''Perdão só peço a Deus. Do Rei, quero Justiça''.Desculpem-me a ignorância, mas desconheço em que circunstância essa frase foi dita. O autor dela é personagem da História do Brasil, o deputado, senador e ministro santista Antônio Carlos de Andrada e Silva (1773-1845), irmão do patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva. Está grafada no Monumento aos Irmãos Andradas, na Praça Independência, no bairro do Gonzaga, em Santos.
Gosto da frase. Tem efeito e faz pensar.
Mudando totalmente a geografia, aqui vai um ligeiro comentário sobre a disputa presidencial norte-americana. Barack Obama e Hillary Clinton disputaram tanto a vaga do Partido Democrata, que deixaram o republicano John McCain correr por fora em silêncio. No que deu? O candidato do Partido Republicano está empatado com o do Democrata. Os delegados do partido se dividiram, ameaçando a candidatura Obama. Por isso, foi preciso apelar para o carisma e a influência da família Kennedy e para o respeito histórico de Martin Luther King, promovendo um comício no mesmo dia em que fez 45 anos do famoso discurso do líder e pastor negro, que foi assassinado em abril de 1968.
A nova ordem mundial nos obriga a acompanhar bem de perto as eleições no país do Norte.
Para ler o discurso proferido por Luther King em 28 de agosto de 1963, clique aqui (em português) ouaqui(em inglês).
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Em 27 de agosto de 1980, três bombas explodem no Rio de Janeiro. Uma delas foi na sede da Ordem dos advogados do Brasil (OAB) e matou a secretária Lida Monteiro da Silva. Uma outra explosão se deu no gabinete do vereador Antônio Carlos de Carvalho. Seis pessoas ficaram feridas. No jornal Tribuna Operária, a bomba danificou as instalações do prédio.
(Fonte: Banco de Dados da Folha de S. Paulo e meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós)
''Devemos nos esforçar para ser como a lua. Um ancião em Kabati sempre repetia essa frase para as pessoas que passavam por sua casa (...) Eu me lembro de ter perguntado a minha avó o que o ancião queria dizer com aquilo. Ela explicou que o ditado servia para lembrar as pessoas de se comportarem sempre da melhor maneira possível e serem boas umas com as outras. Ela disse que as pessoas sempre reclamam quando o sol as castiga demais e está intoleravelmente quente, e também quando chove demais ou está frio. Mas ela falou, ninguém se queixa quando a lua brilha'' (trecho do livro Muito Longe de Casa - Memórias de Um Menino-Soldado, do jovem escritor de Serra Leoa Ismael Beah, Ediouro). História emocionante de um garoto que enfrentou a guerra, perdeu a família, quase foi desvirtuado, mas se salvou, se resgatou e se manteve íntegro!
Não sei como estava a lua no domingo à noite, mas eu e minha família fomos a uma festa muito animada e dançamos bastante. O dito popular diz que ''quem canta seus males espanta''. Mas dançar também ajuda a assustar os fantasmas, as coisas ruins. Cantar faz bem. Dançar é melhor ainda!
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A conquista de uma medalha de ouro, prata ou bronze não acontece por acaso. Assim como a educação precisa de um projeto que preveja resultados a longo prazo, os esportes também necessitam de investimento, de treinamento, de compromisso.
Talento e competência não faltam ao povo brasileiro. Se o País quer resultados, deseja um lugar no pódio, precisará de um projeto que dê estrutura aos atletas a longo prazo. O esforço não pode ser solitário.
Quem conquistou medalhas merece o reconhecimento dos brasileiros, mas mesmo os que foram a Pequim e não venceram também já cumpriram sua parte. Falta o País dar a contrapartida.
Nenhuma medalha conquistada caiu do céu ou veio por acaso ou sorte. Por trás dela, existe um trabalho incansável e persistente.
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_ Ah, você implicou com alguém que aparecia em alguma delas!
_ Não. Quem me chamou a atenção não estava nas fotos, tirava as fotos.
_ E aí? E como você pôde suspeitar de alguém que você não via?! O que as fotos podiam provar?!
_ Os ângulos, meu bem, os ângulos. Com tanta gente por perto, só você aparece ou tem lugar de destaque em todas aquelas fotos!
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Estava indo ao dentista, hoje pela manhã, e ouvi esta música no rádio do carro, na Santa Cecília FM: Ma Baker, de 1977, com Boney M.. Achei no maravilhoso Youtube, que nos permite reviver o passado de maneira peculiar.
O que me chamou a atenção, quando ouvia no carro, é que consegui entender muita coisa da letra, o que não ocorria antigamente. Sinal de que meu ouvido já aceitou mais o inglês.
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Minha mãe costuma utilizar uma frase, que é de uma sabedoria sem fim. De vez em quando, os fatos comprovam que ela está mais do que certa: ''Coração de gente é terra que ninguém nunca andou''.
Equivale mais ou menos ao dito popular ''quem vê cara não vê coração''.
