''Só erra quem produz. Mas só produz quem não tem medo de errar. As massas humanas mais perigosas são aquelas em cujas veias foi injetado o veneno do medo. Do medo da mudança''
(autor: Octávio Paz, poeta, escritor e diplomata mexicano, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1990)
Eram cerca de 21 horas. Eu estava na Redação do jornal, no Centro de Santos, quando senti a bancada de computadores tremer. A impressão era de que alguém estivesse se balançando e fazendo a bancada se balançar também. Olhei para o repórter sentado em frente. Estava quieto. Procurei outra pessoa que estivesse sentado ao lado dele. Não havia ninguém. O balanço continuou por segundos. Até que, em outra bancada, outro repórter gritou: ''O prédio balançou, vocês sentiram?''.
Desse instante em diante, os telefones não pararam de tocar. Eram leitores relatando que sentiram seus apartamentos ou casas tremerem, objetos se moverem, trepidarem ou tilintarem. Eram pessoas de todas as cidades da Baixada Santista. Imediatamente, pensamos que fosse reflexo de algum terremoto em outro país da América do Sul. Normalmente, sentimos os reflexos.
Não demorou para termos as informações precisas. O tremor fora sentido em todo o Litoral Paulista, na cidade de São Paulo, no interior do Estado, no Rio de Janeiro, no Sul de Minas Gerais, no Paraná e em Santa Catarina.
O epicentro se deu bem perto de nós, no Oceano Atlântico, a 215 quilômetros da costa de São Vicente, e mediu 5,2 graus na escala Richter, que chega até 8 graus. Foi o maior terremoto do Estado de São Paulo desde 1920.
Por sorte, não houve feridos, nem desabamentos. Especialistas disseram que não havia também risco de uma tsunami (onda gigante).
Muita gente passou a se perguntar se não seria reflexo das escavações marítimas para exploração de gás e petróleo na Bacia de Santos. Não sabemos ainda. O certo é que recentemente o Ibama queria que fosse interrompida a prospecção, porque havia relação entre as ondas sonoras emitidas por essas escavações e a morte e desorientação de baleias e outros animais marinhos, que estavam se perdendo e chegando à costa da Baixada Santista.
A edição do jornal teve que ser mudada às pressas. Fechamos por volta da 1h15 da manhã.
E você, se assustou? Conte como foi, deixando um comentário.
Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog em qualquer meio de comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Esta advertência está amparada pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Ultimamente não tenho escrito poemas. Houve épocas mais produtivas nesse gênero.
Em 15 de abril de 1992, escrevi este abaixo:
Solo de clarineta
(Lídia Maria de Melo)
Para mim, bastava
teu solo de clarineta
na praia brava do Norte,
no berço morno da noite,
terça de Carnaval.
Bastava,
como um carinho,
que as notas mansas
me percorressem,
me enovelassem
de emoção.
E a carruagem transcenderia
os encantos da grande hora
e eu, princesa, não ficaria,
como no conto,
com o pé desnudo,
como em meu sonho,
símbolo mudo que se repete,
buscando em vão.
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Enquanto todo mundo comenta (inclusive eu) o papel da imprensa na cobertura da morte da menina Isabella, enquanto todo mundo quer saber quem é o autor do crime, há quem consiga fazer outro tipo de reflexão. Leia:
''Para Isabella"
(Príncipe Égler)
Nós, os chamados adultos, desejamos ensinar tudo às crianças, principalmente quando elas começam pronunciar as primeiras frases, não nos cansamos de repetir as palavras, a fim de que elas aprendam a falar de forma que julgamos ser a exata.
Nós lhes ensinamos as letras, os algarismos, as maravilhas das cores, viajamos com elas nos contos dos livros, auxiliando-as a descobrir as maravilhas do mundo e da existência humana.
Afinal, somos mais tarimbados porque já vivemos vários anos a mais do que elas. Mas existem verdadeiras lições com muita propriedade e sabedoria que esses seres nos ensinam, todos os instantes, em todos os dias.
Se uma criança se machuca, ela não se importa se é um pequeno ou grande o machucado, imediatamente ela chora e procura o remédio no colo da mãe, do pai. Chorando, ela informa que aquilo está sofrendo. Buscando o conforto, ela deseja ser acarinhada, auxiliada. Isso sem dúvida serve de lição para gente grande: "Você não precisa agüentar a dor sem chorar".
A criança nos grita todos os dias, que é muito bom viver, que o mundo apesar das desigualdades é belo e que não há limites para o sonho, para a fantasia em nossa imaginação.
