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BRASIL, Mulher, Música, Livros, Filmes, Jornalista, Professora, Escritora. E-mail: limarmello@bol.com.br



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     Notícia sobre meu conto ''Como Um Poeta''
     Meu conto "Como Um Poeta'' na antologia da Unicamp
     Concurso de Contos da Unicamp (vencedores _ sou um deles)
     Minha dissertação de Mestrado (USP)
     Minha dissertação de Mestrado e outras (USP)
     Minha dissertação de Mestrado (Inep)
     Minha Dissertação de Mestrado - Capes (resumo)
     Minha dissertação de Mestrado (UFRGS)
     Áudio de entrevista sobre o Golpe Militar de 1964, após palestra minha no Sesc em maio de 2004
     Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, reportagem sobre meu livro (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     A Tortura no Porto de Santos (artigo de Alessandro Atanes, que cita trecho de meu livro Raul Soares)
     Minha reportagem: Thomas Maack, médico e preso do Raul Soares (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós faz parte do acervo da Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte-Americano)
     Meu livro ''Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós'', catálogo da Fundação Biblioteca Nacional
     Meu livro Raul Soares, Um Navio tatuado em Nós (registro na Biblioteca Nacional)
      Raul Soares - pronunciamento na Assembléia Legislativa em 2003
     Reportagem de Laire J Giraud que menciona meu nome e de meu pai
     Artigo sobre o golpe de 1964 (Laire José Giraud)
     Minha reportagem: Zuleika Alambert, a primeira deputada santista (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (A Tribuna)
     Minha reportagem: Atenta ao mundo, cronista Nair Lacerda faz 90 anos (A Tribuna -18.7.1993, reprodução no site de Santo André)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (site da Associação dos Magistrados Brasileiros, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: entrevista sobre Educação e Violência, publicada em 26 de junho de 2006 (A Tribuna)
     Minha reportagem: As conquistas de um menino que ''nunca iria aprender'' (Reprodução da Revista Nova Escola)
     Meu artigo: Coral de Bem-te-vis (publicado no Blog do Noblat)
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    Blog da Lidia Maria de Melo
     


    Eleições

    Pesquisa Ibope e do Datafolha apontam, pela primeira vez, para a possibilidade de um segundo turno entre os candidatos Luiz Ignácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Ambos disputam o cargo de presidente da República. 

    Isso mostra que a imprensa em geral deveria promover mais debates entre os candidatos, para que os eleitores pudessem conhecer suas propostas.

    Os números das pesquisas só mudaram depois do debate realizado pela TV Globo na última quinta-feira. Lula não compareceu e não deixou de responder às inúmeras perguntas formuladas pelos adversários. Seus eleitores ficaram sem conhecer suas propostas para um eventual segundo mandato. Perdeu uma chance de expor seus planos. Os demais candidatos aproveitaram o espaço e os indecisos reagiram. Pelo menos, é o que mostram as pesquisas.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 19h57
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    "Aniversário "   

    Autor: Lídia Maria de Melo

    Dia de aniversário é feriado nacional!

    Hoje estou de folga.



    Categoria: Citação
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h15
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    Pela continuidade do Sesc

    http://www.sescsp.org.br/sesc/emenda/?inslog=55

    Classificação:

    Clique no link acima e ajude o Sesc a continuar a desenvolver seu trabalho sociocultural. Vamos pressionar o Senado.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h11
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                    Sem fronteira

        Lídia Maria de Melo

    (Para uma das pessoas mais importantes de minha vida, escrevi este poema em 9 de junho de 2003)

     

     

    O meu amor por você não tem porém,

    nem argumentos.

    Está acima de qualquer condição.

     

    O meu amor por você flui,

    independentemente do rumo dos ventos,

    de temperamento,

    de humor.

     

    O meu amor por você

    é como o de mãe por filho,

    me faz do tamanho do mundo.

     

    Por você, combato todos os medos,

    dou a minha vida

    e ainda me sinto plena.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.


    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h14
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    Imagem poética da Ponta da Praia

     

    Foto de Felipe Ozores

    Navegando em sites, numa tarde de feriado e folga do trabalho, descobri esta foto da Ponta da Praia, um dos bairros de Santos que mais me cativam. Um bairro que convive com a presença constante da murada, os ventos, a temperatura mais baixa que a das demais regiões da Cidade, a travessia de barcas e balsas, a proximidade com Guarujá, a visão da baía inteira...