Como é que a gente pode supor que quem nos sorri e nos olha nos olhos pode estar nos apunhalando?
A vida tem dessas coisas. Ou melhor, dessa gente.
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O cansaço é como uma esponja, suga toda a criatividade. Por isso, não tenho escrito aqui. Mas ainda vou comentar, com mais tempo, sobre a tropa de choque que as empresas contratam para fazer cobranças por telefone, mesmo quando o cliente não está devendo.
Indiferente ao fato de o cliente ter trabalhado até de madrugada e ter ido dormir lá pelas tantas, esse pelotão acorda o infeliz às 8 da manhã de um sábado, sem cerimônia. As suas características, no entanto, nem de longe lembram as daquela turma que utiliza o gerúndio de maneira indevida. (O gerúndio existe e tem sua função na língua portuguesa, mas esse pessoal criou uma forma específica e imprópria). A turma do gerúndio indevido tenta ser gentil, enquanto a tropa de choque usa ferradura, apesar de também, irritantemente, abusar de termos como ''senhora''.
Voltarei ao tema em outro dia.
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Gosto de ouvir música no carro, mas em rádio e não, em CD Player. Essa minha preferência até provocou uma polêmica há uns três anos. Colegas de trabalho não entenderam por que motivo eu comprei um simples rádio para um carro novo.
Adoro tecnologias e não tenho dificuldades com elas, mas nunca ouço rádio em casa. Quando era criança e mesmo na adolescência, o rádio tinha bom espaço na minha casa. Depois, junto com os discos de vinil, vieram os clipes na TV, os CDs, os DVDs, a falta de tempo, a correria... Quando me dei conta, não ouvia mais rádio, a não ser no carro. Só que um dia, troquei de carro e não instalei um rádio. Fiquei cinco anos sem música no automóvel. Até que chegou de novo a hora de comprar um outro veículo. Dessa vez, resgatei o hábito.
Se tivesse instalado um CD Player, me sentiria obrigada a selecionar CDs e carregar para dentro do carro. Quando saísse dele, teria que me preocupar em esconder tudo, para evitar a ação de ladrões.
Com o rádio, não. Entro no carro, ligo o aparelho (que, se for roubado, não funciona em outro veículo) e me atualizo com as novidades, recordo músicas antigas e descubro intérpretes que nunca ouvi antes.
Foi justamente o que aconteceu em uma noite dessas. Voltava do trabalho para casa e começou a tocar na Santa Cecília FM um ritmo que lembrava um reggae, mas a letra da música era conhecida. Música, não. Músicas. Eram Somewhere Over The Rainbow e What a Wonderful World. A voz suave do cantor, no entanto, não era conhecida. O ritmo me fez batucar na perna com a mão direita. Por sorte, eu dirijo devagar, era tarde e as ruas estavam vazias. Não havia risco por eu estar segurando o volante somente com a mão esquerda. Deu vontade de dançar dentro do carro.
Quando cheguei em casa, liguei o computador e, no site da Santa Cecília FM, procurei a programação musical. Foi aí que descobri o nome do cantor: Israel Kamakawiwo'Ole. O passo seguinte foi entrar no Youtube e buscar algum vídeo. Achei e me surpreendi. O dono daquela voz tão suave e daquela ginga era um jovem havaiano imensamente gordo, que tocava um instrumento miúdo de quatro cordas, parecido com o cavaquinho. Descobri depois que é o Ukelele. Quando cliquei nas informações anexas ao vídeo, obtive a informação de que, lamentavelmente, Israel já tinha morrido. Foi em 1997, por causa da obesidade mórbida. Mas até hoje ele é um ídolo no Havaí e suas músicas ainda são muito executadas em todo o território. Seus discos continuam fazendo sucesso e houve até um lançamento póstumo. Essa versão original das clássicas Somewhere Over The Rainbow e What a Wonderful World lhevaleu reconhecimento internacional e premiação.
Fiquei feliz em tê-lo descoberto por intermédio do rádio, embora tenha lamentado que ele não esteja mais vivo. Essa descoberta, porém, me faz reforçar o meu apreço pelo rádio. E no carro. É, sem dúvida, uma boa companhia.
Ontem à tarde, por exemplo, tive o prazer de ouvir de novo um sucesso de minha adolescência, que, por coincidência, mencionei recentemente a um amigo: Philosopher, com Yellowstone & Voice.
Vou postar aqui o link para as duas músicas. Delicie-se:
Somewhere Over The Rainbow e What a Wonderful World, com Israel Kamakawiwo'Ole (postado por Elibonis no Youtube)
Philosopher, com Yellowstone & Voice (postado por JoferSP no Youtube).
