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BRASIL, Mulher, Música, Livros, Filmes, Jornalista, Professora, Escritora. E-mail: limarmello@bol.com.br



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     Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, reportagem sobre meu livro (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: Thomas Maack, médico e preso do Raul Soares (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós faz parte do acervo da Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte-Americano)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio tatuado em Nós (registro na Biblioteca Nacional)
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     Reportagem de Laire J Giraud que menciona meu nome e de meu pai
     Artigo sobre o golpe de 1964 (Laire José Giraud)
     Minha reportagem: Zuleika Alambert, a primeira deputada santista (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (site da Associação dos Magistrados Brasileiros, reprodução de A Tribuna)
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    Blog da Lídia Maria de Melo
     


    Eleição

    Lula está eleito por mais quatro anos. Incoerência do povo, após tantos escândalos e denúncias? Não. O segundo turno nos levou para uma situação: Lula ou Alckmin. Por mais simpatia que se possa ter pelo ex-governador paulista Geraldo Alckmin, é difícil desvinculá-lo do Governo FHC. Afinal, ambos são do PSDB. E comparando-se os dois mandatos fernanderiquenses e o de Luiz Inácio Lula da Silva, chega-se à conclusão de que o do petista foi melhor, apesar dos pesares.

    Geraldo Alckmin não era o escolhido de seu partido para disputar as eleições presidenciais. Na frente dele estavam: José Serra, preferido de Fernando Henrique Cardoso, e Aécio Neves, que já nasceu projetado nacionalmente por causa do avô, Tancredo Neves. Alckmin é afilhado político de Mário Covas, mas o ex-governador nascido em Santos, convenhamos, já está morto. E rei morto, rei posto. Mesmo assim, ele conseguiu ir longe. Seguiu as orientações do partido e se deu mal. Assumiu uma postura que não era a sua, a agressividade. Não conseguiu conquistar os indecisos ou os que iam votar em Lula sem muita convicção.

    Diante desse cenário, é que a eleição foi morna no segundo turno. Mas foi  melhor. O povo discutiu mais e se tornou mais consciente. Ninguém mais espera pelo salvador. Apenas pelo homem que vai governar o País. Com erros e acertos.  


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h03
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    Vídeo

    Estreei no Youtube. Não como usuária que assiste, mas como produtora de filme. Fiz meu primeiro upload. Trata-se do ''Patrícia Diguê rumo a Londres'', feito na Redação do jornal A Tribuna, no último dia 11. Incluí  na rede com autorização da protagonista. Além de filmar, adorei editar.   

    Aliás, adoro registrar imagens. Tanto estáticas (em fotos) quanto em movimento (filmes ou vídeo). De fato, tenho obsessão pelo registro da história, pela preservação da memória. Também gravo depoimentos e vozes, em fita K-7, usando um gravador National que já saiu de linha. Catalogo tudo. Se forem fotos, faço álbuns com legendas. Se filmes, ponho etiqueta com data e assunto. Também tento manter íntegras as fitas K-7. Tenho gravações de mais de 30 anos, quando ainda era adolescente.

    Sempre me virei com o gravador, filmadora e máquina fotográfica analógicos. O problema deles é o tamanho, os filmes e as fitas. Ultimamente, estou envolvida em escanear as fotos de papel para o computador, copiar as gravações da K-7 e fazer cópia em CD, para garantir a preservação. Dá um trabalho danado!

    Em setembro, ganhei de minha mãe, no aniversário, uma máquina fotográfica digital, que, além de fazer fotos, filma. E cabe na bolsa! Estou como uma criança diante de um brinquedo novo que muito desejava! Tenho que me conter para não sair registrando tudo a todo instante. Senão, não faço nada mais. Sem contar que a edição dá um trabalho (embora prazeroso!) e toma muito tempo (que nem sinto passar!).

    Bom, quem quiser assistir ao filme ''Patrícia Diguê rumo a Londres'' só precisa clicar aqui.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.

