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BRASIL, Mulher, Música, Livros, Filmes, Jornalista, Professora, Escritora. E-mail: limarmello@bol.com.br



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     Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, reportagem sobre meu livro (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     A Tortura no Porto de Santos (artigo de Alessandro Atanes, que cita trecho de meu livro Raul Soares)
     Minha reportagem: Thomas Maack, médico e preso do Raul Soares (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós faz parte do acervo da Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte-Americano)
     Meu livro ''Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós'', catálogo da Fundação Biblioteca Nacional
     Meu livro Raul Soares, Um Navio tatuado em Nós (registro na Biblioteca Nacional)
      Raul Soares - pronunciamento na Assembléia Legislativa em 2003
     Reportagem de Laire J Giraud que menciona meu nome e de meu pai
     Artigo sobre o golpe de 1964 (Laire José Giraud)
     Minha reportagem: Zuleika Alambert, a primeira deputada santista (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (A Tribuna)
     Minha reportagem: Atenta ao mundo, cronista Nair Lacerda faz 90 anos (A Tribuna -18.7.1993, reprodução no site de Santo André)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (site da Associação dos Magistrados Brasileiros, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: entrevista sobre Educação e Violência, publicada em 26 de junho de 2006 (A Tribuna)
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    Blog da Lídia Maria de Melo
     


     
     

    Cheiro de mar e de verde

    Dirigindo há pouco pela avenida da orla da praia, com os vidros do carro abertos, senti o cheiro do  mar e das plantas do jardim. Algumas sensações nos dão tamanho prazer e são tão simples! A gente não precisa de muita coisa para ser feliz! Mesmo quando o mundo vira de ponta-cabeça.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h44
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    ''Fatal'', o filme que precisa ser visto

    A passagem do tempo e o impacto que ela causa na vida dos humanos. O relacionamento amoroso entre pessoas com grande diferença de idade.  O medo e a insegurança compreensíveís que essa situação provoca. O amor em si. E a necessidade de estar junto do ser amado num momento crucial da vida. A ironia da vida. A perda (de tempo,  do amor, da beleza, da juventude...).  A força inevitável do destino. O imponderável. O controle que não se tem sobre todos os fatos da vida. Conflitos entre pai e filho, entre namorados, entre amantes, entre marido e mulher, entre amigos... A complexidade das relações humanas.

    Todos esses temas estão presentes no filme ''Fatal'', protagonizado por Penélope Cruz e Ben Kingsley, sob a direção da cineasta espanhola Isabel Coixet. Natural de Barcelona, na Catalunha, Isabel tem 49 anos e já dirigiu ''A Vida Secreta das Palavras'' e ''Minha Vida Sem Mim''

    O enredo é baseado no livro de Philip Roth ''O Animal Agonizante''. Os diálogos entre David Kepesh, professor de literatura, e seu amigo David (Dennis Hopper), poeta, são primorosos.

    Mal o filme começou, eu já estava encantada. Adorei! Não dá para não assistir.

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h35
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    Raul Soares

     

    Para lembrar a funesta chegada do navio Raul Soares ao Porto de Santos há 45 anos, o jornal A Tribuna publicou uma reportagem, assinada por Rafael Motta.

    Argeu Anacleto da Silva, ex-preso político do navio deu entrevista. Ele era amigo de meu pai, Iradil Santos Mello. Ambos trabalharam no porto e integraram a diretoria do Sindicato dos Operários Portuários de Santos. Foi ele que me deu a notícia da morte  de minha irmã mais velha na adolescência. Meus pais estavam com ela no hospital em São Paulo.

    Escrevi um comentário ao lado do dele. Veja material completo abaixo.

    Litoral Paulista, Sexta-Feira, 24 de Abril de 2009 :: 12:39

    ‘Parecer atestou tortura a presos do ‘Raul Soares‘

     Lídia Maria de Melo

    Da Redação

    Os presos do navio Raul Soares sofreram tortura ou não? A questão foi debatida com ênfase e dividiu, em 2004, a Comissão Estadual de Ex-Presos Políticos da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, que analisava pedidos de indenização com base na Lei Estadual 10.726/2001.

    Parte da comissão defendia que os presos da embarcação foram torturados e que eles tinham direito a receber indenização do Estado.
     
    O restante da comissão negava o reparo financeiro, sob o argumento de que ninguém foi submetido a instrumentos de torturas, como pau de arara, choque elétrico ou métodos semelhantes de perversidade. Diante dessa cisão, os processos dos ex-presos do Raul Soares foram suspensos atéquesechegasse a um consenso sobre o conceito de tortura.
     
    Soube desses bastidores em agosto de 2004, quando fui convidada pelo Fórum Permanente de Ex-Presos Políticos para fazer palestra na Secretaria de Estado da Justiça, em São Paulo. Por ter escrito livro sobre o assunto e ser filha de um ex-preso do navio, Iradil Santos Mello, ex-diretor do Sindicato dos Operários Portuários, pediram-me para contar o que vi, quando visitei meu pai no Raul Soares, aos 6 anos de idade, e para falar dos reflexos dessa experiência na vida de minha família.
     
