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BRASIL, Mulher, Música, Livros, Filmes, Jornalista, Professora, Escritora. E-mail: limarmello@bol.com.br



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     Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós, reportagem sobre meu livro (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: Thomas Maack, médico e preso do Raul Soares (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós faz parte do acervo da Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte-Americano)
     Meu livro Raul Soares, Um Navio tatuado em Nós (registro na Biblioteca Nacional)
      Raul Soares - pronunciamento na Assembléia Legislativa em 2003
     Reportagem de Laire J Giraud que menciona meu nome e de meu pai
     Artigo sobre o golpe de 1964 (Laire José Giraud)
     Minha reportagem: Zuleika Alambert, a primeira deputada santista (site Novo Milênio, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (A Tribuna)
     Minha reportagem: O juridiquês no banco dos réus (site da Associação dos Magistrados Brasileiros, reprodução de A Tribuna)
     Minha reportagem: entrevista sobre Educação e Violência, publicada em 26 de junho de 2006 (A Tribuna)
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    Blog da Lídia Maria de Melo
     

    Meus artigos



    TRISTE BERRANTE

     

    Triste berrante fez parte da trilha sonora da novela Pantanal, escrita por Benedito Ruy Barbosa, com direção do Jayme Monjardim, Carlos Magalhães, Marcelo de Barreto e Roberto Naar, e apresentada na extinta TV Manchete em 1990 e reapresentada anos depois. Agora, desde junho, está sendo exibida pelo SBT.

    A música é de autoria de Adauto Santos, cantor e compositor falecido em 1999. Veja biografia aqui.

    Um vídeo postado no YouTube por Wilson 148841 permite que se ouça uma apresentação feita na TV Cultura. Os sons dos instrumentos não se sobressaem, mas a voz de Adauto é clara e firme. Uma bela canção. Ouça:



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h35
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    DIA BRANCO

     

    Geraldo Azevedo canta Dia Branco.

     



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h08
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    QUEDA DE MARQUISE

     

     

    Mais uma marquise desabou em Santos. O acidente ocorreu ontem, por volta das 21 horas, no Edifício Caiçara, localizado no Boqueirão, bairro nobre da Cidade, próximo à praia. No local, funciona a lanchonete Presidente, bastante freqüentada em dias de calor. Por sorte, ontem estava frio e a lanchonete, vazia. Ninguém se feriu, nem morreu. Publiquei no jornal A Tribuna um comentário (abaixo) sobre esse problema enfrentado em Santos, devido à falta de manutenção das edificações.  

     

     

    Quarta-Feira, 2 de Julho de 2008, 07:18

    Um desafio a autoridades

    Da Redação


    Análise de Lídia Maria de Melo

    Não é de hoje que as condições estruturais de edificações causam preocupação na Cidade. Em fevereiro de 2001, quando a marquise de um prédio da Praça Independência, no Gonzaga, desabou, matando uma pessoa, o assunto passou a ser discutido com mais rigor.

    Em dezembro daquele ano, a Câmara aprovou a Lei 441, de autoria do Executivo. Desde então, responsáveis por imóveis são obrigados a providenciar laudos técnicos, atestando as boas condições estruturais das construções. Isso, se forem visitados por fiscais.

    Como a Prefeitura não criou mecanismos para fiscalizar se os moradores desta Cidade estão zelando pela manutenção física de seus imóveis, a Lei 441 não apresenta resultados satisfatórios. Nem pune, nem conscientiza.

    Exemplo disso são os vários desabamentos registrados após a sua vigência e os inúmeros imóveis com infiltrações e ferragens aparentes nas marquises. Nem é preciso ser especialista para atestar o péssimo estado dessas construções.

    Será que um fiscal, quando passa diante de um imóvel assim, não tem autoridade para intimar o proprietário a fazer os reparos ou para exigir a apresentação do laudo técnico?

    Por acaso, no acidente de ontem à noite não houve vítimas. Mas poderia haver, já que naquele local funciona uma lanchonete bastante frequentada.