Ela nos afirma, com suas manias, caras e bocas, que podemos sim sonhar, sem perder a esperança num mundo melhor, que apesar de sofrer os contra-golpes da vida não podemos cair no desânimo, na fúria louca da vida moderna.Enfim, a criança nos ensina que a esperança precisa ser como a estrela que brilha diante dos nossos olhos, a ter a certeza de que depois de uma atribulação o sol despertará e o amanhã virá com um brilho do novo, trazendo oportunidades daquilo que existe para ser conquistado...
A criança nos mostra que necessita ter alegria pura e plena, que muitas vezes nós, os chamados adultos, não permitimos que elas desfrutem.
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Ontem, terça-feira, escrevi no Papo com Editor, no site de A Tribuna Digital, um comentário sobre as falhas na prestação de serviço de telefonia, TV a cabo, internet banda larga. Leia abaixo, com os comentários que foram postados.
Terça-Feira, 15 de Abril de 2008, 08:56
Falhas das operadoras devem ter reembolso automático
Lídia Maria de Melo Editora de Local
Outro dia, cheguei em casa e, ao ligar o computador para ler e responder a meus e-mails, percebi que a internet banda larga estava sem conexão. A televisão também não sintonizava nenhum canal a cabo. Em vez de imagens, havia somente uma tela azul.
Telefonei para a prestadora de serviço, mas uma gravação informava que o atendimento encerrara-se à meia-noite. Se desejasse mais informações, poderia acessar a internet. Como a minha estava fora do ar, a quem poderia recorrer?
Fui salva por uma conexão discada que ainda mantenho e havia muito não utilizava. Parecia um retrocesso ter que ouvir de novo o som da conexão telefônica e ainda ser obrigada a pagar duplamente por um mesmo serviço (a ligação telefônica e a banda larga que não funcionava).
No dia seguinte, telefonei para a operadora, na tentativa de pedir o ressarcimento proporcional pelo tempo em que o serviço ficou interrompido. Utilizei o número que consta no boleto mensal, mesmo sabendo que a ligação não é gratuita.
O funcionário que me atendeu manteve-me na linha por 15 minutos aproximadamente, sempre me pedindo para aguardar enquanto efetuava os cálculos para a devolução. Como ele não chegava ao resultado das contas, meu tempo se perdia e meu gasto telefônico aumentava.
No final dos 15 minutos, quando reclamei da demora, ele me pediu para ligar mais tarde: ‘‘O sistema caiu, senhora’’.
Indignada, solicitei um outro número gratuito, do tipo 0800. Ele forneceu, mas não quis informar seu nome completo. Desliguei, decidida a recorrer ao órgão do consumidor. Não tomei essa providência, por falta de tempo, mas me senti várias vezes lesada: paguei, mas fiquei sem o serviço de TV a cabo; não pude utilizar a internet banda larga, também paga; perdi tempo; tive que arcar com os gastos de uma ligação telefônica inútil de 15 minutos; paguei pelo período que usei a internet discada; e não obtive nenhum desconto em troca do serviço não-prestado da TV a cabo e da conexão banda larga.
Acho que muitos leitores já enfrentaram situações semelhantes a essa. Por isso, é muito bem-vindo o Projeto de Lei nº 591/2007, do senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), que determina abatimento de valor proporcional ao tempo de serviço não-prestado nas áreas de telefonia, TV por assinatura e internet, sem que o usuário tenha que solicitar. Se houver uma falha técnica, a empresa já deverá aplicar o abatimento nas mensalidades dos usuários, conforme explica matéria publicada na edição impressa do jornal A Tribuna desta terça-feira.
Atualmente, o usuário tem que pedir o desconto, mas nem sempre é atendido. Apesar da Lei de Concessão do Serviço Público e da Lei Geral de Telecomunicações, as prestadoras de serviço ainda agem a seu bel-prazer. E o prejuízo é sempre do consumidor. Com o projeto de Crivella, os ventos devem mudar de direção.
Hélio Amarante
O sistema de leis que permite as estas empresas usufruírem do serviço publico em concessão é muito benemerente, pois fazem o que querem bricam com o consumidor, enfim parece que não estão nem aí , não é só o sistema de internet, o sistema de telefonia parece piada. Se não forem tomadas providências quanto a estes espertos ficaremos sempre reféns destes serviços. E não adianta trocar, a porcaria de serviço continua a mesma, voltemos à idade da pedra, tempo bom era só fazer o sinal de fumaça.
