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BRASIL, Mulher, Música, Livros, Filmes, Jornalista, Professora, Escritora. E-mail: limarmello@bol.com.br



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     Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, reportagem sobre meu livro (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: Thomas Maack, médico e preso do Raul Soares (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós faz parte do acervo da Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte-Americano)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio tatuado em Nós (registro na Biblioteca Nacional)
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     Reportagem de Laire J Giraud que menciona meu nome e de meu pai
     Artigo sobre o golpe de 1964 (Laire José Giraud)
     Minha reportagem: Zuleika Alambert, a primeira deputada santista (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (site da Associação dos Magistrados Brasileiros, reprodução de A Tribuna)
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    Blog da Lídia Maria de Melo
     


                           Lúpus              

                                                           

      

    Existem coisas na vida que são muito íntimas. Essas não se deve revelar nem mesmo à própria sombra. Mas há outras que temos a obrigação de compartilhar, mesmo que não sejam tão agradáveis. É o caso de quando se convive com uma doença e se descobre que é possível vencê-la, apesar de ela não ser considerada curável. O ato de compartilhar pode trazer benefícios como os produzidos pelo trabalho voluntário.

     

    Em 24 de dezembro de 2000, deixei um depoimento no site Lúpus Brasil, desativado logo em seguida. Essa mensagem me rende contatos até hoje. São pessoas que têm necessidade de saber como consegui domar o lúpus eritematoso sistêmico (LES), doença reumática e autoimune que me foi diagnosticada na adolescência. Hoje, me lembrei dessa mensagem de seis anos atrás e de outro site que eu costumava freqüentar, o Lupus On Line. Tomei a decisão de transcrevê-la abaixo. Talvez sirva a outras pessoas.

     

    Em tempo: por dois anos, colhi depoimentos, via e-mail, para posteriormente elaborar um livro sobre a doença. A correria do dia-a-dia ainda não permitiu que eu concluísse esse trabalho. Mas garanto a mim mesma que ele vai sair.

     

    Vamos ao texto (não se esqueçam de somar mais seis anos a cada citação de idade e tempo transcorrido):

     

    ''24/12/00  _ 02h08min58

      

    Olá. Sou Lídia, estou com 43 anos e tenho lúpus há 26, ou seja, desde os 17 anos. Quase morri com a doença, mas há 7 anos ela está controlada. Não tomo mais cortisona nem qualquer outro remédio. Faço periodicamente os exames laboratoriais e clínicos de controle e me informo sobre tudo o que posso. Levo uma vida até bastante agitada. Sou jornalista e professora universitária. Estou inclusive escrevendo um livro sobre essa doença, para tentar ajudar as pessoas que ainda estão começando a conhecê-la. Fico triste ao saber que pessoas ainda morrem por falta de informação. Tive muita sorte de ter sempre tido bons médicos e uma mãe que correu atrás de tratamento para mim, quando essa doença ainda era muito mais desconhecida do que hoje. Na época, tive artrite, inchaço, derrame pleural e no pericárdio, taquicardia, queda de cabelo, febre, diplopia, vômitos, perda de peso, problemas na articulação da boca, nas gengivas, ginecológico, de pele, garganta... Só não tive asa de borboleta, nem problema renal, graças a Deus. Mas sempre precisei de um batalhão de médicos, porque a cortisona destruía minha imunidade, além de me deixar com o rosto imenso (cara de lua). Hoje, só não digo que estou curada, porque a medicina não permite. Mas estou ótima, com o rosto, cabelo e a imunidade normais. Comparando a tudo o que tive, nem parece que sou a mesma pessoa. Por isso deixo esta mensagem de otimismo. É possível reverter essa doença, como se ela nunca tivesse existido. Sou uma prova viva disso. Quem tiver interesse em colaborar com informações para uma reportagem sobre o tema, pode me escrever. Um abraço, Feliz Natal e Ótimo Ano-Novo. Lídia Maria de Melo (Santos/24/12/2000)''.

