Potapov, como no texto em inglês.
Essa versão é a minha preferida.
''Angústia'' é uma pérola da literatura russa, cultivada
no século XIX, mas com uma atualidade que não tem
tamanho. É a história da solidão da alma humana,
que vem se perpetuando a cada dia. Por isso,
essa obra eternizou-se.
Quantas vezes não nos sentimos como Iona Potapov,
que não tem com quem compartilhar sua dor?
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h51
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Violência urbana 
Durante 21 anos, o Brasil viveu refém da ditadura e
quem tinha informações sobre o que se passava sentia
muito medo.
Em minha casa, essa situação foi muito concreta, por
meu pai ter sido preso político já a partir das primeiras
horas do golpe militar, em março de 1964, e por ter
sofrido perseguição, sob todos os aspectos, durante
anos e anos a fio. Ele morreu em dezembro de 1999
ainda lutando contra as conseqüências daquele período.
O golpe de estado se instalou para sempre
nas nossas vidas.
Hoje, continuamos sentindo medo. Ainda somos reféns.
Reféns da violência urbana, nascida e criada embaixo de
tantas causas!
A impressão é de que não terá mais jeito.
Para não perder a esperança, acho que será preciso
lembrar daqueles outros tempos e buscar soluções.
Senão, estaremos perdidos.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 00h57
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Revolução Francesa
Em 14 de Julho de 1789, se deu a Queda da Bastilha, na França,
iniciando assim a Revolução Francesa, que teve como ideal
o lema Liberté, Egalité, Fraternité.
Há 217 anos.
Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h35
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Comentários ao artigo Agressão Verbal no Futebol
Chegaram alguns comentários ao meu artigo Agressão
no Futebol, publicado mais abaixo e republicado no
Blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br).
Para ler, é só rolar a barra ao lado (passando
por dois itens abaixo) e ler no final do artigo,
que tem no alto duas fotos do Zidane.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h24
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Meu artigo ''Agressão Verbal no Futebol''
está no Blog do Noblat
http://noblat1.estadao.com.br/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirArtigo&codigoPublicacao=23223
Classificação: 
Meu artigo intitulado ''Agressão verbal no futebol'' está publicado
no blog do jornalista Ricardo Noblat, o Blog do Noblat
(que é vinculado ao jornal Estado de S. Paulo). Para ler, é só clicar no
link acima ou digitar http://www.blogdonoblat.com.br
e depois clicar à esquerda em Artigos.
O texto está também neste meu blog, no link Artigos
Categoria: Link
Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h44
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Livros on-line
http://www.dominiopublico.gov.br
Classificação: 
Nesse site é possível ler gratuitamente, por exemplo,
todas as obras de Machado de Assis ou a "A Divina Comédia",
ou ter acesso a histórias infantis. Dá ainda para apreciar as
grandes pinturas de Leonardo da Vinci, ou ouvir uma música
em MP3 de alta qualidade. Tudo organizado pelo Ministério
da Educação. Apenas de Literatura em língua portuguesa
são 732 obras. Vamos acessar, para que o serviço não
seja encerrado por desuso.
Categoria: Link
Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h26
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Agressão verbal no futebol
Zinedine Zidane foi eleito o melhor jogador
da Copa do Mundo. Fez-se justiça.
O francês de Marselha parece ter mãos nos pés,
tamanha é a facilidade com que tira a bola dos
adversários, sem precisar cometer falta.
Esguio, leve, desenvolto, preciso,
Zidane se assemelha a um tuiuiú, a nossa ave
pantaneira.
Por que será então que o melhor
jogador da Seleção Francesa deu aquela
cabeçada no zagueiro italiano Materazzi, provocando
sua própria expulsão de campo, quando faltavam
poucos minutos para sua despedida magistral?
Essa é a grande interrogação, porque, ganhasse a
França ou perdesse, Zidane seria
sem dúvidas ovacionado ao final do jogo.
Mas Zidane se despediu do futebol com um cartão
vermelho, por causa da cabeçada no peito do italiano.
Agora é o momento da segunda questão: por que
Materazzi também não foi advertido ou punido?
As câmeras mostraram: ele começou a provocar
fisicamente Zidane, sem que os dois estivessem
disputando um lance com bola. Depois, não-satisfeito,
perseguiu o francês, agredindo-o verbalmente.
Não que se deva aceitar a agressão física em campo.
Zidane perdeu a cabeça, mereceu ser punido.
Mas a maioria dos que acompanham futebol parece aceitar
que as ofensas verbais façam parte do jogo.
Se fazem, qual é o sentido de se ter condenado o racismo
durante todos os jogos desta Copa do Mundo?
Os impropérios ditos por Materazzi podem não
ter tido relação com discriminação racial, mas
as atitudes racistas em campo vêm sendo verificadas
por manifestações verbais. E isso não tem a aprovação
da Fifa.