    A foto é de Felipe Ozores, estudante de arquitetura, designer e um fotógrafo que faz poesia com imagens. A que ele gentilmente cedeu para este blog flagra a Ponta da Praia num momento azul, que me remeteu a Alberto Caieiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa.

    • O meu olhar azul como o céu
    • é calmo como a água ao sol.
    • É assim, azul e calmo,
    • porque não interroga nem se espanta...
    • (...)
    • Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... 
    • Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
    • Porque eu sou do tamanho do que vejo
    • e não do tamanho da minha altura...
    • (em O Guardador de Rebanhos)

    A foto de Felipe Ozores foi publicada originalmente no site www.vivasantos.com.br.

    Outros trabalhos de Felipe podem ser conhecidos no site www.dialogue.com.br/foz 


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h42
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    Jingles Inesquecíveis

    http://radioclick.globo.com/cbn/editorias/jinglesinesqueciveis.asp

    Classificação:

    Hoje, descobri um link que remexe na gavetinha da memória e faz a gente se sentir em outras épocas. É o do programa Jingles Inesquecíveis, apresentado por Lula Vieira, no site da rádio CBN. Estão lá os jingles do Nescau, dos Cobertores Parahyba, da Pipoca com Guaraná, Varig (Seu Cabral ia navegando...), o do Corneto... Ouça e volte no tempo.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 11h58
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    Guarujá

    http://www.youtube.com/watch?v=TPr2VfSY1iU

    O filme da denúncia de pagamento de mensalinho na Câmara de Guarujá pode ser visto no site Youtube. Até agora o vídeo já registrou 3523 acessos. As imagens foram exibidas pelo setor de jornalismo da TV Bandeirantes. Também foram enviadas ao Ministério Público.

     



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h43
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    Todo homem é filósofo

    http://www.espacoacademico.com.br/052/52tc_gramsci.htm

    ''É preciso destruir o preconceito, muito difundido, de que a filosofia é algo muito difícil pelo fato de ser a atividade intelectual própria de uma determinada categoria de cientistas especializados ou de filósofos profissionais e sistemáticos. É preciso, portanto, demonstrar preliminarmente que todos os homens são 'filósofos' (...)''.

    Esse é o início do artigo de Antônio Gramsci, que pode ser lido na Revista Espaço Acadêmico. Para ler o texto na íntegra, clique no link acima.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h30
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    Love of my Life, para sempre

     

    Não gosto de tudo o que Carlos Drummond de Andrade escreveu. Não sou fã, por exemplo, de suas crônicas. Prefiro, de longe, sem comparação, Rubem Braga. Mas gosto de muitos e muitos de seus poemas (não de todos, bem entendido). 

    Há pouco, assisti a dois vídeos no Youtube que me fizeram lembrar de dois versos do poema Eterno, de Drummond. Os versos são estes:

    • ''Eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo
    • mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata

    Os vídeos que me fizeram vasculhar as gavetinhas da mente e buscar esses versos mostram o grupo inglês Queen, liderado por Fred Mercury, cantando Love of My Life junto com um coral de milhares de pessoas que assistiam a seu show. Uma apresentação foi, em 1981, em São Paulo. A outra, em 1985, no Rock in Rio (Rio de Janeiro). Beautiful!, como ele diz no final de uma das inúmeras gravações dessa música ''eterna''.  

    Quem já cantou assim no meio de uma multidão conhece essa sensação. Talvez seja a mesma de quem assiste a uma partida de futebol nas arquibancadas de um estádio.

    Fico pensando se alguma vez o falecido Fred Mercury imaginou que, em um país de língua portuguesa como o Brasil, o público saberia cantar toda a letra da música no idioma original da canção (nesse caso, o inglês). Situação inversa talvez não se desse na Inglaterra, por exemplo.

    Para ver a apresentação em São Paulo, clique aqui.

    Para assistir à exibição feita no Rio, clique aqui.


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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h34
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    Brokeback Mountain

    Pode parecer tarde para escrever sobre este assunto, mas só agora tive tempo.

    Comprei a tradução do conto ‘‘Brokeback Mountain’’, da escritora estadunidense contemporânea Annie Proulx (lê-se Prul) e que deu origem ao filme homônimo, dirigido por Ang Lee e exibido no Brasil como ‘‘O segredo de Brokeback Mountain’’.