Os dois vídeos estão entre os meus preferidos na minha página no Youtube, onde também postei vídeos produzidos por mim. Clique neste endereço: http://br.youtube.com/user/lidiamelo
Sol, Chuva e Arco-íris
P.S.: Ontem, foi um dia que mesclou sol e chuva. Saí de casa com óculos escuros e, de repente, precisei comprar um guarda-chuva, para poder chegar até onde meu carro estava estacionado. Passado um tempo, o sol retornou, entre um pingo aqui e outro lá. O resultado dessa alternância meteorológica foi um fim de tarde (estava de folga!!!) com arco-íris. Eu dirigia pela avenida da praia e, quando parei em um semáforo, olhei para o alto e ele estava lá, como se alguém tivesse, por cima das nuvens de algodão, pintado o céu com lápis de cor. Pus a cabeça pra fora do carro para poder ver melhor. Fiquei tão feliz, como quando era criança e tinha essa visão. Naquele tempo, eu e as outras crianças saudávamos o arco-íris com essas rimas: ''Sol e chuva, casamento de viúva. Chuva com sol, casamento de espanhol''. A gente envelhece, mas não deixa de ser criança.
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Uma embarcação diferente, atracada no píer do Clube de Pesca de Santos, na Ponta da Praia, chamou a atenção dos santistas ontem. Além de ter dimensões avantajadas e o formato de catamarã, num misto de barca e balsa, o ferry-boat ostentava na proa e na popa o nome da cantora Ivete Sangalo.
Curiosos, motoristas e pedestres que passavam pelas muradas brancas paravam para observar e fotografar. Eu estava entre os que não perderam essa oportunidade. Fiz fotos dos ângulos possíveis.
Depois, descobri que a embarcação será inaugurada no próximo dia 19, pela própria Ivete, na capital baiana. Além disso, reduzirá o tempo de travessia da Baía de Todos os Santos, de 40 para 25 minutos, transportando de Salvador à Ilha de Itaparica 610 pessoas e 74 veículos. Quando estive lá em 1983, conforme mencionei no post abaixo, atravessei em uma embarcação denominada Maria Bethânia.
Construída pela empresa TWB (em um estaleiro da cidade de Navegantes, em Santa Catarina), a nova embarcação é a primeira no Brasil a utilizar combustível duplo: gás natural (70%) e diesel (30%). Também foi feita totalmente em alumínio, o que a faz pesar 200 toneladas. Se fosse de aço, pesaria 1.200 toneladas.
Segundo consta, a cantora Ivete Sangalo está toda orgulhosa com a homenagem. Uma das tradições da Bahia é homenagear suas personalidades, dando o nome delas às embarcações.
Antes de chegar ao destino final, a balsa-barca vai ancorar, também, no Rio de Janeiro.
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Baiano da Ilha de Itaparica (lugar que conheci em 1983 e onde vi a lua mais linda de minha vida, um sol noturno), o escritor João Ubaldo Ribeiro ganhou o Prêmio Camões/2008, no sábado passado, pelo conjunto de sua obra. A cerimônia de entrega será em Lisboa no ano que vem. Antes dele, outros brasileiros conquistaram a láurea, criada em 1988 pelos governos brasileiro e português.
Confesso que nunca li um livro de João Ubaldo, embora tenha ''Sargento Getúlio'' e ''Vencecavalo e O Outro Povo'', ambos em um mesmo exemplar editado pelo Círculo do Livro em 1974. Isso quer dizer que essas duas obras integram a minha biblioteca desde que eu era adolescente.
Há poucos dias, decidida a vagar lugar nas prateleiras da estante do meu quarto, retirei alguns livros antigos para doar. Peguei esse volume de João Ubaldo e quase lhe dei adeus. Mas folheei, vi que o papel estava em ótimo estado, sem manchas de fungos (sinal de edição com material de boa qualidade), e mantive-o no mesmo lugar. Foi a sorte. Senão, eu ia confirmar a impressão de que basta a gente se desfazer de um objeto que não utiliza há muito tempo, para necessitar dele logo em seguida.
Agora, após a divulgação do vencedor do Prêmio Camões/2008, dei graças a Deus por não ter doado o livro, porque me sinto obrigada a ler João Ubaldo. Afinal, se a obra dele foi distinguida por um júri composto por literatos brasileiros, portugueses e um angolano, é porque tem seus méritos. Como jornalista, professora de Língua Portuguesa e de Literaturas de Língua Portuguesa e aspirante a escritora, não posso prescindir desse conhecimento.
Quando muito, já li algumas das colunas que ele escreve no Estadão. Também já assisti a algumas de suas entrevistas. Mas, como quase todas versavam sobre o alcoolismo dele, do qual parece se curou, nunca me interessei muito por João Ubaldo. Ou melhor, ele nunca me despertou muita simpatia. Agora, vou superar meu preconceito a esse baiano com aparência de chinês e vou ler seus escritos. Espero ter uma surpresa e me convencer de que perdi muito tempo.
Antes de João Ubaldo Ribeiro, outros brasileiros já receberam o Prêmio Camões. Foram: João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antônio Candido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca ( 2003) e Lygia Fagundes Telles ( 2005).
No site Releituras, é possível ver biografia do autor e um pouco de seu trabalho. Clique aqui.