    Antes de mim, o médico e advogado Henrique Carlos Gonçalves, atual presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), expôs seu parecer sobre tortura e como, ao longo da história da humanidade, ela foi e é desenvolvida. Em outras palavras, ele demonstrou que nem sempre é preciso machucar ou mutilar o corpo de uma pessoa, para fazercom que ela quase enlouqueça e até confesse atos que jamais praticou. Seu trabalho convenceu a todos os integrantes da comissão estadual de que o confinamento no navio Raul Soares e o tratamento dispensado lá dentro, de abril a novembro de 1964, foram formas de tortura. Só depois desse parecer, os processos dos ex-presos da embarcação foram avaliados e as indenizações, deferidas.

    A JORNALISTA LÍDIA MARIA DE MELO É COORDENADORA DO CADERNO BAIXADA SANTISTA DE A TRIBUNA E AUTORA DO LIVRO RAUL SOARES, UM NAVIO TATUADO EM NÓS

    ‘Não me arrependo daquilo de passou‘

    Argeu Anacleto da Silva

    Falam em nome da democracia, usam a democracia como pano de palco, de escudo. A verdade é que continua prevalecendo o domínio imperialista. Parece que está um pouco enfraquecido agora, diante dos abusos, das agressões, das invasões aos países, à soberania dos outros países, pelo interesse de petróleo e outros minérios que existem. Isso não é democracia. É demoniocracia.

    O que marcou na época, e ainda marca, (é) uma Cidade que apresentou seu protesto com dignidade, com honestidade e sofreu essas injustiças. Acontece que a sociedade afasta as lideranças honestas,dignas,queatrapalham esse capital, esse domínio imperialista, e picha as criaturas do jeito que quer, de vermelho, decomunista,de agitador,de fascista, enfim, do que eles querem, para justificar o golpe militar que foi dado no País a serviço dos interesses ianques.
     
    Recebi auxílio dos meus companheiros de trabalho, que trabalhavam, embora proibidos pelo capitão dos portos, mas eles faziam uma arrecadação, porque até o nosso direito de auxílio-reclusão foi suspenso, foi pago só depois de sete meses. Morreríamos de fome, nossos filhos, em casa, se não tivesse esse amparo e sensibilidade humana dos companheiros.
     
    Eu não me queixo de nada porque, graças a Deus, estou com saúde ainda, estou vivendo... E nem estou arrependido daquilo que passou. Faz parte da história da vida, da política, da sociedade, da Cidade, até do País. É que eu sou um et cetera, entendeu? (Risos) Os grandes figurões, eles procuram se sobressair, têm cultura, têm estudo, têm proteções partidárias. O trabalhador não tem nada".

    TRECHOS DA ENTREVISTA FEITA ONTEM À TARDE, POR TELEFONE, COM ARGEU ANACLETO DA SILVA, UM DOS PRIMEIROS PRESOS POLÍTICOS LEVADOS PARA O RAUL SOARES

     ........

    Há 45 anos, navio-prisão trazia o medo ao Porto


    Liberdade ­ essa palavra,/que o sonho humano alimenta:/que não há ninguém que explique,/e ninguém que não entenda!
    (Cecília Meireles [1901-1964], em Romanceiro
    da Inconfidência, de 1953)


    RAFAEL MOTTA

    Da Redação

    Um golpe de Estado não bastava. Era preciso demonstrar força. A prova veio de navio: 6.003 toneladas, 129,60 metros de comprimento, 14,70 metros de largura. Idade, 64 (ano em que os militares tomaram o poder no Brasil). Mas, que finalidade teria aquela grande e velha embarcação, rebocada do Rio de Janeiro ao Porto de Santos, onde chegou em 24 de abril de 1964?

     
    Era o Raul Soares, um navioprisão. Um cárcere flutuante, atracado nas proximidades da Ilha Barnabé, no qual se mantiveram, fortemente vigiados e sob péssimas condições de alimentação, higiene e salubridade, prisioneiros políticos civis e militares. E que serviu como cadeia durante 183 dias, até 23 de outubro daquele ano.
     
    Em 2 de novembro -- Dia de Finados --, depois de cumprir sua última tarefa, o navio foi levado de volta ao Rio, onde virou sucata. Morreu. Com ele, levou os restos dos ideais democráticos até então vigentes, de luta por melhores salários e condições de trabalho ao operariado. Sobretudo, o do porto, onde acabaram confinados, exatamente e por exemplo, sindicalistas do meio portuário.
     
    Quarenta e cinco anos depois da chegada do Raul Soares, também desaparecem, aos
    poucos, os que sobreviveram a essa detenção. Vai se apagando a lembrança de uma época de liberdades restritas e que levou Santos, particularmente, a décadas de estagnação, perda de prestígio político e econômico e de autonomia para a escolha dos próprios governantes. Décadas de silêncio.