    Não costumo ler um livro depois de ter assistido a um filme, uma novela ou minissérie baseada nessa obra. A imaginação fica tolhida. Os personagens acabam assumindo a feição e os trejeitos dos atores da obra audiovisual. Como não pensar em Sônia Braga, por exemplo, quando se lê ‘‘Dona Flor e seus Dois Maridos’’, de Jorge Amado? Prefiro continuar tendo a possibilidade de participar da criação do escritor, montando cenários mentais e construindo os personagens a partir de sua narrativa e descrição.

    A situação inversa não me incomoda. Posso ver um filme ou uma novela depois de ter lido o livro. Minha imaginação não se contamina. Quando assisti à peça ‘‘Macunaíma’’, dirigida por Antunes Filho, no Teatro São Pedro, na segunda metade dos anos 70, a encenação até me ajudou a entender o livro homônimo de Mário de Andrade.

    Outro dia, vi as cenas de um filme, sem saber do que se tratava. Imediatamente percebi que era ‘‘O Código Da Vinci’’. O que o diretor Ron Howard transpôs para a tela era exatamente o que eu havia imaginado enquanto lia o livro de Dan Brown.

    Todo esse preâmbulo para dizer que inverti meus conceitos ao ler o conto de Annie Proulx, depois de ter assistido ao filme de Ang Lee. 

    O filme me encantou, por isso tive receio de me decepcionar com o conto. O diretor poderia ter criado situações que não existiam no texto original. Mas, não. Ang Lee foi muito bem servido por Annie Proulx e muito fiel à obra da autora, que começou a escrever aos 56 anos de idade e hoje está com 70.

    O conto e o filme são obras-primas. Quem deixou de ver o filme por medo de ser confundido com um homossexual não sabe o que perdeu. Também saiu no prejuízo quem não leu o conto.

    Annie Proulx mora no estado onde se passa a história, Wyoming,  no Centro-Oeste dos Estados Unidos, entre Utah, Montana e Colorado. Por isso, constrói com habilidade singular a atmosfera em que vivem os caubóis que se apaixonam um pelo outro.

    A única diferença entre o filme e o conto é que os dois protagonistas são feios na prosa de Annie. No cinema,  Ang Lee deixa de lado essa característica. Os atores Jake Gyllenhaal e Heath Ledger, que representam tão bem, respectivamente, os personagens  Jack Twist e Ennis del Mar, são muito bem-apessoados.

    Para mim, ‘‘Brokeback Mountain’’ é uma história de amor, contada com muita delicadeza e sensibilidade. Tanto no livro quanto no filme. A diferença é que os personagens apaixonados são dois homens que se deparam com um sentimento forte e não sabem como lidar com ele naquele lugar de valores morais tão arraigados e intransponíveis. Com isso, à expressão ‘história de amor’ se agrega o adjetivo ‘trágica’. Mas, sem dúvida, ‘bela’.  

    Acho que ‘‘Brokeback Mountain’’ deveria ter recebido o Oscar de melhor filme. Com todo respeito a Crash _ No Limite. Um bom filme, mas não vai para casa com o público, como ocorre com ''Brokeback...''.  

     

    Leia mais sobre o filme e o conto aqui.

     

    Para saber mais sobre a autora da história, Annie Proulx, acesse o site dela aqui.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h16
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    Parodiando

                        Bruna Lombardi (*) 

    • O que amo em ti
    • não é esse jeito de cereja
    • e esse olhar de seis da tarde
    • não é essa mania de andar boleriando
    • nem mesmo é a tua educadez.
    • O que eu amo em ti
    • não é essa tua boca de vinho
    • nem teu piano. Tocas. E nem é isso.
    • Os livros que leste, nem mesmo
    • o que sabes ou não sabes.
    • Não é tampouco o teu ambicionismo
    • ou teu traço de desenho ou o compasso.
    • Nem teu andando em lenta marcha vagarosa
    • nem a doçura, a pura frescura tua de alface...
    • nem mesmo teu cheiro de alface
    • teu cheiro de ar com um resto de perfume
    • nem teu carro (com ar condicionado)
    • nem teu cachorro
    • não, não é nem isso que eu amo em ti.
    • O que eu amo em ti
    • não é tua preguiça esticada ao sol
    • ensombreada de impressionismo
    • não são os silêncios de que és feito 
    • nem o instante que povoas
    • ou o mistério que às vezes te povoa.
    • Não é esse ar letárgico, trágico, trístico,
    • tanguístico, místico com que te sentas na cadeira
    • ou acendes um cigarro
    • somente para pôr um pouco de fumaça
    • entre ti mesmo e o mundo.
    • Não é a tua voz irônica e sábia
    • que me preenche os brancos da cabeça
    • nem mesmo tua cabeça ou tua espiritualidade
    • ou tua força, tua certeza ou tua fragilidade.
    • Acaso tua beleza? Não, nem é isso.
    •  
    • Nem mesmo o que eu amo em ti
    • é a tua gargalhada
    • que transpassa meu ouvido
    • cheia de espuma e sol de agosto
    • com gosto de aventura
    • ou o teu beijo
    • que cada vez sabe a uma coisa
    • mas que sempre é tão beijável.
    •  
    • Não é teu jogo de tênis (tão branco de propaganda)
    • recortado no horizonte,
    • nem teu corpo plástico, elástico, cheio de fluxos
    • e de percursos de vibração.
    • Não é bem isso.
    • Nessa sucessão constante de agoras
    • o que eu amo em ti
    • não é o que refletes de improviso
    • nem é o inesperável
    • nem o superalgo
    • o que eu amo em ti
    • ... são as rugas, meu amor, as rugas... 

