Gilberto Gil pediu demissão do cargo de ministro da Cultura do Brasil. Quer voltar a ser músico. Fez a coisa certa. Vai ver começou a sentir falta do ócio necessário para a criação. Quando ele foi vereador em Salvador, anos atrás, reclamou de que estava sem tempo ocioso para compor. Nós _ que apreciamos suas músicas, seu alto astral artístico, sua criatividade _ agradecemos pela decisão.
''Cores vivas/ eu penso em nós/ pobres mortais...''
''Subo neste palco/ minha alma cheira a talco/ como bumbum de bebê...''
''Drão/ O amor da gente é como um grão/uma semente de ilusão/ tem que morrer para germinar...''
''Quem sabe/ o super-homem venha me restituir a glória/ mudando como um deus/ o curso da história/ por causa da mulher ''
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Requinte. Gosto dessa palavra e de seus derivados. Combinam com vinho, seda, cetim, taça de cristal, porcelana, pérola, tom pastel, delicadeza de gestos, carinho, elegância, sutileza, silêncio, inteligência, respeito, justiça, educação, gentileza...
Gosto de gente que faz aflorar em mim os sentimentos nobres, o meu sorriso, que por si só sempre foi solto e largo.
Sou como um espelho. Reflito.
Se bem me tratam, retribuo com meus melhores gestos.
Se me recebem com modos ácidos, meu lado sombrio desperta. Não tenho vocação para, nesse aspecto, seguir os ensinamentos do filho do criador, que ofereceu a outra face a quem o agrediu.
Meu sangue tem mistura de diversas etnias. Resultou na fórmula que o faz ferver de vez em quando. O antídoto para essa fervura se chama gentileza. Com fino trato, sou doce, seda, cetim, algodão...
Mas essa gentileza não pode andar de mãos dadas com falsidade, dissimulação. Nesse caso, meu radar começa a girar e põe meu sexto sentido em alerta total. Mesmo a quilômetros de distância, ele capta os maus fluidos ocultos, disfarçados, as artimanhas. É nessa hora que meu anjo da guarda entra em ação: me envolve numa redoma, que tem a força de uma armadura, e eu começo a ler pensamentos e até ouvi-los. Tudo para me proteger e eu continuar sorrindo, dormindo com tranqüilidade, me mantendo íntegra e fiel a meus princípios, sem precisar agredir nem a mim, nem a ninguém.
Meu anjo da guarda tem maneiras requintadas de me pôr a salvo das mazelas.
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* Meu Nome _ Encontrei meu nome gravado em pedra-sabão nas ladeiras de Ouro Preto. Lídia é um nome bíblico, mas o meu nome é herança de uma tia-avó, irmã de minha avó paterna. Caiu como uma luva em mim. A Lídia da Bíblia é citada em Atos16:11 (lê-se Atos _ que é o nome do livro _, capítulo 16, versículo 11). Por intermédio do apóstolo Paulo, foi a primeira mulher a se converter ao cristianismo entre 51 e 53 d.C.. Moradora de Tiatira, cidade da Macedônia, ela vendia púrpura, substância utilizada para tingir tecidos. Canonizada em 1607, tornou-se santa protetora dos tintureiros (profissão hoje em extinção) e seu dia é celebrado em 3 de agosto. Sua casa virou uma espécie de centro comunitário, onde os convertidos passaram a se reunir. É considerada a primeira igreja católica do velho mundo. Lídia era também uma região da Ásia Menor, que foi conquistada pelo rei Dario. Há quem diga que o significado do nome évida.No Brasil, houve uma outra Lídia não muito conhecida, mas que merece ser citada. Sua história será narrada no filme A Cangaceira, de Iziane Mascarenhas. Fiel às suas convicções, essa Lídia traiu o marido e morreu por amor (e para não ser dominada).
** Batman _ O novo filme do homem-morcego (Batman- Cavaleiro das Trevas) deveria se chamar Coringa. Quem é que fala do protagonista? Quem rouba a cena é Heath Ledger. Pena que tenha morrido tão cedo. Era um excelente ator. Sou fã dele desde que assisti a O Segredo de Brokeback Mountain.
