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Memória Viva

Você já ouviu falar em O Amigo da Onça, personagem do chargista Péricles (de Andrade Maranhão), publicado na extinta revista O Cruzeiro?
Se não conhece e quer conhecer, ou se quer matar saudades, é só acessar o site Memória Viva. Além das charges de O Amigo da Onça, você vai encontrar edições digitalizadas de O Cruzeiro, revista que circulou pela primeira vez em 1928 e que teve sua última edição em 1975, com Pelé na capa, como jogador do Cosmos, time norte-americano. O mais legal é que dá para ler as reportagens na íntegra. Tem ainda a revista Pif-Paf e muitas coisas mais, como propagandas antigas.
É enriquecedor o trabalho da equipe, que está de parabéns. Não deixe de conferir aqui o Memória Viva.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 18h14
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Vista do terraço

Fim de tarde do dia 24 de fevereiro deste ano, ouço o apito de navio e corro ao terraço lateral de nosso apartamento já com máquina fotográfica em punho. Estamos em pleno verão. É época de temporada de cruzeiros. Lá está um dos majestosos navios brancos da linha C. Foco na direção do jardim da praia. O resultado é esta foto. Que privilégio, meu Deus, ter o mar como quintal de casa!
Categoria: Meus poemas, contos e fotos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 23h45
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Belezas de Lisboa
Um dia fui surpreendida pela visita do Luiz Miguel Correia a meu blog. Não o conheço, ele é de Portugal, mas aceitei o convite para visitar seus blogs. De vez em quando, passeio por eles. Agora, repasso o convite a você que acessa, vez ou outra, este meu blog. Vale a pena. Luiz Miguel faz fotos encantadoras e iluminadas de Lisboa. O céu de lá parece sempre muito azul, muito cristalino. Além das fotos, ele escreve muito bem. Clique aqui para apreciar as belezas lisboetas. Tenha um bom dia!
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h23
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Recordar é viver
Na minha infância, alguns seriados de TV marcaram muito. Entre eles, estão: Lassie, Flipper, Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Missão Impossível, a Feiticeira, Jeannie é um gênio, Zorro, ... Mas minha memória emotiva seleciona sempre Perdidos no Espaço. Era transmitido pela TV Record aos domingos à tarde. Não sei se antes ou depois da Jovem Guarda. Por isso, essa série tem um lugar especial em minhas lembranças. Outro dia, comprei a coleção da 1ª temporada.
Existe um site dedicado a esse seriado, mas que também tem informações sobre outros de igual sucesso.
Hoje, resgatei no Youtube a abertura com dublagem em português. Quer ver e ouvir? Clique na figura:

Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h06
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Tributos  
Hoje termina o período em que o brasileiro trabalha somente para pagar impostos. Todo dinheiro que ganhamos durante 146 dias do ano vai para os cofres públicos. A partir de amanhã, podemos contar mais cento e tantos dias para pagar serviços privados, como saúde, educação, seguros de vida, de carro etc, etc, etc. E CPMF e... Ufa!!! Por isso é que nunca dá! Somos bi, tri, tetratributados. Somos triturados, tripudiados...
Depois, existem pessoas com coragem de dizer que brasileiro é vagabundo!
Outro dia, foi anunciado um projeto do Governo Federal que propõe a redução das pensões pagas pela Previdência Social a viúvas. Pela proposta, quem tem filho receberá mais, quem não tem terá direito a uma pensão menor. Se a viúva for mais velha, seu benefício será maior do que aquela que tem menos idade. O projeto não faz ressalva em relação à condição física ou mesmo financeira da beneficiária. E se a pessoa mais nova tiver problemas de saúde e não puder trabalhar? E se não teve filhos por problemas de saúde? Não importa, será punida com a redução!
A questão é que os maridos certamente contribuíram com a Previdência sem qualquer dessas distinções. Quem não tinha filhos não pagou menos por isso.