Então, se as manifestações verbais de racismo devem ser
repudiadas, por que não punir também outras agressões
verbais? O que se espera da Fifa é, no mínimo, coerência:
punição também para o jogador Materazzi, que provocou
a cena mais lamentável e triste da Copa.
Se assim não for, todas as mensagens contra o racismo
que os capitães leram antes do início dos jogos terão sido
em vão.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h15
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Dante de Oliveira, o pai das diretas já
Dante de Oliveira morreu, prematuramente, aos 54 anos, na noite
do último dia 6. Aos 32 anos, eleito deputado federal pelo PMDB
de Mato Grosso, realizou um feito que mobilizou toda a nação
brasileira, com exceção dos que apoiavam a ditadura militar vigente
no País desde março de 1964.
Em 1983, apresentou no Congresso a Proposta de Emenda
Constitucional n° 5, a chamada Emenda Dante de Oliveira, que
restabelecia as eleições diretas para presidente da República e levou
milhões de pessoas às ruas e praças do País.
Em Santos, participei, junto com minha irmã e milhares de pessoas,
de um comício na Praia do Gonzaga, em janeiro de 1984.
Em Ouro Preto, em 22 de abril também de 1984, estávamos na
Praça Tiradentes pedindo as diretas. No dia anterior, 21 de abril,
a praça virou palco da cerimônia de entrega da Medalha da
Inconfidência. O Comitê das Diretas queria realizar seu comício
naquela data, mas foi impedido. Em conseqüência, enquanto os
homenageados ilustrespisavam o tapete vermelho, a multidão
gritava ao redor do cordão de isolamento: Diretas Já!
Em frente ao Museu da Inconfidência, no dia seguinte, se via
uma faixa com os dizeres:
'Tiradentes diria: Diretas Já! Silvério dos Reis diria: Indiretas Só!''

Em Santos, o dia da votação da emenda, 25 de abril de 1984,
foi de vigília na Praça Independência, no bairro do Gonzaga,
ao redor do Monumento aos Irmãos Andradas.
Em Brasília, a Câmara dos Deputados invadiu a madrugada do
dia 26, mas rejeitou a emenda por 298 a 65 votos. Faltaram 22.
A Emenda Dante de Oliveira não passou, mas seu ideal ajudou
na retomada da democracia no País. A eleição em janeiro de
1985 ainda foi feita por um colégio eleitoral, mas o poder já não
estava mais nas mãos dos militares.
(Lídia Maria de Melo)
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h11
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Dê uma olhada nos links à esquerda do blog.

No endereço abaixo, é possível acessar meu Currículo Lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4129260T4&dataRevisao=null
Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h35
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Copa do Mundo
Deu França!
Allons, enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivé!!!
Vai ficar tudo azul no domingo: Squadra Azurra contra Les Blues.
Vamos ver no que dá. Torço pelo Zidane.
Escrito por Lídia Maria de Melo às 00h59
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A Alemanha mostrou como é que se perde um jogo,
que mexe com o coração de toda a população de um país.
É lutando, é competindo. É jogando com a alma.
Tomara que os jogadores brasileiros aprendam. É claro
que alguns da Seleção Brasileira já sabem, mas são
exceções.
Não foi à toa que os torcedores aplaudiram a Seleção
Alemã. Ela mereceu o carinho da torcida.
A Itália também, é óbvio!!
Vamos ver o que dá hoje: França, do capitão Zidane,
ou Portugal, do técnico Felipão.
Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h29
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Copa do Mundo
 Seleção Brasileira de Futebol perdeu.
Faltou garra, empenho, coração, competência.
Nem deu para ficar triste. Eles não mereciam ganhar,
porque não correram atrás, literalmente!
Os únicos que se empenharam foram: Dida, Lúcio, Juan e José Roberto.
Os reservas (Robinho, Cicinho, Gilberto Silva) não podem ser responsabilizados, porque
jogaram muito pouco tempo e quando já nem era possível fazer nada, já que o time
não estava em campo.
 Seleção Francesa de Futebol ganhou.
Os Bleus se superaram. Zinedine Zidane foi o verdadeiro Fenômeno.
Aquele chapéu no Ronaldo simbolizou tudo! Lembrei de Pelé, que dava chapéu
e recuperava a bola, sem deixá-la cair no chão .
1º de julho de 2006.
Valeu mais a pena assistir ao jogo de Alemanha e Argentina, ontem (30/6/06).
Os argentinos ganhavam e a Alemanha foi para cima. Venceu nos pênaltis.
Mas os argentinos lutaram. O Brasil não entrou em campo, ou melhor, entrou com o
desânimo do técnico Parreira . 
Mereceu a vitória da França e a volta, correndo, para casa. 
Escrito por Lídia Maria de Melo às 00h47
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