     

    E-mail: limarmello@bol.com.br


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h06
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                                 Anistia                           

    Hoje, faz 27 anos que a Lei da Anistia (n° 6.683) foi assinada pelo então presidente da República general João Batista de Oliveira Figueiredo. O Brasil ainda vivia sob uma ditadura militar e só seis anos depois é que o governo voltaria às mãos de um civil. Mas, graças a essa legislação, muitos exilados puderam retornar ao País e recuperar seus direitos políticos. Meu pai foi um dos beneficiados. Conseguiu ser anistiado em janeiro de 1980. Em agosto de 1999, quando se comemorou os 20 anos de vigência da lei, escrevi o artigo abaixo, que foi publicado na Revista Ceciliana, da Universidade Santa Cecília, e no jornal A Tribuna.

                       ''Vinte anos da Anistia''  

                                          Lídia Maria de Melo           

    A Lei da Anistia, sancionada em 28 de agosto de 1979, pelo então presidente da República, o general João Batista de Oliveira Figueiredo, foi um alívio não apenas para quem era despatriado em algum outro país do planeta. Foi importante para quem vivia aqui e sofria perseguições, por um dia ter sido considerado subversivo pelo sistema que mantinha os governos militares. Eram os brasileiros sem pátria dentro do próprio país, impedidos de conseguir emprego e de manter a dignidade e o sustento da família.

    A anistia foi a reconquista do direito de andar de cabeça erguida e poder provar que nada devia a ninguém. Principalmente para aqueles que nem a Justiça conseguiu apontar alguma pecha que lhes manchasse a honra.

    A lei assinada naquele Ano Internacional da Criança foi uma conquista não só para quem se envolveu em algum movimento, os militantes. Anistiadas foram também as famílias que sofriam dentro de casa, sem que essa dor fosse registrada em atas de assembléias, em estatísticas dos órgãos de pesquisa, em páginas de jornais.

    Ex-diretor do então Sindicato dos Operários Portuários, meu pai, Iradil Santos Mello, foi preso duas vezes em 1964, acusado de subversão e ligação com atividades mantidas pelo Partido Comunista. Uma das prisões ocorreu no navio Raul Soares, que serviu de presídio político em Santos, de abril a outubro de 1964.

    Submetido a processos e julgamentos por anos, acabou absolvido, porque contra ele nada foi provado. Mesmo assim, perdeu o emprego na então Companhia Docas de Santos e teve os direitos políticos e de cidadão cassados por dez anos.

    Além de meu pai, eu, com 6 anos em 1964, minhas irmãs Laura, com 8, e Lúcia, que era um bebê de alguns meses de vida, e minha mãe, Mercedes Gomes de Sá, tivemos que aprender a conviver com o medo, a expectativa e os sobressaltos. O cuidado com o que dizer, principalmente na escola, passou a integrar o nosso dia-a-dia. Nos momentos mais perigosos, um casal amigo nos escondeu na casa deles, com receio de que alguma coisa ruim pudesse nos acontecer. Por anos que pareciam intermináveis, à minha mãe coube a árdua missão de não deixar a família passar privações.

    Em 1979, meu pai foi anistiado, depois de também integrar o Comitê Brasileiro de Anistia. Teoricamente, poderia voltar a trabalhar nas Docas. Mas a empresa não o aceitou. Foi então aposentado compulsoriamente, como determinava a lei. Ele, porém, recorreu à Justiça, para garantir o direito de voltar a exercer o trabalho que lhe foi tomado. Conseguiu retornar em 1987 à já Codesp e só saiu da empresa por vontade própria cinco anos depois.

    Toda a história não cabe aqui neste pequeno espaço. Está relatada no livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, que publiquei em 1995, dois anos antes de receber o Prêmio Jornalístico de Anistia e Direitos Humanos Vladimir Herzog.                           

    Hoje, é preciso lembrar desses tempos, não como a narrativa de um enredo de mocinhos e bandidos, embora a anistia não tenha sido ampla, geral e irrestrita, como se desejava. É necessário rememorar para ter consciência de que queremos continuar vivendo em um país onde pensar e se expressar não sejam um crime. Para que não percamos de vista o pensamento do escritor argentino Ernesto Sábato: "Não há ditaduras más e outras benéficas, todas são igualmente abomináveis".