     

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 11h47
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    Vladimir Herzog     

     

    Hoje, faz 31 anos que o jornalista Vladimir Herzog foi morto, sob tortura, nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações _ Centro de Operações de Defesa Interna), órgão de repressão do II Exército, em São Paulo. Como o País vivia uma ditadura militar, a informação oficial era que ele havia se suicidado dentro da cela. O laudo que confirmava tal versão havia sido assinado pelo médico legista Harry Shibata, do Instituto Médico Legal de São Paulo.

    A viúva _ a publicitária Clarice Herzog (citada na música O Bêbado e o Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc) _ e os filhos de Vlado _ Ivo e André _ moveram uma ação contra a União, para provar que ele não havia se matado com o cinto de seu macacão, mas que fora torturado e morto durante uma sessão de interrogatório.  

    Inicialmente, o processo estava sendo analisado pelo juiz João Gomes Martins Filho, que foi impedido de ler a sentença na manhã do dia 26 de junho de 1978, por uma liminar concedida pelo ministro Jarbas Nobre, do Tribunal Federal de Recursos. Era uma tentativa da ditadura militar de impedir o desmascaramento da farsa montada para sustentar a versão de suicídio de Vladimir Herzog.  Faltavam quatro dias para as férias forenses e, no dia 2 de agosto, o juiz completaria 70 anos. Com isso, deveria se aposentar compulsoriamente.

    Em 27 de outubro de 1978, no entanto, o juiz Márcio José de Moura, da 7ª Vara da Justiça Federal de São Paulo, proferiu a sentença histórica, que responsabilizava a União pela morte do jornalista.

    A sentença ajudou a reforçar o compromisso de luta pela defesa dos direitos humanos e da democracia no País.

    Em 1997, tive o orgulho de receber, com o conto Bala Perdida, o Prêmio Jornalístico de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Literatura, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Parlatino, Memorial da América Latina. Após a cerimônia, que contou com a presença de meus pais, conheci Clarice Herzog, seu filho Ivo, e a viúva de Carlos Marighella, Clara Charf.

    Mais informações sobre o assassinato de Vladimir Herzog e todas as suas conseqüências podem ser lidas no livro Dossiê Herzog - prisão, tortura e morte no Brasil, de Fernando Pacheco Jordão. (Há muitos outros, mas é este que eu recomendo).

    Sobre o período da ditadura militar, também existem inúmeros títulos, que devem ser  lidos, porque abordam diferentes aspectos de um regime que durou 21 anos. Indico: Brasil: Nunca Mais, Editora Vozes; Batismo de Sangue, de Frei Betto; 1968, O ano que não terminou, de Zuenir Ventura; O que é isso, companheiro e Entradas e Bandeiras, de Fernando Gabeira; Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, de Lídia Maria de Melo.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.



    Categoria: Ditadura militar
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 11h58
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    Manual de Redação da PUC

     

    A Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul (RS) mantém um Manual de Redação on-line, que é bastante eficiente.

    O interessado pode conseguir informações imediatas, acessando os capítulos sobre questões gramaticais.

    Se a dúvida for mais específica, pode enviar um e-mail ao suporte. Nesse caso, a resposta chega no dia seguinte, assinada pelo professor mestre Gilberto Scarton, especialista em Língua Portuguesa.

    O serviço é excelente. Testei e aprovei. Se quiser consultar, é só clicar aqui.  



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 13h26
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    14 Bis

    Foto de Fábio Pozzebom/Agência Brasil (ABr)

    No final da tarde de ontem, domingo, uma multidão assistiu, em Brasília, ao vôo realizado por uma réplica do avião 14-Bis. A demonstração foi realizada em comemoração aos 100 anos do feito de Santos Dummont.