Carlos Gama
Lidia, bom dia! Excelente e oportuníssima a matéria sobre os "reféns" das concessionárias de serviços de telecomunicação. Somos reféns, porque o governo "lavou as mãos" (eximiu-se de responsabilidade) transferindo para os cabides de emprego chamados de "agências" as decisões sobre esses desserviços. As operadoras, acobertadas, não dão um mínimo de atenção ao usuário e é muito difícil comprovar a ineficiência do serviço para, então, poder cobrar o que é de direito na justiça assoberbada e morosa. Já que você abordou de forma clara e concisa toda a maratona (corredor polonês) que nós, os consumidores, vivemos, eu gostaria de lembrar a possibilidade de estar ocorrendo uma nova situação neste mercado, que está nas mãos de dois ou três "grupos": As velocidades de navegação vêm aumentando aceleradamente e os usuários antigos, cuja velocidade anda geralmente muito aquém do contratado, têm a quase certeza de que estão sendo acuados para assinarem novos contratos.
Marcelo
Lídia, vale lembrar que quando o senhor FHC promoveu a privatização da telefonia a promessa era de melhorar os serviços. Mas o que ocorreu foi que tomaram nosso telefone (eu havia comprado uma linha antes da privatização, a Telefônica a tomou de mim e passou a cobrar uma taxa por ela), os serviços pioraram e não temos sequer a quem reclamar. Vamos ver se desta vez com esse projeto os congressistas votam a favor do povo, pra variar.
Fabiana Honorato
Oi Lídia! Que oportuna essa matéria e o seu comentário. Acessei a internet agora justamente para sugerir uma pauta sobre esse absurdo. Sou cliente da NET e, por isso, refém três vezes: do telefone, da conexão e da TV a cabo. Não é raro ficarmos sem o sinal dos canais pagos pelo menos duas vezes ao mês, enquanto a tela exibe: manutenção temporária ou algo parecido. Já o telefone é um pouco mais complicado. Mas não importa o quanto seja irritante, temos que perturbar o serviço de atendimento ao cliente e, se necessário, apelar para os órgãos de defesa do consumidor. Está na hora de entendermos que a relação com o consumidor precisa de muito mais do que as entusiasmadas mensagens gravadas por simpáticas vozes femininas.
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Um poeminha. Dentre tantos que já fiz, este é um dos que menos gosto, mas é oportuno. Escrevi em 18 de setembro de 1983.
Castração
(Lídia Maria de Melo)
O medo
é uma faca
rompendo
o magnetismo fluente,
resumindo
os olhares.
Uma faca
cravada
no sonho.
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A vida me absorveu de uma maneira tão boa na última semana, que não tive tempo de escrever aqui. Mas foi por uma boa causa: viver!
Enquanto não coloco textos novos, vocês podem ir explorando os antigos e os links que coloquei do lado esquerdo.
Só para não parecer pouco caso ou displicência com a minha meia dúzia de leitores (agradeço os comentários que o pessoal tem deixado), vou publicar abaixo o comentário que escrevi para a coluna Papo com Editores, de A Tribuna Digital, sobre o Fator Previdenciário utilizado para calcular a aposentadoria. Na semana que acabou, o Senado aprovou o seu fim. Mas a Câmara dos Deputados ainda deve apreciar o projeto de novo. Leia:
Sexta-Feira, 11 de Abril de 2008
Fio de Esperança contra o Fator Previdenciário
Lídia Maria de Melo (Editora de Local)
Em dezembro passado, escrevi neste espaço sobre o impacto negativo que o anúncio do aumento da expectativa de vida no Brasil causava no valor das novas aposentadorias.
Hoje, volto ao assunto com um fio de esperança. O Senado aprovou projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), que extingue o Fator Previdenciário, criado em 1999 pelo então presidente FHC e mantido nos dois governos Lula.
Se entrasse em vigor agora, voltaria a valer o cálculo de aposentadoria com base nos últimos 36 salários de contribuição à Previdência. Nesse caso, por exemplo, um homem de 54 anos, que ganha cerca de R$ 4 mil mensais e tenha contribuído por 35 anos (15 pelo teto),receberia de aposentadoria em torno de R$ 2.800,00. Atualmente, por essas mesmas referências, com o Fator Previdenciário, seu benefício não passa de R$ 1.600,00.
É prudente, no entanto, não festejar antes do tempo. O projeto de lei vai ser submetido, de novo, ao crivo da Câmara Federal, porque o Senado acrescentou emendas ao texto.
Mesmo que a bancada governista seja derrotada e o projeto passe, a sanção da lei está nas mãos do presidente Lula. É pública e notória sua intenção de vetar a mudança, sob alegação de que a Previdência não suportaria as despesas. Até parece que os rombos nos cofres da Previdência são fruto das aposentadorias!