    Esse é o legado que podemos deixar para a geração que será adulta daqui a mais 20 anos. Será a geração de meu sobrinho Rodan, um bebê que agora está com 10 meses, um a mais do que tinha a mãe dele (minha irmã Lúcia), quando foi levada para uma visita a nosso pai, no navio-presídio Raul Soares.

    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo.  Lei 9.610.



    Categoria: Ditadura militar
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h34
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    As crônicas de Rubem Braga

    (Foto copiada do blog Inconfidência Mineira)

    Inaugurei este blog em abril e, por incrível que pareça, ainda não escrevi sobre o cronista que mais adoro ler. Não sei como pude ficar tanto tempo sem comentar a respeito da obra dele. Como a madrugada vai alta e uma dor na coluna me incomoda sobremaneira, não vou me estender. Mas faço questão de frisar: quem nunca leu Rubem Braga não pode deixar para depois.

    Meus primeiros contatos com sua obra ocorreram quando eu era criança, lá pelos 7 anos de idade. No meu livro de 2ª série do antigo curso primário (hoje, ensino fundamental), havia a crônica ''Duas meninas e o mar''. Releio-a de vez em quando no livro ''200 Crônicas Escolhidas'', lançado pela Editora Record em 1978. Foram textos selecionados, pelo próprio Rubem com a ajuda de Fernando Sabino, de seus oito primeiros livros. 

    Outra de que sempre me lembro é ''O afogado'', que conta a história de um homem que quase morre em uma movimentada praia do Rio. Depois de toda a angústia de lutar contra as ondas, ele consegue chegar a uma pedra. Ninguém na areia havia percebido seu desespero, por isso, quando alguém grita para que ele saia daquele lugar, porque é perigoso, ele apenas sorri, como se dissesse que, depois do que havia enfrentado, aquele local era um paraíso. A pessoa era bem-intencionada, mas não sabia de nada!

    Uma outra é a que fala dos passarinhos que ele deu. Sentia falta deles, mas também estava aliviado por não ter mais responsabilidade com horários de alimentação, cuidados especiais e outras atenções que um bicho de estimação exige. Então, ele conclui mais ou menos assim: ''Estou mais só, mas estou mais livre''.

    ''As boas coisas da vida'', lançado em 1988, pela Editora Record, também é outra obra que recomendo. Tem crônica para Rita Lee e Amir Klink. Não tenho certeza, mas acho que dei esse livro por engano. Se ocorreu mesmo, vou comprar outro exemplar.

    Na semana passada, redescobri em minha estante o ''Um cartão de Paris'', que reúne crônicas que Rubem Braga publicou no jornal O Estado de S. Paulo no último período de sua vida, de 1988 a 1990. Os textos foram selecionados pelo crítico literário Domício Proença Filho, a pedido do filho do cronista, Roberto Braga. A orelha foi escrita pela também espetacular escritora Ana Maria Machado, que confessa ter sido influenciada por Rubem a começar a escrever. Há tantas delicadezas nas crônicas desse livro que fica díficil citar exemplos. Mas vou tentar.

    Na crônica cujo título dá nome ao livro, ele conta que recebeu um cartão de uma nova amiga que está em Paris. O gesto faz com que ele se esqueça das coisas ruins que o incomodam. ''Mas como é fácil alegrar meu coração!'', diz em um trecho. Em outro, acrescenta: ''Essa delicadeza gratuita me faz bem. Ganhei o dia, a noite, já não me sinto mais sozinho na varanda triste''.

    Nascido em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, em 12 de janeiro de 1913, Rubem Braga morreu em 1990, depois de ter sido, além de cronista, jornalista que cobriu a Segunda Grande Guerra. Ele sempre soube transformar acontecimentos mais corriqueiros do dia-a-dia em verdadeiras preciosidades. 