E, na justificativa, aparece a comparação com o que ocorre em países chamados de primeiro mundo, como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Portugal, Espanha e França. Eu quase não acreditei quando li. Como ousam fazer tais comparações? Por acaso nesses países o cidadão tem que pagar duas vezes para ter direito a escola, saúde, segurança etc, etc, etc? Lá, a taxa tributária deve ser elevada, mas com certeza o cidadão não contribui e depois é obrigado a pagar plano de saúde para ter atendimento médico. Acredito que as escolas públicas funcionem, assim como as universidades.
Será que os contribuintes do chamado primeiro mundo têm suas contas saqueadas por uma tal Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) sem saber exatamente para onde esse dinheiro vai? Ou melhor: será que naqueles países uma contribuição dessas viraria permanente, independentemente da opinião da população? Será que os cidadãos daqueles países já não teriam se rebelado se o dinheiro deles saísse, com tanta facilidade, dos cofres públicos e fossem parar em cofres privados e escusos?
Olha, é madrugada e não estou com cabeça para continuar, mas minha indignação é enorme e insiste em não amainar! 
Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Aviso respaldado na Lei 9.610.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h10
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Músicas
''Mesmo quando o tempo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára'' (Paciência, de Lenine e Dudu Falcão).
Clique para ver e ouvir no Youtube o vídeo inserido por Vinilsons.
Depois de Vilarejo, cantada por Marisa Monte, que postei
um tempo atrás, Paciência é outra preciosidade. Parece uma oração.
Aproveite para ouvir também Tous les garçons et les files de mon âge, com Françoise Hardy. Também já postei, mas vale a pena repetir.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 19h18
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Fotografia
Veja uma foto da Eglise de la Sainte Marie Madeleine (Igreja de Santa Maria Madalena), na França. É uma fotografia de Y. J. Chen, dísponível no portal Domínio Público e cedida pelo Ministère des Affaires Étrangères. Clique aqui.
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h55
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Domínio público 
Já escrevi sobre o portal Domínio Público, desenvolvido pelo Governo Federal, mas tem gente que ainda não ouviu falar dele. Por isso, resolvi voltar a dar a dica.
Trata-se de uma biblioteca virtual que tem um acervo vasto, composto de obras em imagem, softwares educacionais, som, texto ou vídeo.
No campo das imagens, há mapas, fotografias, xilogravuras, iconografia, litografia, ilustração, recortes, pinturas e satélites.
Entre os sons, concentram-se blues, pop rock, jazz, música contemporânea, erudita, militar, natalina, erudita brasileira, rádio escola e escola Brasil.
No campo dos textos, há diversas áreas: administração, arquitetura, agronomia, artes, astronomia, biologia, ciências da computação, ciência política, ciência da informação, da saúde, sociais e econômicas, comunicação, documentos do Conselho Nacional de Educação, direito, economia, educação, farmácia, filosofia, literatura, medicina, psicologia e muito, muito mais.
Em vídeos, há passeios virtuais, documentários e DVD escola.
É possível acessar música erudita brasileira, obras de Machado de Assis, obras de William Shakespeare traduzidas para o português, teses e dissertações digitalizadas pela Capes, poesias de Fernando Pessoa, vídeos da TV Escola, literatura infantil em português, A Divina Comédia (de Dante Alighieri) em português, publicações sobre educação, obras de Joaquim Nabuco e hinos brasileiros (coral e instrumental), entre muitas outras coisas.
Além de consultar, é possível também participar do projeto como voluntário, traduzindo para o português uma obra que caiu em domínio público, ou digitalizando. Um autor também pode ceder os direitos autorais de sua obra e colocá-la à disposição no site. Bom já falei demais. Agora, acesse e bom divertimento: domínio público. 
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h27
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Meu violão
''Mas não tem nada não/ tenho o meu violão''. Vinícius de Moraes tinha razão, quando escreveu esses versos para sua canção Cotidiano 2, que compôs com Toquinho. Na mesma linha seguiu Caetano Veloso, quando celebrou em Tigresa: ''Como é bom poder tocar um instrumento''.
Neste final de domingo, só posso concordar. Passei boa parte do dia tocando meu violão, um Giannini modelo AWN 21 que ganhei em 1980. Aprendi a tocar com Paulo Damasceno, num curso que ele dava no Sesc, ainda na Avenida Conselheiro Nébias, 309, no prédio onde já há algum tempo funciona somente o Senac. Paulinho era um cantor e tanto, e professor também, mas morreu precocemente em 1996.