     

    (*) do livro No Ritmo dessa Festa 

    Quer ler mais poemas e um pouco da prosa de Bruna Lombardi? Então clique aqui.

     



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 11h28
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    11 de Setembro, Toninho do PT e Coronel Ubiratan    

                       

    (Reproduções das capas do Seattle Post/2001 e The Telegraph/2006)

    11 de setembro de 2001. Estava diante da televisão e assisti ao noticiário dos atentados desde o início apenas por um motivo: queria mais informações sobre um assassinato ocorrido  na noite anterior em Campinas. O do então prefeito Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT. (Até hoje o crime não foi muito bem explicado).

    Meu sobrinho, na época com 2 anos e 11 meses, estava brincando na sala, com a TV ligada em um canal a cabo infantil. Pedi a ele para me deixar ver um instantinho só a Band News.

    Quando mudei de canal, o senador Eduardo Suplicy dava entrevista. Logo após a sua fala, entrou o noticiário ao vivo. Um avião havia se chocado contra uma das torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque.

    É claro que pensei em um acidente. Imediatamente, mudei para a TV Globo, para verificar se a emissora havia interrompido a programação normal e entrado com o noticiário. Já me deparei com o Carlos Nascimento direto do estúdio, fazendo a narração do que ocorria nos Estados Unidos. Dava para perceber o nervosismo e o ar de espanto.

    Corri para o telefone, para informar minha irmã que estava trabalhando. Enquanto discava, Carlos Nascimento disse, sem muita certeza, que parecia que um segundo avião havia batido no outro prédio. Pensei: ''Ele bebeu''. Mas, assim que ele acabou de falar, apareceram imagens do segundo avião surgindo de trás da segunda torre, fazendo uma curva e entrando com tudo no prédio. Não havia mais dúvidas: aquilo não era acidente, mas um atentado sem precedentes na história do planeta.

    Quando avisei minha irmã, ela ligou a TV na sala da assessoria de imprensa e comentou: ''Quem será que fez isso?!''

    Telefonei para a redação do jornal em que trabalho e o contínuo me disse: ''Agora vai estourar a terceira guerra mundial''.

    O restante da história todo mundo conhece. E hoje deve ser relembrada pela imprensa do mundo todo. A mesma que motivou o jornalista Carlos Dornelles a escrever o livro Deus é Inocente, a Imprensa Não. Nesse livro, ele faz uma análise do noticiário divulgado, no período de um ano, a partir da invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos na caça a Osama Bin Laden, e conclui:  ''O papel da imprensa nunca foi tão subalterno''.  Para ele, a cobertura pós-11 de setembro foi censurada, autocensurada e distorcida. 

    Uma das imagens que mais me impressionaram, nos atentados ao World Trade Center, foi a de um homem agitando a camisa branca em um dos últimos andares da Torre Norte em chamas. Decerto, ele jamais sairia dali vivo. Na ocasião, eu assinava uma coluna no jornal e mencionei essa cena, que me fez lembrar do filme Inferno na Torre. Na ficção, o incêndio atinge um edifício de 138 andares, 18 a mais que as torres reais. Em uma das cenas finais, o bombeiro Michael O'Hallorhan, interpretado por Steve McQueen, chama a atenção do arquiteto Doug Roberts, vivido por Paul Newman: ''Quando vocês forem construir suas torres, lembrem-se de nos consultar''. O alerta feito em 1974 pelo personagem tem sentido ainda hoje porque a escada Magirus dos bombeiros só alcança cerca de 30 metros de altura.