    Muita gente não sabe definir se crônica é jornalismo ou literatura. Há quem defenda que é um gênero que está no limiar das duas categorias. E existem também os que a classificam como subliteratura. Para mim, as crônicas de Rubem Braga são megaliteratura.  


    Observação: Um pouco da obra do jornalista-escritor pode ser lido no site Releituras  .
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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h37
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    Sonho Real

                 Lídia Maria de Melo

      (Escrevi em 18/5/1982 e Publiquei em 6/12/1992)

     

    Meus olhos guardam segredos

    e todos os meus desejos

    se refugiam num canto do coração.

    As palavras não alcançam

    a rapidez do pensar

    e o melhor de quase tudo

    flutua, fica no ar,

    como bolhas de sabão

    sobrevoando quimeras.

    Busco vida nas primaveras

    e encanto nas gaivotas.

    E quando houver o encontro,

    faremos da fantasia

    o nosso sonho real,

    enterrando nossos medos

    em canteiros de açucena

    adormecendo serenos,

    soltos como uma pena,

    sem temor de despertar,

    sem receios de amar.


    É proibida a reprodução em qualquer meio

    de comunicação, sem a autorização da

    jornalista Lídia Maria de Melo.

    Lei 9.610, de 19/2/1998)

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h08
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                 O Bolero em meu poema 

                                                   

    Depois de ter composto o Bolero, Ravel não precisava ter produzido mais nada na vida. Já se imortalizou.

    No poema Tua Casa. Teu Perfil, que escrevi em abril de 1990 e postei neste blog no último dia 15 de abril, faço menção a essa obra-prima eterna. É mais um sinal de que adoro mesmo essa música. Leia o poema aqui.  Para ouvir a composição, vá à mensagem abaixo.


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    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h38
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                              O apoteótico Bolero, de Ravel 

                                                                    

    Joseph Maurice Ravel nasceu em 7 de março de 1875, em Cibourne, na França. Filho de pai suíço e mãe basca, sofreu um acidente em 1932 e ficou paralisado até sua morte em 28 de dezembro de 1937, em Paris, onde sempre viveu.

    Bolero, sua obra-prima, foi composto em 1928, por encomenda da bailarina Ida Rubinstein. Ela dançou essa música pela primeira vez com coreografia do bailarino russo Vaslav Nijinsky. No encerramento do filme Retratos da Vida, de Claude Lelouch, o Bolero foi dançado pelo bailarino argentino Jorge Donn na Torre Eiffel, com coreografia de Maurice Béjart.

    Veja em vídeo publicado no site Youtube.  (Uma dica: depois de abrir a tela para começar a exibição, clique em um retângulo que fica no canto à direita, na parte de baixo. A imagem ficará do tamanho da tela do computador. É um bailado magnífico!). Clique: Bolero .

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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h05
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                                     Humor de Varela     

    Quando eu era estudante de jornalismo, na primeira metade dos anos 80, minha geração se divertia com as perguntas irreverentes do repórter Ernesto Varela, personagem criado pelo Marcelo Tas. Ele era o tormento de personalidades do País, como Paulo Maluf ou o então vice-presidente civil do governo militar, Aureliano Chaves.

    Na madrugada de quinta-feira, Marcelo Tas esteve no Programa do Jô, na entrevista n° 10 mil, e relembrou o personagem que conquistou a minha geração com o seu programa Olhar Eletrônico.

    Quem quiser matar saudades do Ernesto Varela pode procurar vídeos no site Youtube ou acessar o Blog do Tas.

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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h25
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               Comunicação, uma necessidade

     

    Quem nunca conviveu com a censura talvez não saiba:

    a liberdade de expressão é um dos melhores benefícios

    da democracia.

    No filme Dr. Jivago, o protagonista, vivido por Omar Sharif,

    foge para o campo e destrói seus poemas líricos. Escrever

    um poema de amor, por exemplo, era um crime, a negação

    dos ideais da Revolução Bolchevique.

    A população de Cuba e os chineses que não deixaram o país

    conhecem bem essa realidade.