    O modelo percorreu mais ou menos 60 metros até decolar. Alcançando seis metros de altura, sobrevoou pouco mais de 200 metros até aterrissar no gramado da Esplanada dos Ministérios. O aparelho tem 12 metros de largura – medida da ponta de uma asa a outra- por 10m de comprimento.

    Em 23 de outubro de 1906, há exatos 100 anos, uma multidão foi surpreendida por uma máquina de 300 quilos que voou a uma altura de 3 metros e sobrevoou por 21 minutos o Campo de Bagatelli, em Paris. Naquele dia, o engenheiro Alberto Santos Sumont tornava-se um marco da história mundial, porque realizava o primeiro vôo de um avião impulsionado por um motor.

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 23h53
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    Catedral de Brasília

     

    Foto: Válter Campanato/ABr

    A Catedral de Brasília, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, tem reforma prevista para dezembro. A recuperação está orçada em R$ 8 milhões, segundo informações da Agência Brasil.

     



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 10h59
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    9 Dias

    O texto a seguir é um trecho do artigo 9 Dias, de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, publicado no Blog do Noblat. Leia e depois acesse a íntegra. 

    ''O Presidente Lula se ganhar será graças ao que construiu, ou seja, uma lealdade pétrea, cristalizada, assombrosa, de seus companheiros. Como foi que ele conseguiu esse milagre, num dos meios mais competitivos que há? Normalmente, quando o barco começa a encher, há sempre uns mais amedrontados que pulam fora. No PT, não. Nem nos filmes épicos, feitos no mais technicolor estilo hollywoodiano, encontramos ‘heróis’ mais leais, mais destemidos, que os Delúbios''.

    Leia o texto inteiro no Blog do Noblat.

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h50
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    Canção da Garoa

       Mário Quintana

    Em cima do meu telhado,
    Pirulin, lilin, lulin,
    Um anjo todo molhado
    Soluça no seu flautim.

    O relógio vai bater:
    As molas rangem sem fim,
    O retrato na parede
    Fica olhando para mim.

    Chovem sem saber por que...
    E tudo foi sempre assim
    Parece que vou sofrer:
    Pirulim, lulin, lulin...
     
    Pirulim, lulin, lulin...
     

    Esse poema de Mário Quintana me faz lembrar de duas meninas nisseis que foram minhas alunas em 1985, na Escola Estadual Isolada da Praia do Perequê, em Guarujá.

    Tinham 9 anos de idade e cursavam a 3ª série do Ensino Fundamental (na época, Primeiro Grau). Na mesma sala de aula, havia crianças de 1ª, 2ª e 4ª séries. Eu as dividia por fileiras de carteiras e passava atividades diferentes a elas. Mas, na hora da leitura de poesias e de cantar, não havia separação e o entusiasmo era o mesmo. O coral soava em uníssono. 

    Quando já não me lembrava mais de nenhuma música para cantarmos, invariavelmente, as duas menininhas nisseis, uma delas chamada Celina, me pediam: ''a música da chuva''. Eu sempre respondia a mesma coisa: ''Não é uma música, é um poema. Mesmo assim, vamos declamá-lo''. E todos repetiam os versos num ritmo, de fato, musical. 

    Não soube mais de Celina e da coleguinha de classe, que hoje devem ter 30 anos. Mas, graças a esse poema do saudoso gaúcho, elas ainda permanecem em minha lembrança, sempre sorrindo e ''cantando'' a melódica ''Canção da Garoa''.  



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h33
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    The New York Times noticia

    a morte de Sandra Arantes 

     

    O jornal The New York Times noticiou na edição de hoje a morte de Sandra Regina Machado Arantes do Nascimento Felinto, vereadora e filha de Edson Arantes do Nascimento, o ex-jogador de futebol Pelé. Sandra morreu ontem, terça-feira, de câncer de mama. Ela foi sepultada hoje de manhã na Memorial Necrópole Ecumênica, bairro do Marapé, em Santos.