    Não seria o caso, então, de se realizar uma intensa campanha na Cidade? Ou de algum de nossos vereadores elaborar um projeto de lei, proibindo marquise, esse artifício arquitetônico que só faz ameaçar a nossa segurança?

    A proposta pode ser estapafúrdia, mas é um desafio. E está lançado, para que ninguém mais corra riscos nesta Cidade, nem tenha que depender da sorte, para escapar ileso.

    LÍDIA MARIA DE MELO É EDITORA DE LOCAL DO JORNAL A TRIBUNA (SANTOS/BRASIL)

    Leia também matéria produzida pela reportagem do jornal A Tribuna:
    Marquise desaba no Boqueirão

    Da Redação

    ‘‘Acho que foi Deus. Eu sinto como se tivesse nascido de novo’’. O cabeleireiro Francisco Carlos de Souza disse a frase ainda atônito, momentos depois de conseguir escapar de um acidente que poderia lhe custar a vida. Ele era o único cliente sentado sob a marquise da Lanchonete Presidente, situada na Avenida Conselheiro Nébias, 843, no Boqueirão, quando a estrutura desabou. O acidente aconteceu ontem, por volta das 21 horas. Não houve vítimas.

    De acordo com pessoas que se encontravam nas imediações na hora do desabamento, a marquise não caiu de imediato. ‘‘Eu ouvi uns estalos, uns ruídos. Foi só o tempo de sair correndo’’, explicou Souza, que trabalha em um salão de beleza que fica ao lado do estabelecimento atingido.

    A lanchonete fica no andar térreo do Condomínio  Caiçara. O prédio passa por reformas na fachada e, no momento, as sacadas estão tendo suas paredes descascadas para nova pintura. A loja dos Correios localizada ao lado do estabelecimento possui marquise similar à que ruiu. Sob sua estrutura, ontem, podiam ser vistos restos de entulho oriundos da obra. 

    O empresário Luis Albuquerque, que frequenta a lanchonete, afirma já ter notado o acúmulo de dejetos sobre as marquises. ‘‘É um problema. Talvez tenha ficado pesado demais’’.

    CONDIÇÕES

    Uma equipe da Defesa Civil, acompanhada da Polícia Militar, verificou as condições do local — onde curiosos olhavam as mesas e cadeiras destruídas sob a laje caída — e determinou o fechamento do estabelecimento por volta das 22 horas. A Tribuna tentou um contato com o proprietário da lanchonete, identificado apenas como Júnior, mas o comerciante preferiu não se pronunciar.

    O chefe do Departamento de Defesa Civil, Emerson Marçal, afirmou ter comunicado o caso ao Departamento de Obras Públicas (Deop), da Secretaria de Obras e Serviços Públicos,  que deve providenciar uma perícia hoje no local para verificar as causas do acidente. ‘‘Nossa primeira preocupação foi isolar a área para preservá-la’’, disse.

    Outros casos

    Em fevereiro de 2001, a marquise do Edifício José M. D‘Almeida, sobre o Restaurante Independência, no Gonzaga, caiu. O acidente causou a morte de Hamilton Ramos de Jesus e deixou outras sete pessoas feridas.

    Em abril de 2001, paredes de uma academia em obras, no Gonzaga, desabaram ferindo uma jovem.

    Em maio de 2003, a marquise do Edifício Flórida, no Canal 2 com a Avenida Presidente Wilson, ruiu e atingiu um carro e uma banca de jornais.

    Em fevereiro de 2004, sacadas de dois apartamentos do Edifício Granville, no cruzamento da Avenida Washington Luiz com a Rua Azevedo Sodré, despencaram. Não houve vítimas.

    Em abril de 2005, parte da fachada do prédio Vila Nova de Gaia, no Centro, caiu e matou o gari Cícero da Silva.