    Adoro escrever, poder expressar meu pensamento sem ter o

    medo da presença nefasta do repressor, como ocorreu em

    outras épocas no Brasil. Hoje, o cuidado deve ser tomado

    com os maledicentes, difamadores, fofoqueiros nocivos...

    (Nestas reflexões, não incluo as necessidades básicas e

    materiais que a democracia ainda não conseguiu suprir,

    ao contrário dos regimes totalitários. Como cantam os Titãs,

    ''a gente não quer só comida/ A gente quer comida,

    diversão e arte'').

    Estou falando das necessidades da alma, que são vitais,

    como a comunicação. Tudo isso, para dizer que adoro

    escrever, me expressar, conversar...

    Por essa razão, tenho prazer de acessar  meu blog e 

    encontrar comentários.

    Melhor do que escrever e falar é ser lido e ouvido.

    É o princípio da comunicação.

    ''Nenhum homem é uma ilha'', como escreveu o poeta

    inglês John Donne, no século XVI, em Meditações XVII,

    que depois foi citado por Ernest Hemingway em

    Por quem os sinos dobram.

    Aproveitando, vamos ler um trecho do poema? Leitura bilíngüe: 

    ''No man is an island, entire of itself

    every man is a piece of the continent,

    a part of the main. If a clod be washed away by the sea,

    Europe is the less, as well as if promontory were,

    as well as if a manor of thy friend’s

    or of thine own were.

    Any man’s death diminishes me,

    because I am involved in mankind;

    and therefore never send to know for

    whom the bell tolls; it tolls for thee''.

    ''Nenhum homem é uma ilha,/ sozinho em si mesmo;/

    cada homem é parte do continente,/ parte do todo;/

    se um seixo for levado pelo mar,/ a Europa fica menor,/

    como se fosse um promontório,/ assim como se fosse /

    uma parte de seus amigos ou mesmo sua;/

    a morte de qualquer homem me diminui, /

    porque eu sou parte da humanidade;/

    e por isso, nunca procure saber /

    por quem os sinos dobram, eles dobram por ti''.

    .................

    Atenção: É proibida a reprodução total ou parcial dos textos deste blog em qualquer meio de comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de MeloEsta advertência está  amparada pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h25
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    Goodbye Yellow Brick Road

    Uma música não tem idade. Mesmo que ela nos remeta a um

    tempo passado. Ou talvez por isso mesmo ela seja eterna.

    Goodbye Yellow Brick Road foi composta por Elton John e

    Bernie Taupin em 1973. Ouça, cante e relembre. São 3min17.

    Clique aqui.

    Antes (ou depois), veja abaixo as fotos de Gramado.

     

     

     



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h29
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     Gramado

                                     Fotos feitas por Lídia Maria de Melo

                          

    Cine Embaixador ou Palácio dos Festivais, local onde

    se realiza o Festival de Cinema de Gramado, na Serra

    Gaúcha (Rio Grande do Sul).

    Fundado em 1965, o prédio fica na Avenida Borges de

    Medeiros, 2.697.

    Os vencedores do festival recebem o Troféu Kikito, cujo

    nome quer dizer Deus do Bom Humor. A estatueta foi

    criada pela artista Elizabeth Rosenfeld. Desde 1990,

    é confeccionada em bronze, com 33 centímetros de

    altura. Até então, era em imbuia.

     

     

    Este é o jardim da Igreja São Pedro, inaugurada em 1942.

    Erguido em pedra balsática, o templo católico tem uma

    torre de 46 metros de altura. Fica quase ao lado do

    Palácio dos Festivais, no número 2.659 da mesma

    Avenida Borges de Medeiros.

    Depois de curtir um pouco da beleza de Gramado, 

    clique para ver e ouvir Mozart.  

    .............

    Atenção:

    É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog em qualquer meio de

    comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo.

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    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h55
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    Reflexões sobre o medo e outras questões

                                              (Lídia Maria de Melo)

     

    O momento atual exige uma série de reflexões,

    mas agora a madrugada é alta e o corpo pede

    descanso. Elas virão mais adiante.