** Vento Noroeste _ Desde criança, nem preciso levantar da cama para saber de que direção o vento sopra. Se portas e janelas batem demais e sempre do lado inverso, se minha cabeça gira, assim que levanta do travesseiro, se meu corpo parece que se avoluma, se as articulações doem, se sinto uma indisposição sem tamanho e fico irritada à toa, já sei: é noroeste! E é prenúncio de chuva perto. Só basta que o vento comece a soprar do sul. Nada disso tem comprovação científica, é só intuição e anos de percepção e observação.
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Não foi à toa que tantos poetas, a exemplo de Vicente de Carvalho, Narciso de Andrade e Roldão Mendes Rosa, escolheram o mar como tema para seus versos.
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O efeito de uma foto depende muito da luz. A mesma paisagem pode ser eternizada com diferentes matizes, conforme o uso do flash. Não sou especialista no assunto. Não conheço técnica fotográfica. Dou meus cliques por intuição, porque gosto. Olho para um lugar e vejo a possibilidade de uma boa foto. Talvez o faro e a experiência jornalística me ajudem nisso. Como repórter e editora, sempre trabalhei com profissionais da fotografia ao lado. Também sei apreciar uma boa e bela foto. Esses aspectos devem ajudar. O fato é que já descobri que a mesma paisagem pode dar origem a fotos diferentes, dependendo do uso do flash. Fiz uma ontem na Praia das Astúrias, em Guarujá, contra a luz do sol. Desliguei o flash e o efeito foi esse (acima), de prata no mar.
Uma outra foto, feita com flash, mostra a cor vermelha dos barcos e o dia claro de sol.
Na foto sem flash (acima), é possível perceber a silhueta das gaivotas perto dos barcos de pesca. Já nesta outra (abaixo), com o flash ligado e o zoom acionado, peguei as gaivotas no mesmo local. O flash tirou o efeito do contraluz e da penumbra.
Garças no Mar (Foto de Lídia Maria de Melo)
A cor do céu era esta (abaixo), mas neste caso, embora o flash estivesse desligado, não fiz contra a luz. O sol a favor permitiu que as cores reais fossem registradas.
Azul do Céu (Foto de Lídia Maria de Melo)
BEIJA-FLOR
Hoje, pela manhã, fiquei frente a frente com um beija-flor no terraço da minha sala. Ele parou no ar, batendo rápido as asas, e eu lamentei não estar com a máquina na mão. Era lindo. Nas cores das penas dele, predominavam o azul e o verde. Talvez ele quisesse vasculhar as plantas do terraço em busca de néctar. Como se deparou comigo, estacionou no ar e depois deu um vôo planado em direção ao arvoredo em frente. Fiquei boquiberta. Não foi a primeira vez, mas sempre me encanto.
Às vezes, os recados de Deus chegam dessa maneira.
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Em 2006, participei do concurso de contos que a Unicamp fez para comemorar seus 40 anos de fundação. Quase 700 autores do País participaram. A comissão julgadora escolheu 40 para publicar uma antologia. Meu contoComo Um Poeta foi um dos selecionados. No final de 2007, a Editora da Unicamp lançou a antologiaContos _ Unicamp Ano 40, com 38 dos 40 selecionados. Acho que dois não puderam ser publicados por descumprimento do regulamento do concurso. Hoje, decidi publicar aqui o meu conto, para que mais pessoas possam lê-lo:
Como um poeta
(Lídia Maria de Melo)
Zefa é mesmo que um poeta. Finge. Usa calça jeans e blusa de cambraia com flores miúdas bordadas na gola. Tem ares de freira, mas fuma. Quando a vejo na rua ou no supermercado escolhendo produtos para abastecer a despensa da família, imagino que poderia ser casada com um senhor de meia-idade, um pouco mais velho que ela, barriguinha saliente sob a camisa de listras suaves e verticais, mantidas por dentro da calça de tergal. Um homem de óculos, meio calvo combinaria com ela. Se tivesse sotaque português, também. Se trabalhasse como caixa de banco, dono de açougue ou até mesmo fosse portuário, desses bem orgulhosos de seu ofício. Aposentado, talvez, ou já na contagem do tempo para entrar com o pedido na Previdência Social. Educado, a ponto de ceder o lugar às senhoras na condução...