Nossa única chance é o poder de pressão, a exemplo do que faz muito bem o povo argentino. O presidente sabe que o desgaste político em um ano eleitoral será impactante.
De qualquer modo, é bom lembrar, principalmente, aos que estão com o pedido de aposentadoria em andamento ou em vias de ser efetuado: convém esperar. Não é justo ter sido surpreendido com as mudanças das regras, em 1999, na reta final do jogo e, agora, perder a oportunidade de se beneficiar com a retomada das condutas anteriores.
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Ser acusada por um ato que não cometi é uma das situações que mais temo na vida. Por isso, me policio constantemente, para não atribuir a alguém a autoria de uma ação, quando não tenho certeza.
Se o pai da menina Isabella, que caiu (ou foi jogada) do sexto andar de um prédio em São Paulo, não for o responsável pela morte da filha, como ele diz, imagino o sofrimento a que está sendo submetido. Perder um filho já causa uma dor infinita. E nessas circunstâncias, deve ser mil vezes pior. Ele não pode sofrer pela morte da menina, porque está preocupado em se defender.
Ele até pode ser o responsável. Se for, que seja julgado e pague pelo que cometeu. E se não for?
E se, ao ficar sozinha no apartamento, Isabella acordou, chamou pelo pai e, apavorada, ao ver que ninguém estava lá, procurou uma tesoura, cortou a rede e se lançou? Uma hipótese absurda? Nunca duvidem da capacidade de uma criança.
Há cerca de dois ou três anos, em um bairro nobre de Santos, uma criança de 6 acordou no meio da noite e se viu sozinha. A irmã, que tomava conta dela, saira com o namorado. O menino foi para a área de serviço e tentou sair pela janela. Também estava em um andar alto, mas deve ter suposto que conseguiria escalar. Criança não é capaz de avaliar todos os riscos a que se submete. O menino despencou no pátio do edifício, para desespero da mãe, que só chegou horas depois, porque estava em outra cidade.
Não disponho de dados para avaliar o que realmente ocorreu com Isabella. Mas não me sai da cabeça que ela pode ter se apavorado ao se ver sozinha no apartamento. Nesse caso, o pai e a madrasta podem ser acusados de negligência, mas não por assassinato.
Posso estar escrevendo uma porção de bobagens, mesmo assim, como jornalista, por lembrar de outros casos em que houve injustiças em relação a suspeitos (depois, comprovadamente inocentes), acredito que é preciso cautela. Julgar é fácil. Mas o difícil é conseguir ser justo.
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Há pessoas que rejeitam os sites de relacionamentos ou blogs, com receio de situações perigosas. Elas estão certas em alguns aspectos. É preciso mesmo cuidado: há assuntos e informações que não devem ser expostos na rede.
Mas existem também os fatores positivos. Outro dia, por exemplo, recebi uma mensagem de um ex-namorado que não vejo desde a adolescência. Adorei! É sinal de que restou ao menos uma boa lembrança, um carinho especial.
Ontem, chegou uma outra mensagem, que fez meus olhos marejarem. Foi escrita, na Espanha, por um rapaz que deve estar mais ou menos com 30 anos e que tinha entre 10 e 12 quando me conheceu aqui no Brasil. Foi meu aluno na 5ª série do Ensino Fundamental, em escola da rede pública estadual, em Guarujá. Eu dava aula de Língua Portuguesa e Literatura. Ele se encantava com os livros que eu indicava, com meus comentários, com minhas análises, com minhas aulas. Cheguei a emprestar livro meu para ele. Não satisfeito, ele mandava cartas para os escritores e me elogiava para eles.
A mensagem dele me comprova que alguma coisa valeu a pena. Fernando Pessoa tinha razão.
Abaixo, reproduzo o texto, sem citar o nome dele, porque não pedi autorização:
''Eu nem acreditei, quando encontrei o seu nome aqui no orkut. Fiquei superfeliz, uma sensaçäo de alegria muito grande, afinal, você foi uma das minhas grandes formadoras, lembra? Que bacana... E pensar que, muitas vezes, acabo sempre citando você como uma das melhores professoras que tive. Um beijo muito grande! Saudades!''
Quando li, minha alma sorriu.
Acho que também vale repetir o meu poema incluído no terceiro post abaixo:
Destino
(Lídia Maria de Melo)
Não sou eu quem decide a palavra.
O meu tema
é a vida quem dá.
Não tenho domínios
sobre os deuses.
O acaso das esquinas
não usa relógio
e é pontual.
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