    Em maio de 2007, sacadas do Edifício Village, no Canal 4, também foram abaixo e atingiram a guarita do condomínio.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog em qualquer meio de comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Esta advertência está  amparada pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998  



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h58
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    SAME MISTAKE - James Blunt

    Vídeo do Youtube, postado por JamesBluntMusic.

    A música 'Same Mistake' faz parte do álbum 'All The Lost Souls' e foi trilha sonora da personagem Maria Paula, na novela global Duas Caras.



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 03h17
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    Nunca Mais

     

    A gente nunca se acostuma com as perdas. Já escrevi sobre isso aqui, quando falei da morte de meu pai e de minha irmã mais velha.

    Passar a vida ao lado de alguém e, de uma hora para outra, ter de testemunhar sua morte causa uma dor infinita. Um dia, ela suaviza, mas de vez em quando, mesmo de leve, volta e incomoda.

    Terça-feira à noite, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso perdeu sua mulher, Ruth, com quem viveu mais de meio século. Ontem à noite, o cantor Eduardo Araújo também ficou, para sempre, sem sua companheira de quase 40 anos, a cantora Silvinha. Ambos devem estar sentindo essa dor definitiva.

    A gente já deveria nascer preparado para a morte, para a separação, para a perda, mas não adianta, a gente sempre sofre.

    Será que daria para ser diferente? Não imagino. O que sei é que essa ruptura é a representação mais exata da expressão ''nunca mais''. E essa concretização machuca, dilacera, faz sofrer, faz chorar. 


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog em qualquer meio de comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Esta advertência está  amparada pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998    



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 04h15
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    Quase Um Segundo

       

    Há anos, Herbert Viana compôs uma música linda (Quase Um Segundo) que os Paralamas do Sucesso gravaram. Hoje, me lembrei dela e quis ouvir. Encontrei no Youtube um vídeo de Andrea Bonatelli. Ouça e, depois, passe os olhos nas minhas fotos do post anterior (abaixo). A tarde de sexta-feira estava simplesmente extasiante! Foi um presente de Deus. O frio e a chuva fizeram do dia de ontem o oposto da sexta-feira. Pena que não pude fotografar esse contraponto. 



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 02h34
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    Causando

     

    Em seu blog, a amiga jornalista Vânia Lúcia Augusto nos faz uma homenagem no link Causando, mostrando fotos minhas durante solenidade em homenagem aos 200 anos da Imprensa no Brasil, em 29 de maio último. No blog, Vânia também dá dicas de moda e estilo.

    Por sinal, ''causando'' é a gíria fluente entre a garotada, para dizer que alguém está fazendo sucesso, chamando a atenção e coisas afins.



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 12h02
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    O silêncio

     

    Quando eu era bem jovenzinha e dava aulas para classes de primeira série do Ensino Fundamental, às vezes não sabia o que fazer para deixar a classe quieta. Eu me encantava com as coisas que as crianças falavam e deixava transparecer. Não conseguia dar bronca naqueles meninos e meninas de 6, 7 anos de idade. E eles, espoletas, falavam, falavam, falavam.

    Cantava para eles, contava histórias, fazia carinho... e, o mais importante, ensinava a ler e a escrever. Mas eles não paravam de conversar.

    Então, um dia, tive uma idéia que deu certo. Quando eles estavam no limite do falatório, eu convoquei: _ Psiu! Psiu! Vamos ouvir o silêncio!

    Eles obedeceram no ato e ficaram quietinhos, tentando ouvir o silêncio. Depois de um tempo, eles mesmos pediam: _ Vamos ouvir o silêncio?

    E ouvíamos.

    Às vezes, o melhor que a gente faz é deixar a alma quieta, para ouvir... o silêncio.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog em qualquer meio de comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Esta advertência está  amparada pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998  



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 14h09
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    Assalto no Dia dos Namorados

     

    Com as bênçãos e a proteção de Santo Antônio, que a sexta-feira nos seja leve, porque o Dia dos Namorados não foi tão assim.