Zefa merecia um companheiro distinto.
Quando ela abre a porta de seu apartamento térreo, cumprimenta a vizinhança com um sorriso e uma voz meiga de simpatia, para todo mundo pensar que não é com ela que o marido grita, não é ela que ele xinga e nem é nela que ele só falta bater. Se é que não bate, porque ela se cala e ninguém ouve nem vê, embora o corredor central que separa os dois prédios do condomínio facilite a subida dosom para todos os lados.
Zefa deve ter mesmo, sem saber, uma personalidade de poeta, de atriz, que dissimula e convence. Aqueles impropérios expostos, a ferir a dignidade até dos homens dos apartamentos de lado, de cima e de frente, não podem ser mesmo com ela. Aquele ser atingido por vômitos de expressões desprezíveis, como ‘‘monte de bosta’’, ‘‘imbecil’’, ‘‘safada’’, não é ela, aquela mulher de mais de meia-idade, com varizes nas pernas, óculos de grau, fala de interior, que zela pela limpeza da casa, oferece café para a faxineira do prédio e préstimos a quem precisa de ajuda. Uma manhã de segunda-feira, ela atendeu pelo interfone um pedinte, com a mesma delicadeza com que trata o carteiro, o coletor de lixo, o filho e esse que deve ser seu marido, mas a destrata tanto que é como se não fosse.
Toda vez que acordo sobressaltada com os xingamentos vociferados por aquele homem alto, vermelho e olhar indecente, que ela chama de Gaúcho e que é mais gentil com a faxineira do que com a mãe do filho dele, fico a me perguntar por que ela suporta tamanha humilhação. Será que guarda algum segredo tão incontável que a faça submeter-se àquela autoflagelação?
As vidraças de suas janelas brilham, o piso reflete a limpeza e os quadros ornamentam com harmonia as paredes de sua sala, entrevistas pela cortina semi-aberta. E em troca da presteza de seus gestos, ela ouve invariavelmente todos os dias, às vezes de manhã, ao meio-dia, à tarde, à noite ou de madrugada, ofensas, insultos, descalabros, que incluem um sonoro e escandido: _ Vá tomar no seu cu.
Como se ela fosse um moleque com quem aquele ser que nem ouso chamar de homem disputasse uma partida de futebol, num campo de várzea.
Um amigo, com quem desabafei sobre essa estranha relação, supôs que deve ser o jeito que ambos encontraram para manter o estado de gozo. Achei cínica demais a interpretação. Mas não disponho de um refinamento capaz de me fazer entender. Será que ela inclui entre as suas obrigações a entrega de seu corpo àquele que nem posso, injustamente, classificar como animal?
Um dia desses, ele a enxotou de casa, esbravejando que tudo que estava ali era dele. Chamou-a de burra, de animal, de idiota, de imbecil (sua ofensa preferida, ao lado de ‘‘monte de bosta’’ e ‘‘vá tomar no seu cu’’). Dessa vez, não gritava. Parecia atirar cacos de vidro pela boca, na direção da mulher. Cada insulto era uma faca cravada, com o sangue escorrendo lívido, quente e cru. Uma crueldade mordaz. A cadela que eles tinham e morreu no mês de setembro recebia melhor tratamento. Depois de uns 15 minutos, que levaram quase toda a vizinhança à janela para espiar e ver se daquela vez Zefa reagia e consumava uma tragédia, mais do que previsível, ela abriu a porta, arrumada com seu jeito simples, mas de cabelo lavado, banhada, recendendo um cheiro de talco ou colônia comprada por catálogo em domicílio.Exibia uma dignidade esculpida pra nunca mais apagar. Lá dentro ele ainda berrava: ‘‘Vai sua ordinária, o banco já vai fechar. Imbecil! Sua burra! Vagabunda! Su-a va-di-a!’’