    Por ironia, houve um erro de informação. Além de Sandra, o jornal diz que Pelé é pai de outros dois filhos, citando os gêmeos (Joshua e Celeste) que teve com sua mulher, Assíria. Foram esquecidos os três filhos do casamento com Rose Cholbi (Kelly Cristina, Edinho e Jenifer Cholbi do Nascimento) e a fisioterapeuta gaúcha Flávia Christina Kurtz V. de Carvalho, fruto de um namoro-relâmpago. 

    Sandra teve que lutar na Justiça para ser reconhecida por Pelé. Ele jamais se relacionou com a filha.

    The New York Times

    Veja reprodução abaixo ou clique aqui para ver diretamente na página.

    Obituaries in the News

    Published: October 18, 2006

    Filed at 5:36 a.m. ET

    Sandra Arantes do Nascimento

    RIO DE JANEIRO, Brazil (AP) -- Sandra Arantes do Nascimento, daughter of Pele who sued the soccer great to prove he was her father, has died of breast cancer, hospital officials said. She was 42.

    Nascimento died Tuesday, according to Beneficencia Portuguese hospital in Santos. She was born Sandra Machado, the child of an affair between Pele and housemaid Anizia Machado in 1963.

    For years, Pele, whose real name is Edson Arantes do Nascimento, denied he was the girl's father and refused to submit to DNA tests.

    Nascimento sued him in 1991 and was recognized by courts as his daughter based on DNA evidence in 1993. Pele appealed the court's decision, but it was upheld in 1996 and she was allowed to adopt Pele's surname.

    Nascimento wrote a book, ''The Daughter the King Didn't Want,'' detailing how she felt about her father's rejection. She later won a city council seat in Santos.

    Pele helped Brazil win World Cups in 1958, 1962 and 1970. In 1996, he had two more children, twins Joshua and Celeste, with his current wife, Assiria Nascimento.


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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h07
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    Sandra Arantes do Nascimento

    10h36 desta manhã chuvosa de 17 de outubro de 2006. Meu celular toca e recebo o aviso de que Sandra Regina Machado Arantes do Nascimento Felinto acaba de morrer no Hospital da Beneficência Portuguesa de Santos, vítima de metástase de câncer de mama diagnosticado em maio do ano passado (2005).

    Lamento! Lamento profundamente! Principalmente por seus dois filhos e também por ela, que era muito nova.

    Acredito que tenha adoecido por força do desgaste emocional que sofreu em função da luta para que o pai, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, o Atleta do Século, a reconhecesse como filha.

    O reconhecimento legal, ela obteve na Justiça. O amor do pai, no entanto, jamais conseguiu. Ao contrário, chegou a ser hostilizada  em público.

    Horas depois da notícia, pego meu exemplar autografado do livro que Sandra escreveu em 1998, com a ajuda de Walter Brunelli, ''A Filha que o Rei não quis''. Releio alguns trechos ao acaso.

    Na página 12, ela cita: ''Tenho sido ignorada por meu pai não somente como filha, mas até mesmo como ser humano''. Na 16, ela diz: ''Cada um tem um conceito de amor. Parece que, para alguns, amar é o mero resultado de um costume, de uma prática de estar junto, uma convivência. Para essas pessoas, não havendo isto, não pode haver amor, ainda que o sangue seja o mesmo''.

    O capítulo intitulado 'Sou filha de Pelé' é iniciado com a seguinte declaração: ''Sou Sandra Regina Machado Arantes do Nascimento, filha do rei Pelé. Para dizer quem sou com toda esta convicção, percorri um caminho bastante espinhoso que jamais esperava ter de pisar, sobretudo por achar que as coisas óbvias não precisavam ser discutidas. Mas me equivoquei''.

    No capítulo final do livro, Sandra deixou marcado o seu desejo de receber o afeto do pai: ''Quem sabe chegará o dia em que o telefone vai tocar!''.

    Quem sabe Pelé poderá pagar essa dívida eterna, dando aos netos o que ele se negou a oferecer somente a essa filha? 