    Em tempo 1: Mal acabo de escrever este post, leio no Blog do Noblat a notícia de mais um crime: o coronel Ubiratan Guimarães (deputado estadual pelo PTB e candidato à reeleição), que se tornou conhecido por ter comandado a ação contra a rebelião no Carandiru, em outubro de 1992, foi assassinado em seu apartamento. No chamado Massacre do Carandiru, morreram 111 presos. Em 2001, o coronel foi condenado a 632 anos. Defendido pelo advogado criminalista santista e deputado federal Vicente Cascione, Ubiratan Guimarães foi absolvido este ano pelo Tribunal de Justiça, numa decisão inédita na história do Direito brasileiro. Leia mais no Blog do Noblat.

    Em tempo 2: As capas dos principais jornais do mundo podem ser acessadas no site Newseum .

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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h04
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    Cinema

    Filme: A Casa do Lago

        

    Foto Warner Bros

    Falei sobre o filme A Casa do Lago (The Lake House) no post anterior.

    Lembra da cena que mencionei, da médica jogando xadrez com o cachorro? É a da foto.

    Agora, descobri no Youtube um trailer do filme. Quer assistir? Clique aqui.

     

     



    Categoria: Citação
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 06h17
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               A Casa do Lago        

                                                  (Foto Warner Bros)

    Acabei de assistir ao filme A Casa do Lago, direção de Alejandro Agresti e roteiro de David Auburn. Adorei a metáfora sobre o tempo. No caso dos personagens Kate Forster (médica interpretada por Sandra Bullock) e Alex Wyler (arquiteto vivido por Keanu Reeves), denota a distância imposta pelos dois anos que separam a vida de ambos. Ela está em 2006 e ele, 2004. Mas pode ter várias conotações. Pode ser o empecilho cronológico que impede a relação de pessoas com extremas afinidades ou a barreira cultural, espiritual, existencial entre os que vivem lado a lado... Enfim, pode ser uma porção de coisas. Cada um tem o seu sentimento, sua bagagem emocional e dá a sua interpretação. 

    O filme aborda ainda o tema ''solidão''. A médica Kate Forster se dedica tanto à profissão e mantém tanto as pessoas afastadas dela (como ela mesma reconhece) que, nas horas vagas, acaba lendo para seu cachorro e jogando xadrez com ele.  Se a personagem fosse uma jornalista, que atuasse em um jornal diário, não seria preciso fazer muitas adaptações no enredo. 

    A Casa do Lago é um drama romântico, que tem pitadas de humor e exige certa atenção para entender o vaivém das passagens de um tempo para outro. Apesar de pequenos detalhes inverossímeis, é um filme gostoso de ver.   

    Para ler sinopse e comentário e ver o elenco, acesse o site Cinema com Rapadura aqui.

     (Foto Warner Bros)

    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.


    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 22h52
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     Temperatura maluca 

     

    Corremos o risco de virar pingüins de tão baixa que está a temperatura em Santos. A mínima é de 10 graus e a máxima, de 19. Estávamos enfrentando um tempo quente e seco na semana passada. Depois das rajadas de vento ciclônico (não sei se isso existe em termos meteorológicos), procedentes do Sul, e da ressaca do mar, que invadiu o jardim e as avenidas da praia, tiramos casacos, cachecóis, echarpes e meias de lã dos guarda-roupas. 

    As plantas já não entendem mais nada. Estão confusas! Muitas já floresceram em agosto, que registrou temperaturas de verão. O frio só havia surgido em poucos dias de julho e com chuva. Os chapéus-de-sol, que costumam marcar bem a mudança de estação, também ficaram perdidos. Já estão com as copas com folhas verdinhas (na tonalidade da primavera, que só vai chegar mais no final do mês) e grandes. Agora, as folhas deveriam estar brotando. 

    Normalmente, o ciclo se dá de maneira bem demarcada. No outono, as folhas ficam vermelhas e caem. No inverno, a árvore é só galho seco e pelado. No final dessa estação, as folhinhas verdes brilhosas começam a surgir. Na primavera, os galhos estão cobertos de folhas novas. No verão, a folhagem está mais adulta, para esperar o envelhecimento e a queda. Assim acontece todos os anos, quando a natureza não se rebela.

    Um filme propício para a temperatura de hoje é A Marcha dos Pingüins, vencedor do Oscar de melhor documentário.


    P.S.: Não é fácil encontrar foto de chapéu-de-sol na Net.