Não era nada com ela, que passou por mim, perto do portão de entrada, me olhou, sorriu e desejou boa tarde.
Do alto de minha indignação, ainda pude chegar perto da porta do apartamento deles a tempo de ver o tal marido dela sorrir para a faxineira do prédio e perguntar em voz baixa e gentil: _ Precisa de ajuda?
Quase regurgitei o almoço. E uma dúvida tomou conta do resto do meu dia e ainda me atormenta toda vez que a cena de insultos se repete. O que terá havido na vida dessa mulher que a fez perder o
brio, a auto-estima?
Não sei a resposta, mas, com a mesma regularidade com que ouve esses desacatos, ela diariamente se levanta, abre a porta da rua, cumprimenta os vizinhos e vai comprar pão e leite, carne para o almoço e o lanche da tarde.Também sai para ir ao banco, pôr o saco de lixo na rua e conversar no portão de entrada do prédio.
Zefa parece seguir, do jeito que lhe ensinaram, o ritual da gentileza, da servidão, da submissão. Da obediência. Toda a vizinhança, inclusive eu, está aguardando o dia em que acontecerá uma desgraça, no caso dela voltar a si e resolver vingar tudo o que tem reprimido. Mas o sangue de Zefa não ferve. Talvez seja de barata. Ou de um verme. Não vibra, nem se exalta. Não reage. Não entra em combustão, como se não houvesse mais jeito. E ele não pára nunca, porque sabe que jamais se livrará dela.
Zefa não se rebela, cumpre a sina. Parece as pontas dos dedos veteranos de um tocador de viola. Já criou calo. Não sente mais dor.
Atenção:
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Triste berrante fez parte da trilha sonora da novela Pantanal, escrita por Benedito Ruy Barbosa, com direção do Jayme Monjardim, Carlos Magalhães, Marcelo de Barreto e Roberto Naar, e apresentada na extinta TV Manchete em 1990 e reapresentada anos depois. Agora, desde junho, está sendo exibida pelo SBT.
A música é de autoria de Adauto Santos, cantor e compositor falecido em 1999. Veja biografia aqui.
Um vídeo postado no YouTube por Wilson 148841 permite que se ouça uma apresentação feita na TV Cultura. Os sons dos instrumentos não se sobressaem, mas a voz de Adauto é clara e firme. Uma bela canção. Ouça:
Mais uma marquise desabou em Santos. O acidente ocorreu ontem, por volta das 21 horas, no Edifício Caiçara, localizado no Boqueirão, bairro nobre da Cidade, próximo à praia. No local, funciona a lanchonete Presidente, bastante freqüentada em dias de calor. Por sorte, ontem estava frio e a lanchonete, vazia. Ninguém se feriu, nem morreu. Publiquei no jornal A Tribuna um comentário (abaixo) sobre esse problema enfrentado em Santos, devido à falta de manutenção das edificações.
Quarta-Feira, 2 de Julho de 2008, 07:18
Um desafio a autoridades
Da Redação
Análise de Lídia Maria de Melo
Não é de hoje que as condições estruturais de edificações causam preocupação na Cidade. Em fevereiro de 2001, quando a marquise de um prédio da Praça Independência, no Gonzaga, desabou, matando uma pessoa, o assunto passou a ser discutido com mais rigor.
Em dezembro daquele ano, a Câmara aprovou a Lei 441, de autoria do Executivo. Desde então, responsáveis por imóveis são obrigados a providenciar laudos técnicos, atestando as boas condições estruturais das construções. Isso, se forem visitados por fiscais.
Como a Prefeitura não criou mecanismos para fiscalizar se os moradores desta Cidade estão zelando pela manutenção física de seus imóveis, a Lei 441 não apresenta resultados satisfatórios. Nem pune, nem conscientiza.
Exemplo disso são os vários desabamentos registrados após a sua vigência e os inúmeros imóveis com infiltrações e ferragens aparentes nas marquises. Nem é preciso ser especialista para atestar o péssimo estado dessas construções.