Já em 1982, tive reforço de teoria com o Mia (Élvio Duque), um baixista do grupo instrumental Manvantara (formado também pelo Bill, o Biela e o Gilberto). A última notícia que soube do Mia foi que estava regendo uma orquestra infantil em Cuiabá. Ou era Campo Grande? Tenho saudades desse tempo em que tinha coragem de apresentar minhas composições em festivais de música. Ficava muito nervosa e depois chorava. Parei de me apresentar em público. (Mas me arrependo).
Agora toco apenas em casa, mais precisamente no meu quarto, mas adoro tocar e cantar. De vez em quando componho. Mas só mostro para meu computador. Quem canta seus males espanta!, há muito diz o sábio povo. E vox populi, vox Dei!
Categoria: Meus artigos
Escrito por Lídia Maria de Melo às 20h19
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"Luar"
''O luar/ Do luar não há mais nada a dizer/ A não ser/ Que a gente precisa ver o luar/ Que a gente precisa ver para crer/ Diz o dito popular/ Uma vez que é feito só para ser visto/ Se a gente não vê, não há/ Se a noite inventa a escuridão/ A luz inventa o luar/ O olho da vida inventa a visão/ Doce clarão sobre o mar/ Já que existe lua/ Vai-se para rua ver/ Crer e testemunhar/ O luar/ Do luar só interessa saber/ Onde está/ Que a gente precisa ver o luar'' (Autor: Gilberto Gil - Quando: 1981)
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No último sábado, eu dirigia pelas avenidas que margeiam as praias de Santos, quando uma lua surpreendente me prendeu o olhar. O rádio do carro estava ligado na Antena Um. No mesmo instante, começou a tocar Luar, de Gilberto Gil. Acho que o pessoal da rádio também viu a lua e lembrou da música surgida da mente brilhante do Gil.
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Não pude deixar de me lembrar de outro luar magnífico. Foi em 1983, na Ilha de Itaparica, Bahia. A lua nasceu gigantesca para os lados de Salvador. Tão alaranjada, tão enorme, emergindo do mar, que me assustei: 'O que é aquilo?!' Parecia o sol. Um gigantesco sol noturno. Nunca mais vi a lua tão de perto!
Categoria: Citação
Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h52
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Salva do apedrejamento

Reprodução da capa do livro e Foto do site www.laurabogliolo.it/safiya.gif
Estou lendo o livro Eu, Safiya _ A História da Nigeriana que Sensibilizou o Mundo, escrito pelo jornalista italiano Raffaele Masto, especializado em reportagens sobre a África.
Safiya Hussaini Tugar Tudu é a nigeriana, da aldeia Tungar Tudu, que foi condenada a morrer por apedrejamento, com base na lei islâmica denominada Sharia, por ter tido uma filha sem ser casada.
Ela já havia passado por quatro casamentos. Três deles terminados em repúdio, ou seja, fora rejeitada pelos maridos, a pior humilhação para uma mulher islâmica. Somente em um, pedira o divórcio.
Mãe de seis filhos, dois deles mortos por catapora, ela vivia na casa dos pais com uma filha, já que as outras três crianças estavam sob a guarda dos pais. Tinha 34 anos quando foi seduzida por um primo distante, que não assumiu sua sétima gravidez e a renegou publicamente. Resultado, foi denunciada pelo próprio irmão e condenada à morte por apedrejamento em 2001.
O caso de Safiya ganhou o mundo e tornou-se uma batalha política. Ela acabou salva a um passo da morte.
O livro é narrado em primeira pessoa e traz detalhes dos costumes islâmicos, principalmente no que se refere às mulheres, num mundo marcado pela aridez e as peculiaridades da savana.
Uma história fascinante de bravura e coragem.
Para saber mais sobre a saga de Safiya, leia o livro ou acesse o site Domínio Feminino
Outros casos de condenação por apedrejamento em países africanos podem ser conhecidos no site Quatro Cantos .
Categoria: Língua Portuguesa e Literatura
Escrito por Lídia Maria de Melo às 22h55
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