    Jornalista gosta de notícia e vive atrás dela, mas ontem a notícia é que ocorreu diante de nós. Às 18 horas, no momento em que a maioria dos trabalhadores do Centro de Santos encerrava suas funções, para voltar para casa, no instante em que muitos davam uma pausa nas atividades ainda não acabadas, para tomar um café ou pegar o carro no estacionamento, ouvimos _ da  Redação do jornal A Tribuna _ uns tiros. Corremos para a janela e testemunhamos um cidadão com arma em punho atirando em um rapaz, depois de ter dado outros tiros em outro. Ele mesmo gritou para outros rapazes, para que eles chamassem a polícia. Da Redação, uma repórter  telefonou para o 190. Eu telefonei para os bombeiros, no 193, solicitando socorro para os feridos. O trânsito ficou tumultuado. Mais do que tem estado. E não dava para desviar, porque a General Câmara está interditada, em obras, assim como parte da Martim Afonso e da Itororó.

    Viaturas e mais viaturas da Polícia Militar e da Civil começaram a chegar com suas sirenes ligadas. Paravam em qualquer lugar, para desespero dos agentes da CET, que não conseguiam dar jeito em tamanha confusão de carros, ônibus, motocicletas, pedestres... Apito e mais apito.

    Os fotógrafos correram todos para fazer a melhor foto. Os repórteres se agitaram em busca de informações. O trecho da Itororó, onde estava o carro do autor dos disparos, ficou interditado com faixas amarelas e pretas, até que os peritos chegassem. Os baleados foram levados. Um por uma viatura da PM. Outro pelo resgate do Corpo de Bombeiros.

    Não tardou para termos a história completa. Dois rapazes, um adolescente de 15 anos e um jovem de 23, renderam o dono de um palio verde, estacionado na esquina da Itororó com a João Pessoa, a pouquíssimos metros do jornal. Quase em frente.  Ele saiu do carro, enquanto a dupla entrou. Só que ele era um policial militar sem farda, de folga. Puxou sua arma e atirou no que estava na direção. O adolescente correu pela João Pessoa. Ele foi atrás e disparou. Ele caiu na calçada, bem em frente ao jornal. E ali ficou sangrando até ser levado pelos bombeiros, embrulhado em alumínio, para evitar a hipotermia. Pelas fotos que vimos depois, estava amarelo e gritando de dor. O outro, que recebeu mais tiros, foi desacordado para o hospital, para ser submetido a cirurgia. Muita adrenalina! E tristeza.

    Que tristeza mesmo! Por sorte, os disparos não atingiram nenhum pedestre inocente. Que pena que dois jovens tenham enveredado pelo caminho do crime e resolvessem praticar assalto. Que triste um destino desses. Nós, jornalistas, tivemos a notícia diante de nossos olhos, mas não ficamos satisfeitos, ao contrário do que muitos imaginam. Ficamos agitados, nervosos e também amedrontados. Ali, tão perto, a vítima de assalto poderia ser um de nós. Ali, tão perto, os disparos também poderiam ter atingido um de nós (meu carro estava estacionado bem diante do carro assaltado e àquela hora eu poderia ter ido tomar lanche, como faço quase todos os dias). A dor poderia ser nossa. Quando o perigo chega a tocar a nossa pele, a gente sente muito  mais e se coloca no lugar do outro e partilha as dores do outro. Somente com esse sentimento é que podemos lutar por um mundo melhor. Não sei se conseguiremos. Mas temos a obrigação de tentar. Todas as horas. Todos os dias. Mesmo que seja o dos namorados, mesmo que seja uma sexta-feira 13, um dia de Santo Antônio.


    Atenção: É proibida a reprodução dos textos e das fotos deste blog em qualquer meio de comunicação, impresso ou escrito, sem autorização da jornalista Lídia Maria de Melo. Esta advertência está  amparada pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998  



    Escrito por Lídia Maria de Melo às 11h59
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