    O ABANO DO MORCEGO
     Contudo, ainda há vozes daquele tempo. Como a de Argeu Anacleto da Silva, de 79 anos, então conselheiro fiscal do Sindicato dos Operários Portuários de Santos e Região. Argeu Anacleto da Silva era um dos que não aceitavam a nova ordem vigente. Por isso, estava entre os mais de 120 detidos por razões políticas, na região. Até o início de maio, 38 sargentos do Exército e dois dirigentes do Sindicato dos Operários Portuários já ocupavam as "dependências" do Raul Soares, "adaptadas para 600 pessoas, prisioneiros militares e civis", conforme registros da Imprensa.
    Discordar da tomada do poder pelos militares significava ser comunista ou subversivo ­ justificativas usadas para as prisões. Onde se encaixava Argeu Anacleto da Silva?
     
    "Eu não tinha compromisso com nenhum partido: tinha com meutrabalho, com Deuse com a minha família. E com os bons amigos. Lutei pelo pão de cada dia a mais na mesa dos meus companheiros e, por isso, pagamos caro, porque os empresários (nos) punham nasfichascomoelementossuspeitos ou acusados", relatou o ex-preso político, residente em Guarujá, onde abriu uma loja de materiais elétricos em 1965. Impedido de trabalhar no Porto de Santos, ele foi anistiado em 1981 e aposentado com basenaLeida Anistia de 1979.
     
    No mês passado, Argeu Anacleto da Silva recebeu do Governo Estadual, R$ 22 mil como indenização pelo que sofreu a partir de 1964. Foi o "abano do morcego, que morde, sangra, mas, depois, vem abanar a sangria".
     
    Histórico
     
    Três nomes
    Construído em 1900, o navio teve como primeira denominação Cap Verde. Servia ao transporte de imigrantes da Europa à América do Sul. Teve o nome alterado para Madeira em 1922 e, em 1925, passou a se chamar Raul Soares ­ nome de um falecido governador de Minas Gerais. Trouxe a Santos migrantes do Norte e do Nordeste

    Três calabouços
    Em 1964, o Raul Soares estava sem uso, no Rio de Janeiro, quando foi rebocado a Santos. Tinha três compartimentos: um salão ao lado da caldeira do navio, uma saleta em que presos ficavam com água na altura dos joelhos e um local onde se jogavam as fezes dos detentos. A maioria passou pelas três salas



    Categoria: Ditadura militar
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h42
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    Susan Boyle, um tapa no preconceito

     

     Veja (e ouça) por que razão e como uma escocesa de 47 anos, fora dos padrões de beleza, dá um tapa no preconceito ao cantar I Dreamed a dream, do musical Os Miseráveis. Clique aqui

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h33
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    Santos e Guarujá

    Catedral de Santos (vista parcial) - 31.3.2009

    Ressaca na Praia de Pitangueiras - Guarujá (11.4.2009)


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog em qualquer meio de comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Esta advertência está  amparada pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998       



    Categoria: Meus poemas, contos e fotos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h42
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    Paco de Lucia & Camarón de la Isla - Bulerias

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    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h23
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    A solidão do Imperador

    ''Eu ando pelo mundo e meus amigos cadê? (...)/ Meu amor, cadê você?/ Eu acordei/ Não tem ninguém ao lado''.  Esses versos da canção 'Esquadros', de Adriana Calcanhoto (ver em post um pouco abaixo), podem sintetizar um pouco a solidão do Imperador, que por coincidência tem o mesmo nome da cantora. Adriano.

    Muita gente não consegue entender o que se passa com o jogador que ganha mais de um milhão de reais por mês. Para elas, naturalmente o dinheiro pode tudo, o dinheiro é suficiente para sanar as dores, as angústias da alma. Não pode! O dinheiro ajuda sim, ajuda a conquistar nossas necessidades materiais e as que, para serem viabilizadas, precisam dele. Mas dinheiro algum preenche os vazios deixados por um amor, por alguém que morreu, pela falta de amizades, pelas transcendências...

    Não é o bolso de Adriano que está vazio. É a alma. O Imperador está só. E isso é outro departamento, que não será o futebol que vai resolver.

     



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 17h23
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    Privatizações e Consumidor

    Escrevi um artigo na seção Papo com Editores do site da Tribuna On-line, como link a uma reportagem publicada no jornal A Tribuna (versão impressa), mostrando queixas de  usuários da Telefônica, empresa espanhola que comprou a antiga Telesp.

    Leia meu  artigo ''Respeito é bom e nós, consumidores, gostamos'' e comentários de internautas aqui.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 05h02
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    Encontro

    Zeca Baleiro e Fagner cantam  ''Flor da Pele'' e ''Revelação'', suas canções, respectivamente:

    "

    Um amigo envia o link do vídeo acima e diz: ''De novo, o encontro de gerações diferentes produz algo mágico na música''.

    Arrisco complementar: ''Para a arte, não existe idade, nem diferenças. Há apenas artistas, talento e sensibilidade''.

    O vídeo foi colocado no Youtube por jairofinnus e enviado para mim por Luiz Otero.



    Categoria: Meus artigos
    Escrito por Lídia Maria de Melo às 01h43
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