    O site do Instituto Plantarum mostra um pouco da história dos chapéus-de-sol. E tem foto das folhas e do fruto (amêndoa ou cuca, como é popularmente chamada pela molecada). Veja aqui.    

    O site da University of South Florida também exibe uma foto de folhas e frutos.  Observe aqui.

    Uma árvore inteira, mas não tão frondosa, está no site Maranduba. Clique aqui. 


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h29
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    Navio Splendour of the Seas

    http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=4296

    Classificação:

    Laire José Giraud manda o texto Saudades do Splendour, publicado no boletim eletrônico Porto Gente. Para ler, é só clicar no endereço acima.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h44
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                           Futebol           

     

                                                             Foto Times Union

                                                       

    Gostei mais do jogo da Seleção Brasileira contra a Argentina, no domingo, em Londres (3x0). Elano, autor de dois gols, estava preciso. Em fina sintonia com Robinho. Mesmo o Kaká jogou melhor do que ontem, contra o País de Gales. A partida de ontem, apesar dos 2 a zero, foi mais fechada, menos criativa. Melhorou quando entraram Robinho e Elano. Como jogaram juntos no Santos, eles têm mais afinidade. São maleáveis, ágeis e hábeis.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h02
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    Cecília Meireles     

     

    Às vezes, é melhor calar e esperar pela ''volta do cipó de

    aroeira'', como bem disse Vandré. E o tempo já  provou

    que ele volta. E como! É só ter paciência de esperar.

    Enquanto isso, leio Cecília Meireles, que encerrou seu

    poema Desenho com os versos:

    ''Minha vida começa num vergel colorido,   

    por onde as noites eram só de luar e estrelas.   

    Levai-me aonde quiserdes! - aprendi com as primaveras   

    a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira''.

    Para ler mais poemas de Cecília, clique aqui.

          



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h19
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    Cinema

    Filme: Ilha das Flores

    Ilha das Flores é um documentário de 13 minutos, dirigido por Jorge Furtado em 1989. Merece ser visto e revisto. Está em permanente exibição no site Porta Curtas Petrobras. Para assistir, clique aqui.



    Categoria: Citação
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h04
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    Site do Franklin Martins

    http://www.franklinmartins.com.br

    César Miranda manda uma dica do site do jornalista Franklin Martins. Sobre o link Som na Caixa, ele escreveu: ''Há arquivos sonoros que ajudam a entender um pouco da história da luta política no Brasil durante a República. Há de tudo um pouco: trechinhos de discursos no Congresso, falas em comício, proclamações de autoridades, slogans gritados em manifestações de rua, notícias de rádio que marcaram época etc, mas o forte desse Som na Caixa é a seleção de músicas sobre política´´.

    No site, há ainda as seções: Frente e Verso (biografia do jornalista, que inclui sua história de militante de erquerda e exilado); Na Estante (textos escritos pelo colunista nos últimos anos); Estação História (textos políticos importantes da vida política brasileira. De Pero Vaz de Caminha até os dias atuais. São cartas, manifestos, discursos, ordens militares, poemas, reportagens etc.); e Serviços (lugar para mensagens, dicas de sites, cadastro para boletins e ajuda). Vale a pena acessar.



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 00h32
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    Revista Farnel

    http://www.revistafarnel.com.

    Classificação:

    Recebi por e-mail um convite para acessar a Revista Farnel. Eis o texto: ''É na tentativa intensa de novas reflexões - e práticas - que estamos lançando a Revista Farnel. Uma revista na formação de sua identidade, pela montagem crítica e poética, aberta para experimentações, na apresentação e busca de obras densas e de qualidade. Será num ritmo do desvio ao utilitarismo, das pausas, na articulação das diferentes áreas do saber e na luta pelo encontro criativo e qualitativo com aqueles que assim o desejam, que tentaremos nos erigir. Participam desta edição: Carlos Zílio, Kátia Muricy, Jean-Luc Godard, Luiz Rosemberg Filho, Reynaldo Roels Jr., Lu Menezes, Maria Eduarda Castro, Wilson Coutinho, Marlon Miguel, Paolo Papalini, Jorge Vasconcellos, Álvaro Kassab, Eustáquio Gomes e Geraldo de Morais´´.  Não deixe de dar uma olhada na foto abaixo.

     



    Categoria: Link
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h51
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    Para refletir

    Recebi esta foto por e-mail. Deve ser do Greenpeace.

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h43
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