    É preciso analisar o conceito de preso político e

    preso comum. Ainda no início da ditadura militar,

    mesmo sendo uma criança, eu sabia a diferença

    exata entre um e outro. Escrevi sobre esse tema

    em meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós

    Naquela época, havia um medo imposto pela censura,

    pela perseguição aos que se opunham aos ditadores,

    aos que sabiam pensar...

    Hoje, o medo tem outra conotação e motivações.

    Agora, tentam dar ideologia a ações nefastas.

    Outra hora continuo com este assunto.

    ....................

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    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h28
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            PCC liberta repórter da TV Globo

                                          (Lídia Maria de Melo)

    Por volta da 0h30 de hoje, segunda-feira, o repórter     

    Guilherme Portanova, da Rede Globo, foi libertado pela

    facção criminosa PCC em São Paulo. Ele e o auxiliar

    técnico Alexandre Coelho Calado haviam sido seqüestrados

    na manhã de sábado, quando estavam em uma padaria

    perto da emissora, pouco antes de saírem para uma

    reportagem.

    Calado foi libertado no fim da noite de sábado e recebeu a

    incumbência de levar à Globo um DVD com um manifesto

    de 3 minutos e 23 segundos. 

    A gravação foi posta no ar à 0h27 de domingo, num plantão 

    extraordinário que interrompeu a exibição do filme

    Será que ele é?

    A apresentação foi exigida pela facção criminosa em troca

    da garantia de vida do repórter. O assunto foi tema da

    matéria de abertura do Fantástico.

    Saiba mais sobre o assunto no texto postado abaixo,

    na madrugada de domingo.

    ..........................

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    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h19
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         TV Globo exibe manifesto do PCC

                                                    (Lídia Maria de Melo)

     

    Primeira meia-hora (00h27) da madrugada de hoje (domingo,

    Dia dos Pais). A TV Globo transmitia o filme Será que ele é?,

    dirigido por Frank Oz e estrelado por Kevin Kline, Joan Cusack,

    Matt Dillon e Tom Selleck. De repente, a exibição é

    interrompida pela  conhecida imagem de microfones, com

    música característica, que anuncia o Plantão, com notícia

    extraordinária.

    Pensei que Fidel Castro, que  hoje completa 80 anos, tivesse

    morrido. Não!

    Com ar grave, o repórter César Tralli informou que o auxiliar

    técnico da TV Globo Alexandre Coelho Calado, seqüestrado

    na manhã de sábado junto o repórter Guilherme Portanova,

    havia sido libertado nas proximidades da sede da emissora,

    em São Paulo. O repórter, no entanto, continuava em poder

    dos seqüestradores, que exigiram a transmissão na íntegra

    de um manifesto gravado em DVD  por integrantes da facção

    criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

    A contrapartida da exibição do conteúdo do DVD seria a

    garantia de vida do repórter.

    Lido por um homem que tinha a cabeça encoberta por uma

    touca do tipo Ivanhoé, o manifesto cobra mudanças e

    melhorias no sistema carcerário do País. E ainda adverte que

    a luta da facção é com a Polícia e, por isso, os familiares de

    seus integrantes não deveriam ser importunados.

    Assim, eles também não agiriam contra as famílias dos

    policiais.

    Além de armas, as imagens mostram ao fundo a

    seguinte mensagem: ''PCC luta pela (sic) injustiça carcerária.

    Paz e Justiça''.  A intenção da facção era dizer ''luta contra''.

    O texto do manifesto parece ter sido escrito por alguém

    que conhece leis e o sistema penitenciário. 

    Não é a primeira vez que a TV Globo é forçada a pôr no

    ar a íntegra de um manifesto.

    Em 1969, no Jornal Nacional, foi lida uma mensagem

    do grupo que seqüestrou o então embaixador dos

    Estados Unidos no Brasil, Charles Elbrick, para forçar

    a libertação de presos políticos.

    Aquele texto foi escrito pelo hoje conhecido jornalista

    Franklin Martins. E claro, as motivações do movimento

    eram outras.

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    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h04
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