    Ironicamente, o jornal A Tribuna (de Santos) de hoje estampa uma foto dele, com um sorriso largo, feita ontem na cidade, durante a inauguração de uma escolinha de futebol ao lado de muitas crianças. No momento da foto, Sandra agonizava no hospital. Ele sabia, mas não foi visitá-la. Perdeu sua última chance.

    Evangélica que era, Sandra acreditava que os mortos vão para junto de Deus descansar em paz. Então, que assim seja. E que, aqui no mundo dos vivos, Pelé também consiga dormir sossegado, porque remorso é uma coisa que pesa.


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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h13
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    Poesia e Poema

              Octavio Paz

     

    A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. Pão dos eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à terra natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo com a ausência, é alimentada pelo tédio, pela angústia e pelo desespero. Oração, litania, epifania, presença. Exorcismo, conjuro, magia. Sublimação, compensação, condensação do inconsciente. Expressão histórica de raças, nações, classes. Nega a história, em seu seio resolvem-se todos os conflitos objetivos e o homem adquire, afinal, a (...)

    Leia a seqüência do ensaio do poeta mexicano Octavio Paz, Prêmio Nobel de Literatura em 1990aqui.

    O último texto do escritor leia aqui .



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h11
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    Assim eu vejo a vida

        Cora Coralina (*)

    A vida tem duas faces:
    Positiva e negativa
    O passado foi duro
    mas deixou o seu legado
    Saber viver é a grande sabedoria
    Que eu possa dignificar
    Minha condição de mulher,
    Aceitar suas limitações
    E me fazer pedra de segurança
    dos valores que vão desmoronando.
    Nasci em tempos rudes
    Aceitei contradições
    lutas e pedras
    como lições de vida
    e delas me sirvo
    Aprendi a viver.

     

    (*) Leia mais aqui.



    Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 17h14
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    Revista Archipiélago 

    http://www.archipielago.com.mx

    Os editores apresentam desta forma a publicação:

    ''Archipiélago. Revista Cultural de Nuestra América es una publicación nacida en México en 1992, como expresión de un proyecto cultural que tiene el propósito de coadyuvar a la integración de América Latina y el Caribe, incluyendo a sus comunidades emigradas a otras latitudes. Acorde con nuestro devenir histórico, tiende también puentes a España y Portugal, y a la idea de Iberoamérica que de ello dimana. La revista recoge trimestralmente una muestra representativa del pensamiento, la memoria y la creación científica, artística y literaria de la región. Es coeditada por el Centro Coordinador y Difusor de Estudios Latinoamericanos de la Universidad Nacional Autónoma de México, y tiene el reconocimiento de la representación de la Unesco en este país''.



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    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h17
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    Eleições 2006

    Será que um dia teremos isenção e distanciamento para analisar o fenômeno das urnas neste país? Alguns nomes que jamais deveriam ocupar uma cadeira no parlamento são eleitos com quantidade esmagadora de votos! Outros são esquecidos, quando trabalharam com seriedade pela população. Não existe muita coerência. Em cada cabeça, uma sentença.

    Recuso-me a dar razão a Pelé, que um dia disse que o povo não estava preparado para votar. Há quem dê. Eu, não.

    Acho que falta informação, porque o horário eleitoral é mal-aproveitado, as pesquisas pautam a imprensa, que só dá lugar aos primeiros colocados, existe muita notícia e pouca análise... Enfim, o povo é massacrado por dados, mas não consegue digerir, analisar, selecionar e concluir. Falta tempo. Fica-se atordoado. ''Quem lê tanta notícia?'' (Caetano Veloso).

    Vamos ao segundo turno. O presidente deve ter se tocado de que foi um erro ter faltado ao debate na televisão, na quinta-feira, 28 de setembro. Esqueceu-se da força do quarto poder. Ainda mais quando esse poder responde pelo nome de Rede Globo.


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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h54
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