Será que um fiscal, quando passa diante de um imóvel assim, não tem autoridade para intimar o proprietário a fazer os reparos ou para exigir a apresentação do laudo técnico?
Por acaso, no acidente de ontem à noite não houve vítimas. Mas poderia haver, já que naquele local funciona uma lanchonete bastante frequentada.
Não seria o caso, então, de se realizar uma intensa campanha na Cidade? Ou de algum de nossos vereadores elaborar um projeto de lei, proibindo marquise, esse artifício arquitetônico que só faz ameaçar a nossa segurança?
A proposta pode ser estapafúrdia, mas é um desafio. E está lançado, para que ninguém mais corra riscos nesta Cidade, nem tenha que depender da sorte, para escapar ileso.
LÍDIA MARIA DE MELO É EDITORA DE LOCAL DO JORNAL A TRIBUNA (SANTOS/BRASIL)
Leia também matéria produzida pela reportagem do jornal A Tribuna: Marquise desaba no Boqueirão
Da Redação
‘‘Acho que foi Deus. Eu sinto como se tivesse nascido de novo’’. O cabeleireiro Francisco Carlos de Souza disse a frase ainda atônito, momentos depois de conseguir escapar de um acidente que poderia lhe custar a vida. Ele era o único cliente sentado sob a marquise da Lanchonete Presidente, situada na Avenida Conselheiro Nébias, 843, no Boqueirão, quando a estrutura desabou. O acidente aconteceu ontem, por volta das 21 horas. Não houve vítimas.
De acordo com pessoas que se encontravam nas imediações na hora do desabamento, a marquise não caiu de imediato. ‘‘Eu ouvi uns estalos, uns ruídos. Foi só o tempo de sair correndo’’, explicou Souza, que trabalha em um salão de beleza que fica ao lado do estabelecimento atingido.
A lanchonete fica no andar térreo do Condomínio Caiçara. O prédio passa por reformas na fachada e, no momento, as sacadas estão tendo suas paredes descascadas para nova pintura. A loja dos Correios localizada ao lado do estabelecimento possui marquise similar à que ruiu. Sob sua estrutura, ontem, podiam ser vistos restos de entulho oriundos da obra.
O empresário Luis Albuquerque, que frequenta a lanchonete, afirma já ter notado o acúmulo de dejetos sobre as marquises. ‘‘É um problema. Talvez tenha ficado pesado demais’’.
CONDIÇÕES
Uma equipe da Defesa Civil, acompanhada da Polícia Militar, verificou as condições do local — onde curiosos olhavam as mesas e cadeiras destruídas sob a laje caída — e determinou o fechamento do estabelecimento por volta das 22 horas. A Tribuna tentou um contato com o proprietário da lanchonete, identificado apenas como Júnior, mas o comerciante preferiu não se pronunciar.
O chefe do Departamento de Defesa Civil, Emerson Marçal, afirmou ter comunicado o caso ao Departamento de Obras Públicas (Deop), da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, que deve providenciar uma perícia hoje no local para verificar as causas do acidente. ‘‘Nossa primeira preocupação foi isolar a área para preservá-la’’, disse.
Outros casos
Em fevereiro de 2001, a marquise do Edifício José M. D‘Almeida, sobre o Restaurante Independência, no Gonzaga, caiu. O acidente causou a morte de Hamilton Ramos de Jesus e deixou outras sete pessoas feridas.
Em abril de 2001, paredes de uma academia em obras, no Gonzaga, desabaram ferindo uma jovem.
Em maio de 2003, a marquise do Edifício Flórida, no Canal 2 com a Avenida Presidente Wilson, ruiu e atingiu um carro e uma banca de jornais.
Em fevereiro de 2004, sacadas de dois apartamentos do Edifício Granville, no cruzamento da Avenida Washington Luiz com a Rua Azevedo Sodré, despencaram. Não houve vítimas.
Em abril de 2005, parte da fachada do prédio Vila Nova de Gaia, no Centro, caiu e matou o gari Cícero da Silva.
Em maio de 2007, sacadas do Edifício Village, no Canal 4, também foram abaixo e atingiram a guarita do condomínio.
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